<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255</id><updated>2012-02-13T10:40:16.970-08:00</updated><category term='fe'/><title type='text'>Galo Velho</title><subtitle type='html'>Paz e Respeito</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>69</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-5557333367115116439</id><published>2012-02-04T05:30:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T11:14:03.154-08:00</updated><title type='text'>Boletim 92</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O tempo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O tempo nos consome, ou nós consumimos o tempo? Já pedi para pensarem no assunto em boletim anterior. Julgo que quem for consumido pelo tempo não terá entendido sua vinda à Terra. Conheço muitos que não gostam do tempo, sentindo-se velhos, ou no fim do tempo. O tempo não tem fim, já que afirmo que o fim não existe. Outros tempos virão. Só resta entendermos este egoísmo de sermos donos de alguma coisa, que é o que nos prende ao tempo. Também já disse em boletim anterior, que nada nos pertence. Apreciemos o "bater das asas da borboleta" e vivamos o perfume das flores. Tenham certeza que estas não são palavras de quem se aproxima do fim da vida, mas de quem chega no seu princípio - ao encontro com Deus. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ainda o mate.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto fico pensando na quinta lei do mate vou contando velhos ensinamentos. Meu tio José Olavo Fay era realmente meu amigo. Tanto, que quando eu caçava nos banhados de sua fazenda da Capoeira, ele interrompia minhas atiradas nos marrecões, para me levar um café com leite, pão e manteiga. Lindo de viver. Pois entre tantos ensinamentos que recebi dele, o de cevar o mate foi mais um. Coloquem a erva de pauzinhos no bojo da cuia, tapem a abertura com a palma da mão, virem de borco (ao contrário), sacudam bastante, depois retornem à posição inicial, armando e cevando o mate. Acontece que os pauzinhos foram parar o fundo da cuia, e o mate ficará mais "solto". Dica para que não usa "camisinha" no bojo da bomba...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A salinização da Lagoa dos Patos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A segunda Grande Guerra Mundial quebrou o empresário Adriano Scherer, que plantava dois mil hectares de arroz na Fazenda da Quinta, então município de Camaquã, hoje Arambaré. O Banco do Brasil, grande credor, assumiu a administração da granja, sendo chamado o agrônomo Dr. Pasquieur para gerenciá-la. Ocorreu então a salinização da grande lagoa, como está querendo acontecer neste ano. As bombas de irrigação tomam água da Lagoa do Guaraxaim, que está ligada à Lagoa dos Patos por um canal chamado Barrinha. Adriano, já residindo no Rio de Janeiro, teve o nobre de gesto e fazer uma ligação telefônica à Pasquieur, pedindo que ele fizesse o fechamento da Barrinha, mas não foi atendido. A grande lavoura de arroz foi perdida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Eu me vi livre de ti!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Certamente esta é a mais dolorida das frases. Dói nas profundezes de quem ama aquele que a pronunciou. Algumas separações são sofridas, outras não, e as que mais nos fazem sofrer são aquelas em que há cobranças. Então cuidem, quando se separarem de alguém que amam, ou&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; que amaram, não fazendo cobranças. Toda separação é um ponto final, e não há como corrigir os erros passados. Amor não tem preço, nem medida. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-5557333367115116439?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/5557333367115116439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2012/02/boletim-92.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5557333367115116439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5557333367115116439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2012/02/boletim-92.html' title='Boletim 92'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-7069756203604010948</id><published>2012-01-24T02:33:00.000-08:00</published><updated>2012-01-24T12:00:05.649-08:00</updated><title type='text'>Boletim 91</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;A política.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou dos "silenciosos". Aprendi a ouvir os adversários políticos, por mais estapafúrdios que sejam seus argumentos. Sou fiel ao meu partido, na hora de depositar meu voto, que escolho com precisão. Isto devo a minha infância, quando meus tios me levavam balas, ao visitar meus pais, lá na fazenda. Eles eram meus ídolos, pois por balas, a gente só conhecia os torrões de açúcar Usina. Acontece que após dez minutos, um passava a gritar com outro, quando então eu corria para minha Mamãe dizendo que eles estavam brigando. Ela afagava meu cabelo: "Não liga aquilo é política".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Vamos tomar um mate!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta frase é o estribo da hospitalidade gaúcha. Não vou dizer que o uruguaio seja mais gaúcho que nós, mas por manterem uma população "estável", parece manterem melhor nossas tradições. Não há lar, galpão ou rancho que tu chegues, em que não ouças a frase - vamos tomar um mate? É o dia inteiro, parecendo até que não apagam o fogo, mantendo o lume do gauchismo aceso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;As caçadas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Claro, naquele outro tempo havia muitos erros, mas também havia pouca gente errando. Hoje é um amontoado de gente, e se deixarem caçar, a caça termina mesmo. Uma vez por ano, juro, uma só vez faço uma caçada de tatu lá na fazenda, onde pego apenas um, e meus outros dois amigos, mais um cada. Lá tem aos montes. Bueno havia programado para o próximo abril, uma caçada de tatu com meus amigos, quando a gente mais galponeia do que caça. Ontem recebi um e-mail da minha neta Fernanda, pedindo que não matasse mais os bichinhos, me mandando uma fotografia que anexo abaixo. Foi uma judiaria comigo e meus amigos, mas suspendi as caçadas...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 183px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701165604911174546" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-7UJFf-2nY9M/Tx6b6V5n05I/AAAAAAAAAHc/-dwOCsetKbc/s320/ScreenHunter_01%2BJan.%2B24%2B09.44.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A mulher.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só ouço falar na evolução da humanidade, com a sua tecnicologia. Pouco se ouve da maior de todas as evoluções - a mulher. Quem escreve assistiu a mulher serviçal, ou chefe das domésticas. Eram tratadas sem respeito, preparadas apenas para criar os filhos e administrar a casa. Verdade que hoje elas não teem tempo nem para uma coisa, nem outra. Mesmo assim, acho melhor, pois acabou a discriminação. Em outros tempos a mulher não podia participar de Rotary, e hoje vejo meu Rotary Club Camaquã composto de 36% de mulheres. Deus abençoe as mulheres!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-7069756203604010948?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/7069756203604010948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2012/01/boletim-n-91.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/7069756203604010948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/7069756203604010948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2012/01/boletim-n-91.html' title='Boletim 91'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-7UJFf-2nY9M/Tx6b6V5n05I/AAAAAAAAAHc/-dwOCsetKbc/s72-c/ScreenHunter_01%2BJan.%2B24%2B09.44.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-633512663504229574</id><published>2012-01-09T13:17:00.000-08:00</published><updated>2012-01-10T11:16:17.022-08:00</updated><title type='text'>Boletim 90</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Terno de Reis.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dia cinco passado, a Querência dos Poetas Livres Vilmo Medeiros, levou as bênçãos do Menino Jesus ao lar do amigo Odir Deantoni, lá na cidade de Arambaré. Uma tradição que recebemos de nossos ancestrais açorianos, e que o Rio Grande do Sul não pode deixar morrer. Anualmente nossa querência marca ponto, entre os dias 25 de dezembro e 6 de janeiro. Então meus amigos, ali a gente sente a verdadeira hospitalidade gaúcha. A foto abaixo dá uma idéia do lindo momento.&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 321px; DISPLAY: block; HEIGHT: 232px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696054656941594722" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-STbAoxdJQmU/TwxziBA2mGI/AAAAAAAAAHQ/uSOtSI3Cct0/s320/Odir%2B-%2BR.Magos%2B8%2BA.jpg" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda o mate.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qual a hora e o local do mate? Esta não é uma lei, mas um costume, que está sendo quebrado. Quanta gente com o mate na mão, caminhando entre o povo. E dentro dos carros, quando só se faz labuza. Matear é um momento de descontração, meditação, conversação, introspecção. Matear é antes de tudo um momento de respeito, quando até mesmo aqueles que amamos, e que já partiram "se chegam pra roda do mate", formando a egrégora superior. Muitos dizem: "mateio para matar minha sede". Não é verdade, a gente mateia é para matar o "estresse", e tem gente mateando, dentro do estresse do povo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A história dos Três Reis Magos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Herodes era um rei mau, muito mau. Pediu aos Magos - Melquior, Baltazar e Gaspar, que após encontrarem o Menino Jesus, voltassem dizendo onde ele se encontrava, pois também queria "adorá-lo". Claro que os Magos levaram ouro, incenso e mirra, na representação material, mental e espiritual ao Santo Menino, que é a dádiva levada ao lar, que acolhe o Terno de Reis. Bueno, depois da prosa naquela manjedoura, os Magos retornaram às suas casas, "esquecendo" de contar à Herodes, onde estava o Rei dos Reis. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Nossas pressas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Realmente não sabemos mais esperar. Aquelas filas nos caixas dos bancos, que parecem não chegar nunca nossa vez. E nos caixas dos supermercados numa sexta feira? Outro dia marquei no relógio quando começou. Ao ser atendido conferi, e foi apenas 8 minutos, que me pareceu uma eternidade! Como é que se fica calmo numa hora dessas? Quem sabe se compra um jornal, ou se brinca com o celular. Verdade é que não temos tempo para mais nada, eu que sou do tempo de se perguntar: "o que vou fazer hoje?" Hoje se pergunta o que vou deixar para fazer amanhã?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-633512663504229574?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/633512663504229574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2012/01/boletim-90.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/633512663504229574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/633512663504229574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2012/01/boletim-90.html' title='Boletim 90'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-STbAoxdJQmU/TwxziBA2mGI/AAAAAAAAAHQ/uSOtSI3Cct0/s72-c/Odir%2B-%2BR.Magos%2B8%2BA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-1356094278948407692</id><published>2011-12-26T01:32:00.000-08:00</published><updated>2012-02-13T10:40:17.029-08:00</updated><title type='text'>Boletim 89</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Só erra quem faz!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem optar por ficar o dia inteiro sentado na sala, lendo ou olhando uma porqueira de TV, não irá errar nunca. Agora, quem acumular as funções de rotariano, maçom, citiano, tradicionalista, historiador, bloguista vai errar aos montes. Antes de tudo é necessário desenvolver a consciência, de que erramos, procurando o bem do outro, ou até mesmo a satisfação interior de buscar a verdade. A única verdade, verdadeira, é Deus, o que faz desta busca a maior das realizações terrenas. Então, erremos...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O mate.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É um hábito. Não é vício. Faz parte do gaúcho, desde o acordar ao deitar. É revigorante, companheiro do meditar e do conversar. É o elo de aproximação entre as pessoas. Além destas imagens temos de manter as suas Leis. Assim vou para a quarta lei: "É proibido mexer na bomba". Já assisti alguém da roda dizer ao cevador: "Dá licença de mexer na bomba?". Só o cevador tem este direito. Um amigo meu certa feita "palanqueou" a bomba na cuia, pois era costume de uma Comadre sua, "engrenar primeira e ré" ao beber do seu mate. Vamos preservar nossas tradições.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O fogo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu Pai costumava dizer que o fogo é como o amor. Não que ele nos queime ou faça mal., pois se referia ao dar começo à ele. Outro dia acampei no mato, e tentei iniciar um fogo. Da primeira vez coloquei pouco graveto e ele não "prendeu". Da segunda, coloquei graveto demais, ele "abafou", também não acendendo. Lembrei então do meu Velho, ao dizer que com o amor é a mesma coisa, se a gente coloca muito "afago" ele abafa, mas se colocarmos pouco, ele também não "prende". Poderemos sintetizar que se trata de equilíbrio, o que devemos manter em todos os gestos da vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O fim do ano.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos fechando a porteira do 2011. Não posso me queixar, pois ele não me levou nenhum ente querido, mas não gostei dele. Aliás, não gosto do onze, e não é pelo onze de setembro. Agora o doze vai ao meu gosto. Quem sabe pela saga dos doze apóstolos. A ceia, com eles, os doze, e mais Ele perfazendo o treze, que é melhor ainda. Quem sabe pelas doze badaladas, marcando o dia, e o "início dos trabalhos". O Galo Velho está desejando a vocês o melhor do início dos trabalhos no próximo ano, com muita SAÚDE, SAÚDE, SAÚDE.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-1356094278948407692?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/1356094278948407692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/12/boletim-89.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/1356094278948407692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/1356094278948407692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/12/boletim-89.html' title='Boletim 89'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-2144560840229766709</id><published>2011-12-15T02:48:00.000-08:00</published><updated>2011-12-26T02:17:47.196-08:00</updated><title type='text'>Boletim 88</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Eu não existo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece estranho, e mesmo difícil meditar nesta afirmativa. Mas será que esta existência me pertence? Quanto mais deixamos Deus tomar conta do nosso íntimo, mais espaço se criará em nosso interior, e mais espaços se fechará para a matéria, compreendendo que tudo que aqui adquirirmos não nos pertencerá. Não iremos levar nada conosco. Apenas o AMOR. Assim é que toda a humanidade, ao se aproximar o Natal, passa a valorizar o AMOR, como se ele só existisse no Natal. O Menino Jesus nos habita 365 dias por ano. Um feliz 365 dias a vocês.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sempre o mate.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Claro que ele faz parte do nosso dia a dia. É o primeiro gesto, e muitas vezes o último. Ele é nossa alegria, e por vezes a tristeza, principalmente quando é mate do "solito", no descambar do Sol no horizonte distante, lembrando o ocaso da vida, na contemplação de um passado lá muito atrás. Mas vamos para as Leis do Mate. Assim como não se pede o mate, ele não pode ser negado, quando na "roda do mate". Seja para quem for, até para um "mal lavado", cabendo, entretanto, agradecer o mate, e se excluir da roda. Esta é a terceira Lei do Mate.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Posteiro Galo Velho.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Convivi com o Galo Velho até meus trinta anos, quando ofertei a ele uma chácara na cidade de Camaquã, onde morreu, já "destronilhado" (não mais certo do juízo). Meu Pai costumava contar sua história. Posteiro era mais do que um empregado da fazenda, era um "guardador das fronteiras dos campos", numa época em que não existiam aramados, e os campos eram demarcados pelos "marcos de sesmarias". Assim o posteiro recebia casa, uma lavoura cercada, um rancho mensal, podendo criar, junto do gado do patrão, possuindo sua própria marca de fogo. Seu maior trabalho era cuidar que o gado do fazendeiro não saísse para o campo do vizinho, permitindo, entretanto, que o gado do vizinho entrasse na sua área de serviço, já que havia uma lei na época, que o animal nascido na fazenda, e recebido marca, era de propriedade daquele fazendeiro. Quando das recolutas, que era a busca de animais alheios, o fazendeiro permitia que levassem aqueles que não tivessem a sua marca, ficando, entretanto, a vaca que amamentasse o terneiro marcado, que só seria retirada na próxima recolutada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Tu reclamas?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conheço muitas pessoas, que passam o dia reclamando. Quando não é o calor é o frio, quando não e a falta de luz é de água, ou quando não é o barulho é o silêncio profundo. Parece que as reclamações lhes alimentam. Certamente estas pessoas foram privilegiadas por Deus, que nunca lhes deu uma doença grave, um acidente forte, a perda de um ente querido, nenhum sofrimento. Deus aqui nos colocou para desenvolvermos o AMOR em nossos corações, e cumprirmos com nossos destinos, sem reclamações.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-2144560840229766709?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/2144560840229766709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/12/boletim-87.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/2144560840229766709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/2144560840229766709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/12/boletim-87.html' title='Boletim 88'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-5361832235659436854</id><published>2011-11-20T03:44:00.000-08:00</published><updated>2011-12-24T05:04:21.854-08:00</updated><title type='text'>Boletim 87</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os passarinhos e os insetos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pois não irei matar mais as moscas e mosquitos, insetos que infernizam a vida da gente. Creio mesmo que irei alimentá-los, perpetuando as suas espécies. Sabem por que? Bem, é uma curta história: - O Grupo dos Fisgados de Camaquã, pescadores, mas não mentirosos, que dentre eles tem três médicos, foi pescar no Amazonas, mais precisamente no Rio Negro. O primeiro fato a chamar suas atenções foi de não encontrarem por lá qualquer passarinho. Imaginem este fato em toda aquela exuberância florestal. Pergunta daqui, pergunta dali, quando lhe explicaram que as águas daquele rio são escuras, honrando o próprio nome de Rio Negro, e também muito alcalina, o que não permite a proliferação de insetos. Não tendo insetos, não tem pássaros! Entenderam? Vai ser brabo, mas estou a fim de convidar vocês a não matarem mais as moscas e os mosquitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda o mate.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tenho recebido alguns comentários sobre o mate, mas a maioria se refere a maneira de como fazer o mate, entretanto, já expliquei que não podemos interferir neste hábito, pois muda de uma região para outra. No boletim anterior falei da primeira Lei do Mate, e agora me refiro a sua segunda Lei: Ao se devolver o mate ao cevador, ele deve "roncar". Sei que muitas vezes ele está pesado, e fica difícil, entretanto, esta é a maneira de se "dizer", que não estamos devolvendo resto na cuia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Ferreiro. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outro dia conversando com meu amigo Chapotão, advogado, veterinário, gaiteiro e campeiro, que nasceu Hamilton Santos de Paula Couto, ouvi dele a seguinte história: "Era uma vez um Ferreiro 'solto das patas', irrequieto e irreverente, um verdadeiro 'estrabulega', que não gostava de obedecer leis sociais. Pulava cercas em rodeios alheios, e era festas sobre festas. Mas, tanto fez que certo dia, ou por cansado ou iluminado, 'mudou de trilho', passando a orar e frequentar o Templo do Senhor. Aconteceu também, que daí para frente, seus negócios pioraram, perdeu um ente querido, adoeceu, se vendo em constantes apuros. Certo dia, um amigo não se conteve: 'Mas Ferreiro, desde que abandonaste 'a vida fácil', as coisas passaram a se complicar contigo. Onde estão as tuas orações?'. O Ferreiro lhe respondeu: Meu amigo, passei a vida malhando o aço, que da forja ia para a bigorna, passando aos golpes da água fria, se transformando no final, nesta linda e pura espada. Assim somos nós perante o Senhor, que depois dos sacrifícios, nos transforma em lindas e puras almas. Certos aços não resistem ao fogo e ao choque da água fria, e racham, ficando naquelas sucatas, que observas no lado de fora da oficina, e são jogadas fora, como as almas desprezadas pelo Criador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nosso ego precisa de alimento?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outro dia certo amigo extravasou: "Estou com meu ego alimentado". Pensei muito na sua afirmativa. Que alimento será este? Pensem bastante antes da resposta. Eu já pensei vinte vezes, e acho que ainda é pouco. Certamente a maioria precisa de elogios, ou seja, reconhecimentos por seus feitos, suas habilidades, seus predicados físicos. Antecipo minha resposta, na afirmação do que sempre repito - &lt;em&gt;tudo é de dentro para fora&lt;/em&gt;! O que vem de fora para dentro, além daquele arroz com feijão, não me alimentará, e qualquer destes alimentos não me fará bem. O único alimento que me fará bem será o AMOR que eu possa ofertar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-5361832235659436854?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/5361832235659436854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/11/boletim-86.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5361832235659436854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5361832235659436854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/11/boletim-86.html' title='Boletim 87'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-1572231255555039428</id><published>2011-11-14T02:51:00.000-08:00</published><updated>2011-12-24T05:04:00.782-08:00</updated><title type='text'>Boletim 86</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual o sentido da vida?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sei que será difícil para muitos lerem estas coisas "pesadas", mas creio que fazem parte da vida. Para aqueles que gostam de pensar, procurando outro caminho, que não seja o da "boa vida", peço me acompanhar num raciocínio simples: "&lt;em&gt;o que levamos desta vida?" &lt;/em&gt;Poderão até mudar o sentido da frase: "&lt;em&gt;o que buscamos nesta vida?" &lt;/em&gt;Antecipo-me à vocês: "&lt;em&gt;busco amar a todas as criaturas, e só fazer o bem, desejando Paz e o Respeito, lema do Galpão do GaloVelho". &lt;/em&gt;Você crê em alma? Então Roberto Shinyashiki diz: "&lt;em&gt;Escute sua alma, ela tem a orientação sobre qual caminho seguir".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Voltando ao mate.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outro dia na beira de um fogo forte, no Galpão do Galo Velho, voltou a conversa do mate. Não gosto de comentar como se faz um mate, pois já tomei mate com um gringo, que fez uma "batida" da erva dentro do porongo, depois armou o mate, e que baita mate! Então, cada um que faça seu mate como melhor lhe prover, entretanto, nosso dever é manter as Leis do Mate. A primeira delas: "Mate não se pede". Tempos atrás recebi na Sant´Anna um amigo, que lá fora comprar uns terneiros. Trazia uma térmica de baixo do braço, e uma cuia de bom mate na mão. Terminou com a água, e pediu que esquentasse mais uma térmica para ele. Fiz, e entreguei a ele, sem que me ofertasse um só mate. Não me ofendi, pois mate não se pede, se oferta. Aquele amigo podia muito bem se sentir doente, buscando matear sozinho. Agora, se ele chegasse em minha morada, logo lhe ofertaria um mate, que é símbolo da hospitalidade gaúcha. Normalmente a gente agradece, quando nota que é mate de família. Numa roda de mate, entretanto, não se recusa o serviço a quem quer que seja, cabendo agradecer, em se notando que tem algum gaúcho "mal lavado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A faca e o computador.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Observem a faca na "passarinha" do campeiro Galo Velho, estampada neste boletim. Ela era a ferramenta de ontem, que hoje foi substituída pelo computador. Não riam. Naquele tempo tudo era feito com a faca, "instrumento" do dia a dia, que cada um queria ter a melhor, como os computadores de hoje. Quando não era para carnear, depois de sangrar, era coureando, já que naquele tempo, morria muito bicho nos campos. Quem sabe para picar um fumo em rama, sovar uma palha de milho para o cigarro, abrir uma manta de charque, pelar o couro de um porco, para picar um bom toucinho, cortar um palito para os dentes, pelar um espeto, cortar uma guanxuma para uma vassoura. Churrasquear então, que era o que mais se fazia, as facas não descansavam. Hoje se vê pouco gaúcho com faca na cintura, pois os serviços acima referidos não existem mais. Até mesmo quando morre algum animal no campo, ele é enterrado como os defuntos, evitando as "carniças" e os urubus, animais "transmissores" das doenças. Viva os bons tempos modernos, como diz um amigo meu, mas jamais esqueçamos o passado, que nos construiu os dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O fim de mais um ano.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pois entrando em um shopping de Porto Alegre, deparei com um verdadeiro Natal, o que me reportou ao fim de 2011. Ainda me parece sentir o gosto daquele espumante, quando da entrada deste novo século. Felizes de nós, que estamos assistindo, e que possamos ser agradecidos ao Senhor dos Mundos, que por ser Criador de Todas as Coisas, nos diz que nada nos pertence. Nem mesmo aprendemos a cultivar o verdadeiro amor em nossos corações, único bem que poderemos carregar para o além.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-1572231255555039428?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/1572231255555039428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/11/boletim-85.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/1572231255555039428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/1572231255555039428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/11/boletim-85.html' title='Boletim 86'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-8826940942550645634</id><published>2011-11-06T05:43:00.000-08:00</published><updated>2011-12-24T05:03:37.582-08:00</updated><title type='text'>Boletim 85</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma simples pescaria.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O poeta já escreveu, há muitos anos passados, que é nas simples coisas da vida que está a verdadeira felicidade. Pois numa simples pescaria vivemos momentos de intensa felicidade. Não por pescarmos muitos peixes, pois todos foram soltos no Rio Paraná. Vivemos o companheirismo e vivemos a natureza. Existe algo mais simples do que a natureza? Claro, ela por vezes também se violenta, mas não quero me deter neste aspecto. Um rio, uma água cristalina, os pássaros, os animais, a vida correndo como as correntes das águas calmas. Um neto ao meu lado, e a emoção do primeiro dourado. Maior emoção ainda, quando o soltou nas águas do rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qcfx4s4_csQ/TrawFJ5DhYI/AAAAAAAAAG4/mEbdDKikxWE/s1600/Alegria%2Bdo%2B1%25C2%25BA%2Bdourado.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671914383320778114" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-qcfx4s4_csQ/TrawFJ5DhYI/AAAAAAAAAG4/mEbdDKikxWE/s200/Alegria%2Bdo%2B1%25C2%25BA%2Bdourado.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PNQmEBiY6Kk/TraxEYDPY0I/AAAAAAAAAHE/ZJa28kXURIw/s1600/DSCF5904.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671915469453353794" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-PNQmEBiY6Kk/TraxEYDPY0I/AAAAAAAAAHE/ZJa28kXURIw/s200/DSCF5904.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Os dois momentos. A alegria da captura e a outra grande alegria a da soltura.&lt;br /&gt;Junto a ele uma natureza viva, tão ativa em nosso Pampa, que cada dia nos afasta mais, neste "entrechoque de guampas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A solidão.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nada mais triste que a solidão. Assim fico imaginando meu Galpão do Galo Velho "solito", apenas iluminado pelas chamas de um fogo mixe, alimentado por outras mãos que não sejam as minhas. Fico alegre apenas pela irmandade que lá habita, na "fumaça" dos negros velhos que partiram, deixando na terra o "suor" de suas labutas, quando rezo a preçe ao Senhor Criador dos Mundos, que permita a PAZ entre os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTORIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O taura Belarmindo (última parte)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Revólver trinta e dois de cano longo fincado por cima da guaiaca, com mais de cem balas espalhadas pelos costados, "em riba" uma faca com cabo de prata reluzindo contra a escuridão. Ao longe, escutava-se uma rancheira bem campeana, relinchando pelos campos e matos da serra. "O homem", veio pé, entre-pé, pelos fundos da casa, deixou a viola pendurada na travessa do galpão, junto ao cavalo crioulo enfrenado para a uma fuga rápida.&lt;br /&gt;Apenas Deus por testumunho...&lt;br /&gt;Agora, um xote bem lasquiado, retumbava nas tábuas do velho salão, pé, entre-pé... Como um gato Belarmino voou até a janela da cozinha, lá estava ela, cabelos negros escorridos frente a uma lampião esfumaçado, sozinha, contemplando a noite, com seu vestido de chita, todo enfeitado de fita... Ah! já sentia o seu perfume e o seu grito assustado...&lt;br /&gt;Foi um bote só, o vestido esparramava-se no vulto da noite, a presa estava segura, o cavalo já pronto, e a china crinuda esvoaçava os cabelos junto ao rosto do valente Belarmino campeador que se jogou no sumiço da noite...&lt;br /&gt;Interessante, pensou, de repente, nenhum grito... a prenda deve ter desmaiado e já se foi em direção ao rancho. Já com um ponta pé derruba a porta de tramela, e atira a carga preciosa sobre a cama...&lt;br /&gt;Silêncio. Nada. Nenhum grito.&lt;br /&gt;De repente deu por falta do revólver, havia caído no pulo e, agora...&lt;br /&gt;Porta entramelada, faca na mão, nada! A noite gemia em solidão total.&lt;br /&gt;Pé, entre-pé, Belarmino acende o lampião para acorar a "presa", leva na mão esquerda uma caneca de água fria, mas quando chega a luz no rosto da mulher amada... Houve-se um grito e mais um grito...&lt;br /&gt;Um grito de pavor do próprio Belarmino&lt;br /&gt;Dona Esmerenciana, a Senhora aqui!!!!!!!&lt;br /&gt;E ela, a coitada, atira-se nos braços do seu raptor e lhe murmura:&lt;br /&gt;Belarmino meu amor! Vem para os meus braços!!!&lt;br /&gt;O homem dá mais um salto para trás... Pula, porta afora quem nem um gato. Olha prôs céus e grita: - e agora, meu Deus...?&lt;br /&gt;Tinham preparado mais esta para o Belarmino... Dona Esmerenciana, ali estava, esparramada, cheia de amor prá dar, já nos seus setenta e tantos anos de idade, carcomida pelo tempo de trabalho com os malditos Demencianos, gritando por seu amado...???&lt;br /&gt;Ah! Dizem que até hoje, ninguém mais soube do taura Belarmino, entrou noite mais uma vez, saiu sem se despedir de ninguém, sumiu e, lá, na tapera, alguém ainda grita na assombração da noite:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Belarmino vem cá, Belarmino, estou cheia de amor prá dar!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O artificialismo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Parece que hoje tudo é artificial. Não estou falando nas bebidas e comidas, falo de nós mesmos. A vaidade nos transforma, e quando vejo os jovens taparem seus corpos com tatuagens, afirmo que é para chamar a atenção dos outros, quando a verdade nos diz, que devemos chamar a atenção para nossos interiores. Tudo é de dentro para fora, nada é de fora para dentro.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-8826940942550645634?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/8826940942550645634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/11/boletim-84.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/8826940942550645634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/8826940942550645634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/11/boletim-84.html' title='Boletim 85'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-qcfx4s4_csQ/TrawFJ5DhYI/AAAAAAAAAG4/mEbdDKikxWE/s72-c/Alegria%2Bdo%2B1%25C2%25BA%2Bdourado.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-7364760761501463654</id><published>2011-10-09T12:16:00.000-07:00</published><updated>2011-12-31T16:44:28.659-08:00</updated><title type='text'>Boletim 84</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ontem, hoje e amanhã.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O presente, o passado e o futuro. Sempre meditei muito sobre o tempo dos verbos, mas como sou o sujeito da história fico buscando o complemento das coisas. Ainda não consegui descobrir se é o tempo que me consome, ou se eu consumo o tempo. Tudo está no tempo do verbo. O ontem, ou o passado, é que nos alimenta, enquanto o amanhã, ou o futuro, só nos preocupa. Quem vive o presente, e qual é o tempo deste presente? Ele dura uma hora, um minuto, um momento, e já é passado! Então o que é o presente? &lt;em&gt;É contemplar o bater das asas da borboleta, apreciar seu colorido, e seu reflexo nos raios de Sol. &lt;/em&gt;Não, não é poesia, é apenas o viver, sem pensar ou programar o amanhã, pois ele não nos pertence, e nós não o faremos acontecer. Deixemos acontecer. Deus nos ofertou apenas o presente, e é nele que vamos acontecer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O amanhã!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Recebi da Internet, sem assinatura do autor. Como gostaria de conhecer este Desconhecido!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês. O primeiro pergunta ao outro:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Você acredita na vida após o nascimento?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Certamente que sim. Algo tem de haver após o nascimento! Talvez estejamos aqui, principalmente, porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Bobagem, não há vida após o nascimento. E como verdadeiramente seria essa vida, se ela existisse?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Eu não sei exatamente, mas por certo haverá mais luz lá do que aqui... Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comamos com a boca.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Isso é absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: a vida, após o nascimento, está excluída - o cordão umbilical é muito curto!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Na verdade, certamente, há algo depois do nascimento. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Mas ninguém nunca voltou de lá, para falar sobre isso. O parto apenas encerra a vida. E, afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada da escuridão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e, através dela, nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Eu não acredito. Eu nunca vi nenhuma mamãe. Por isso, é claro, que não existe mamãe nenhuma!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Bem , mas às vezes quando estamos em silêncio, podemos ouvi-la cantando; ou sentimos como ela afaga nosso mundo... Saiba, eu penso que só depois de nascidos nossa vida será mais "real", pois ela tomará nova dimensão. Porque aqui, onde estamos agora, apenas estamos nos preparando para essa outra vida..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O taura Belamino. (IIº Capítulo)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Vários gaudérios tinham prometido a ela, até mesmo, uma tropa de gado, o melhor prêmio dos rodeios, ainda que fosse só para sorver-lhe uma gota só, do precioso líquido perfumado e misterioso de um beijo seu, e nada... ingrata como ela, todos morreram de sede.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muita bota, já havia sido gasta pelos salões das redondezas, mas ninguém até agora, conseguira, a não ser por uns minutos, tê-la ou vê-la, em seus braços endiabrados e fugazes pelos salões. A sua beleza era tanta que já havia ultrapassado fronteiras e, muitos, vinham de longe, só para vê-la. Outros, ficavam de tocaia, ao redor do rancho do Seu Demenciano, descobertos, passavam muitos dias, a curar as feridas, dos tiros de garrucha-de-sal, dados nos traseiros dos gaudérios em fuga, pela pontaria certeira do velho Demenciano.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O nome da rapariga tornou-se lendário e, com o tempo, o Salão dos Demencianos, passou-se a chamar-se o Salão da Ana Maria. Nome dado a ela, por seu velho pai, em homenagem aquela mulher de outrora, grande guerreira, linda e meiga como ela só, a mais valente das catarinenses-gaúchas: Anita Garibaldi.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Belarmino sabia da existência da bela prenda e havia prometido tê-la com ela um dia, custasse o que custasse, houvesse o que houvesse e disse consigo mesmo: é hoje, o tempo chegou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Encilhou o cavalo, arrumou os aperos, jogou mais alguns trastes sobre os pelegos, enroscou nos bastos do arreio uma viola afinada, acariciou o pelo negro do cavalo crioulo, e foi dando de rédeas lá prá direção dos Demencianos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A noite, parecia que também conspirava. Havia um silêncio no ar, onde cada passada do cavalo, prenunciava-se como algo nunca acontecido. O quero-quero altaneiro do rincão, de repente jogou-se no ar do poente, a fim de dar passagem a um cavaleiro que parecia levar o destino. Lá longe, um cachorro perdido, acuava para a solidão do além, numa noite pachorrenta e enfumaçada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passo a passo, cavalo e cavaleiro, formavam uma coisa só, indo em direção a grande encruzilhada da vida, no movimento incerto dos dias que ainda não aconteceram. Belarmino, "cuera de sete costados" havia bolado um plano, a seu ver, infalível, porque naquela época, "mulher roubada" era de pleno consentimento social, era o jeito, o que fazer, nem que quisesse não poderia haver devolução. Mulher roubada, era mulher usada! E Belarmino já ajeitava os bigodes dos doces beijos que levaria."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;(continua no próximo capítulo)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Apenas enviando as bênçãos de PAZ E RESPEITO do Galo Velho, a todos vocês, rogando que saibam beber as gotas preciosas do presente, presente de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-7364760761501463654?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/7364760761501463654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/10/boletim-n-83.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/7364760761501463654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/7364760761501463654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/10/boletim-n-83.html' title='Boletim 84'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-1493127810177183606</id><published>2011-09-20T14:56:00.000-07:00</published><updated>2011-12-31T09:31:20.708-08:00</updated><title type='text'>Boletim 83.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O gaúcho guerreiro.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sou historiador, e minhas pesquisas são poucas, entretanto, vou abordar um assunto histórico, relacionado com a formação do Rio Grande do Sul. Nosso Estado era conhecido como Terra de Ninguém, devido as disputas entre Portugal e Espanha. Realmente estávamos fora do Tratado de Tordesilhas, mas enquanto os tratados se sucediam, as grandes sesmarias eram doadas aos primitivos gaúchos. Era uma terra selvagem, com índios guerreiros, além dos ataques dos vizinhos espanhóis, o que forçou os fazendeiros montarem grandes piquetes guerreiros, armados de lança e "ferro branco", treinados para a luta. Parece que o Estado deveria construir uma estátua homenageando os fazendeiros, e não aquela para homenagear o Lula...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O espírito guerreiro.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Daí que a gauchada aprendeu a não ter medo. Na formação da Pátria Gaúcha, nossos ancestrais "passaram aos nossos tutanos" o espírito de aventura, pois toda guerra não passa de aventura para os soldados, que são alimentadas pelos ideais dos comandantes. Não havia o impossível para o gaúcho, ele buscava, e ainda busca, vencer desafios. Foi o que aconteceu com o Belarmino, personagem criada por meu amigo, irmão e companheiro, João Moacir Ferreira, e que será publicada em capítulos, nas Histórias Que Me Contaram. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Taura Belarmino.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;1º Capítulo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;"Existia, "entonces", um índio, lá em cima da serra, chamado Belarmino. Taura, daqueles que ao se ver, diziam: não aparenta a idade que tem! Até porque a idade não existe, a natureza não conta o tempo, quem conta os dias, são os homens.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bueno. Belarmino era cabra que não se laçava com sovéu curto. Atrevido e metido como "pinto em quirera". Homem, segundo diziam, de muitas revoluções. Dado a tomar partido, nunca ficavam em cima do muro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perguntado, certa feita, da origem de um grande talho sobre o seu rosto, arrumou a faca na cintura, olhou prô cuera perguntador e lascou: a origem está na tumba à esquerda, na entrada do cemitério, a sete palmos de fundura!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Belarmino era assim, não perguntava duas vezes, não contava o mesmo causo e, quando chegava num bolicho, cumprimentava a todos de mão em mão, e quando saía, sumia, parecia que ninguém o tinha visto chegar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, um dia, aliás um certo dia, Belarmino, homem dado ao perfume e aos afagos das muitas mulheres belas e crinudas, misterioso como ele só, coisa que mulher adora, resolveu achegar-se lá prás bandas dos costados da Picada do Fão, ali, no Salão dos Demencianos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O velho João Demenciano, dono do salão, taura mais enfezado que guri em porteira, também era mestre num 'vanerão rasgado' e, em todo baile, saia um concurso de danças, o prêmio, bem o prêmio, para o gaúcho mais dançador, era por demais valioso... O prêmio, era a licença do 'dono da casa' em dançar com sua filha única, uma mulher-menina-moça, sei lá, mais linda que laranja de amostra..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Continua no 2º Capítulo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Origem do termo "gaúcho".&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em um artigo assinado por José Outerial encontrei: "Várias são as origens do termo gaúcho, mas prefiro a "quéchua", de origem indígena, que deu a forma "gaúcho", que na língua indígena quer dizer órfão - criado "solito" - sozinho".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Realmente, ele foi um 'sozinho', tanto que era chamado de ladrão, por roubar as mulheres dos acampamentos, e quando estas engravidavam as soltavam, para continuar 'sozinho', sem perder o único amor - o pingo, andejando pelo ermo, e basteriando a aventura de cavalagar o pampa gaúcho. Ele nasceu órfão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-1493127810177183606?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/1493127810177183606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/09/boletim-83.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/1493127810177183606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/1493127810177183606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/09/boletim-83.html' title='Boletim 83.'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-4808532469073047456</id><published>2011-09-18T06:02:00.000-07:00</published><updated>2011-12-31T09:16:50.841-08:00</updated><title type='text'>Boletim 82</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem sou eu?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei que é difícil abordar o assunto, por sua amplitude. Eu não existo! Meu filho Magrinho está sempre reclamando que não devo falar na primeira pessoa do singular, e agora venho afirmar que eu não existo... Na realidade, como não sei falar dos outros, falo de mim mesmo, que me parece ser o mais sensato. Se eu existo é porque existe alguém mais no mundo. Imaginemos que eu estivesse sozinho na Terra. Seria então um animal, com um nome qualquer. Esta linha de raciocínio, se deve a uma pesquisa que fiz na criação do Banco de Alimentos, idealizado pela Senhora Luciana Chinaglia Quintão, que assim se manifestou: "Somos nós que, através de nossos atos, sentimentos e pensamentos, criamos a realidade dentro de nossa casa, dentro dos nossos relacionamentos, de nossa comunidade, cidade, país, continente e planeta. Tenho a convicção que "&lt;strong&gt;Somos Todos Um"&lt;/strong&gt;, no sentido em que tudo e todos estão relacionados".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Respeito.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro dia formou-se uma roda galponeira ao redor de um fogo forte, aquentando este inverno danado, que parece não acabar nunca. No braseiro uma costela e uma paleta de ovelha, que foram engolidas com mistura de arroz com feijão, roubados da Dona Jane. Uma roda de chimarrão corria pela direita, enquanto uma de canha, do 5º do Cangussú, corria pela esquerda. Nestas horas se faz a charla campeira, e é exatamente aí que costumo "entreverar" o serviço. Era o primeiro dia de três lenhadores desconhecidos, que se hospedaram em uma casa da vila, de quem eu não sabia sequer o nome. Então vai conversa e vem conversa, quando apontei para a placa de madeira entalha com a frase - RESPEITO - dizendo para eles: "Se eu não respeitar vocês, vocês não irão me respeitar, mas se vocês não me respeitarem eu também não os respeitarei. Entendido?". Foi fim de papo, e não restaram dúvidas de como eles iriam se comportar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ainda as caçadas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aí está abaixo a barraca de beduíno, o caprichoso amigo Willy Hoff mateando uma das intermináveis mateadas, e a natureza lhe abraçando. Parece que "naquele tempo" o tempo não corria como hoje, ou a gente tinha mais ocasiões para meditar. As caçadas eram em todos os fins de semana, durante a temporada de caça, e até mesmo nossos aniversários eram festejados junto da Mãe Natureza, quase um desrespeito aos familiares. Lá, tínhamos os mesmos problemas de hoje, e as caçadas eram as mesmas fugas de hoje. Benditos problemas!&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 167px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653702660418246978" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-_KU8sPH8QqY/TnX8nXPpGUI/AAAAAAAAAGk/rgifdJAQ-UI/s200/ScreenHunter_02%2BSep.%2B18%2B11.05.jpg" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Se não existo...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então não sou dono de nada. Fico imaginando, que só me pertence aquilo que guardo dentro do meu coração, que é um pequeno ou grande cofre, conforme as riquezas que constituo. Vamos nos transformar em Reis Magos, ofertando ao Menino Jesus todo nosso ouro, mirra e incenso, para ficarmos apenas com Deus em nossos corações. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-4808532469073047456?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/4808532469073047456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/09/boletim-82.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/4808532469073047456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/4808532469073047456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/09/boletim-82.html' title='Boletim 82'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_KU8sPH8QqY/TnX8nXPpGUI/AAAAAAAAAGk/rgifdJAQ-UI/s72-c/ScreenHunter_02%2BSep.%2B18%2B11.05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-4908933546491821279</id><published>2011-09-04T12:44:00.000-07:00</published><updated>2011-09-19T08:09:57.689-07:00</updated><title type='text'>Boletim 81</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando se fica velho?&lt;/strong&gt;Parece ser relativa esta alcunha de "velho". Conheço muito jovem, mais velho que eu, e certamente outros mais velhos, e mais novos que eu. A velhice começa antes de se ficar velho. Vou até enumerar, quando ela começa:&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;1- Quando se fica rabugento.&lt;/div&gt;2- Quando se fica anti-social, ou anticristo.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;3- Quando se busca pelos necrológicos dos jornais.&lt;/div&gt;4- Quando não se conforma com a idade que tem.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;5- Quando se perde a esperança. (Esta é mortal!)&lt;/div&gt;6- Quando não se chega sozinho nos banheiros. (Outra mortal)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Certamente existem outras, e bem que vocês poderiam ajudar. Agora aquele desastre de não se chegar mais no banheiro, é mortal! Então, o banheiro é a peça mais importante de nossos lares. Ninguém poderá negar esta verdade.&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;GALPÃO. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Paz e Respeito.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;Lá no Galpão está escrito "Paz e Respeito" em uma grande placa de madeira entalhada. Deveria ser "Respeito e Paz", pois só pelo respeito se alcança a paz. Respeitar não quer dizer obedecer, até pelo contrário, quer dizer não contradizer. Escutar, analisar, e depois de tirar conclusões, "deletar". Afinal do que adianta discutir, contrariar, brigar, se sabemos que no final o outro não vai nos escutar? O conteúdo mais profundo de respeito está em não sermos preconceituosos. Vamos tirar conclusões, sem que o erro do outro interfira naquilo que buscamos - a virtude. Virtude se mescla com Verdade, e se a humanidade entendesse esta simples filosofia, não haveria guerras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ou "Histórias que irão contar".&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;Serão histórias de caçadas, com meus dois amigos, João Alaor Pereira e Willy Hoff.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando começou ninguém sabe. Muito, muito distante, num tempo que já é velho. &lt;/div&gt;A primeira foi no inverno de 1968, na grande foz do Rio Camaquã, numa ilha paradisíaca, perdida e solitária. Ali existem as "croas", que são pequenos bancos de areia, que se formam e se desmancham com o fluxo e refluxo das águas. Ao lado, as grandes lavouras de arroz, com o preferido alimento dos marrecões, que passam o dia naquilo que chamam de "pouseiro", aguardando a noite para se alimentarem. Dois companheiros, uma velha barraca de lona, as mateadas intermináveis, a natureza sorrindo ao nosso lado, e os corações plenos de companheirismo. Até versos surgiam: "O acampamento era uma barraca das antigas, dos beduínos, com cantigas aos nossos ouvidos, verdadeiros hinos. Os churrascos eram fartos, graxentos, que hoje os doutores nojentos não servem mais nos pratos. Os cartuchos carregados à mão, com a força do coração. O apito das "peidorreiras" ao pescoço, fazendo estranho alvoroço. O resto era o banhado sem fim, em nossas memórias verdadeiro jardim. Todo florido de aguapés, no entremeio dos jacarés. E bem perto o grito dos tahás, no doce destas histórias, acordando nossos amanhãs."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A oração.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;Não busco a pretensão de ensinar como se reza, entretanto, uma verdade é sabida, ela não deve ser triste. Não posso afirmar, mas parece que a maioria dos cristãos reza chorando, ou com tristeza. A pessoa à quem estamos rezando não se sentirá feliz. Gravem uma frase que li numa mensagem da internet: "É proibido sentir saudade de alguém, sem se alegrar". Parece querer nos dizer que devemos rezar com tristeza à quem nos fez algum mal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-4908933546491821279?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/4908933546491821279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/08/conto-poesia-quando-vida-era-um-tango.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/4908933546491821279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/4908933546491821279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/08/conto-poesia-quando-vida-era-um-tango.html' title='Boletim 81'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-8970272845711418950</id><published>2011-08-12T12:45:00.000-07:00</published><updated>2011-11-15T08:40:05.572-08:00</updated><title type='text'>Boletim 80</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O dinheiro.&lt;/strong&gt;Há uma quebradeira geral, ou universal. Aqueles que já quebraram alguma vez, sabem bem o que é isto, mas podemos "comparar". Certamente vocês já assistiram os leiteiros derramarem seus produtos nas estradas, e os arrozeiros jogarem seu cereal nas ruas, pois quando as coisas são por demais, não valem nada! Ainda bem que os homens se equiparam com as mulheres, senão perderiam também os seus valores. Então, quanto a esta quebradeira universal, parece que uma solução seria por fogo em algum dinheiro! De tanto que os "homens" possuem, não sabendo mais o que fazer com ele seria bom queimar uma parcela. Certamente imprimiram por demais, já que as máquinas não estão dão conta do serviço, e até mesmo o famoso dolar não querem mais no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só existe descanso num banco tosco do Galpão do Galo Velho.&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Descanso.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;Na frente da labareda de um fogo alegre e falante, aquentando a noite fria deste inverno brabo. Um cachorro enroscado junto dele, uma cambona chiando pra um mate bem cevado, o relincho da égua encocheirada, e a mente vagando solta no espaço enfumaçado, na aproximação daqueles que ali habitaram. Um descanso. Melhor somente o "descanso eterno".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A história dos galpões.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;Contam que as fazendas se originaram dos galpões. Só eles é que existiam, onde a família comungava no dia a dia, a lida campeira. Parece uma verdade, pois até mesmo as cidades se originaram dos acampamentos militares, e os galpões foram acampamentos de trabalhadores, não existindo a Casa Grande. Quando ela foi construída, as mulheres encontraram seu canto, e não mais pediram licença para participar das rodas galponeiras. "Sala grande chão batido, onde passei minha infância, querido Galpão de Estância, que foste um dia meu lar, hoje aqui venho rezar, saudoso do teu afago, Catedral xucra do pago, de joelhos em teu altar". (Jayme Caetano Braun).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Conselho e opinião.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;Conselho só deve ser dado quando pedido. Opinião rola por toda a parte, principalmente nas TVs e nos comentários, como estas que vocês estão lendo. Todos de certa forma são donos da verdade, e poucos conseguem ouvir ou ler aquilo que lhes desagrada, principalmente se forem "preconceituosos". Preconceitos dos homens, ou suas vaidades fazem as desavenças, a quebra social, as guerras. Quem depois de um tapa, oferta o outro lado da cara? Só existiu uma Criatura capaz disso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-8970272845711418950?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/8970272845711418950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/08/boletim-n-80.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/8970272845711418950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/8970272845711418950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/08/boletim-n-80.html' title='Boletim 80'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-7382683207946983952</id><published>2011-08-10T11:14:00.000-07:00</published><updated>2011-09-19T08:16:25.127-07:00</updated><title type='text'>Boletim 79</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;A obra humana e a divina.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Certo dia, chovendo, visitei o Congresso Americano em Washington DC. Descendo do ônibus da excursão subi os vários degraus, olhando tudo que me mostravam. Vi, mas hoje não sou capaz de descrever nada do que vi. Nada ficou gravado em minha memória. Entretanto, se quiserem que eu descreva o voo da minha "viuvinha", o colorido do meu "verãozinho", ou os passos marciais dos meus "joãos de barro", lá da minha Sant´Anna farei com detalhes. A obra humana não me impressiona. A obra divina grava-se em minha alma, como se eu buscasse por sua perfeição. Tudo que o homem fez ou faz, ele fará melhor, mas tudo que Deus fez, Ele já o fez melhor.&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;GALPÃO, HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM e FECHANDO A PORTEIRA. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"Más valiente do que feo". &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;(Creio que estou repetindo. Faltam registros. Vou me organizar.)&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;Os feitos de Gumercindo Saraiva são notáveis, principalmente na Revolução de 1893, sempre combatendo de espada em punho, o governo impopular de Júlio de Castilhos. Eis a história que encontrei nos livros, assinada por Odilon Abreu.&lt;br /&gt;Corria o mês de fevereiro de 93. O rebuliço no Rio Grande alvoroçava caudilhos e caudilhetes contrários ao governo castilhista. Gumercindo Saraiva era estancieiro forte no Uruguai e Santa Vitoria do Palmar. Filho de pais brasileiros se achava no direito de pelear junto aos federalistas. Com uma tropa bem montada e armada, o caudilho cruzou a fronteira ocultando-se no rincão de Ana Correia, entre os rios Jaguarão e Jaguarão-Chico. Vinha para se encontrar com o Cel. Jóca Tavares, a fim de engrossar as tropas rebeldes, que já andavam por volta de três mil homens. Quando esse pintor bizarro jogou o Sol no abismo do fim do mundo, começou a colorir o poente, e a tropa se acantonou numa canhada bonita. Gumercindo distribuiu as ordens para o acampamento. Pelo sul um caponete abrigava e ocultava a gente do caudilho. Na chapada que se erguia ao norte, Gumercindo postou uma sentinela para proteger de qualquer surpresa o sossego dos insurretos castelhanos. - Todo listo, mi comandante! Disse marcialmente o ordenança de Gumercindo, um tipo melenudo, com barba de semana e meia esse ordenança. Dente de ouro exibido na linha de frente da boca. Chapéu com barbicacho de fleco e aba tapeada na testa. O beiço rachado lhe dava uma voz fanhosa. “Todo listo, mi comandante.” De fato, em pouco tempo os vaqueanos já estavam com uma rês a título de requisição guerreira. E nessas ocasiões o puxirão se faz de vereda. Se põe esperto o mais lerdo dos andarengos. Vala grande cavada no chão, as carneadeiras descobrindo os espetos nos galhos retos das guajuviras, lenha farta, fogo grande, carne gorda e caneco de branca de mão em mão. Mate, charla e patacoada. Palas no chão, mão nas cartas, e na ponta da língua os versos debochados do truco. E de repente, atenção! O sentinela firma os olhos e descobre no horizonte um vulto que vem crescendo. Num galope chasqueiro vem um gaudério batendo estribos. Ele dá o aviso: “Se aprochega um cavaleiro Dom Gumercindo” Então, de relancina o chefe forma uma patrulha com dez voluntários. Ordena uma espera na ponta do capão pra deter o intrometido. No lusco-fusque na noite o índio ia passando a lo largo, quando se viu cercado. “La fresca, tô perdido, pensou. E o chasque o patrão não vai chegar ao destino.” Conduzia uma mensagem trocada entre chefes castilhistas. Preso, foi levado à presença do caudilho. Não apeou do cavalo. Tipo miúdo e entroncado, com lenço branco no pescoço e entonado como pica-pau em tronqueira. Um nariz grandalhão e achatarrado, escondendo um eito de bigode esfiapado, sem apuro nem jeito. O mulato meio pendendo pro índio, tinha séria sua cara de lua escarrapachada. Foi logo despido da adaga de quase metro e do nagão quarenta e quatro. Tilintavam as rosetas das esporas de papagaio comprido, abraçando a barriga do flete. Os homens de Gumercindo se alvorotaram com a petulância do tipo. Foram precisos cinco homens pra desgrudar o taura do lombo do cavalo. E ele quieto. Gumercindo, ex-delegado de polícia em Santa Vitória, no fim do Império, tinha prática num interrogatório. Tanto podia falar castelhano, como muito bem o português, mas este só falava com caudilhos de igual patente. Antes, porém, que Gumercindo começasse a inquirição, o ordenança se antecipou atrevidaço. “Pucha Che, será que sos tan valiente como feo?” E o índio quieto. “Quién eres? De donde vienes? Para donde vás? Que andas haciendo?” Indagou o caudilho. “No le digo porque ando de próprio.” “Sabes com quiém estás hablando?” “Sei. Com o castelhano bandido Gumercindo Saraiva”. “Si yo cayeras em tus manos que harias conmigo?” “Le passava o lenço colorado”. “Maténlo.” Ordena seco Gumercindo. E o índio quieto. A sentença já era de todos conhecida, e o ordenança tirou uma pedrita dos arreios assentando o fio da faca. Lambia os beiços pensando no sangue que ia jorrar de orelha a orelha. As labaredas do fogo iluminavam a cena bárbara. E o índio quieto. O afobamento do ordenança fez com que Gumercindo dissesse: “Párate. Este no es servicio para um boludo como tu.” A coragem do homem fez com que a sentença fosse reformada. “Larguénlo! Le den um buem caballo. Sus armas. E que se vaya juntar a su gente. Porque se matamos a los valientes, los cobardes es que no van defender los ideales.” E o índio quieto. O ordenança de aproxima da cara do índio, e não se contém: “Pucha Che, tu eres mucho más valiente do que feo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-7382683207946983952?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/7382683207946983952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/08/boletim-79.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/7382683207946983952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/7382683207946983952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/08/boletim-79.html' title='Boletim 79'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-5553948011316113155</id><published>2011-07-30T06:05:00.000-07:00</published><updated>2011-11-15T08:21:51.758-08:00</updated><title type='text'>Boletim 78</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nossa idade.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Creio que esta realidade acompanha a maioria de nós, velhos, que são aqueles que mais me leem. Uma preocupação constante! Ainda pouco assistia o treino de classificação da F1, constatando o esforço daqueles que chegaram lá. Creio que nós, os mais velhos, estamos nessa. Chegando aqui na máquina encontrei um e-mail, dizendo que os chineses chegam lá, porque "comem a metade, caminham o dobro e riem o triplo". Não estou contestando esta verdade, mas faço minhas considerações. O quanto vivemos não é o principal, o principal é como vivemos. Somos felizes? Então, viveremos melhor e mais, do que aqueles que chegaram lá, sem serem felizes. Não sou dono da verdade, mas precisamos nos afastar da violência, que toma conta do mundo. Meu filho Magrinho me ensinou muitas na vida, e uma delas foi não mais assistir os "jornais" da TV, e neste horário ouvir uma boa música. Pensem nisto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Conversa de galpão.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui vivemos na simplicidade de um fogo de chão, sem preocupação do amanhã. Lembrei: "Minhas batalhas são as vésperas de hoje, na projeção imprevisível do amanhã" (Apparício da Silva Rillo), no que realmente devemos meditar. O termo 'véspera de hoje', nos reporta a um preparo de vida, um projeto de existência, que poucos o fazem. A maioria 'deixa a vida me levar' como se aqui houvéssemos chegado sem compromissos. Uma vida tem imensos compromissos - com nossos familiares, com nossos amigos, a sociedade que nos acolhe, mas o principal de todos é conosco mesmo, com a Criatura que nos criou, e nos espera para uma 'prestação de contas final'. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Minha mana Dinha.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma das belas lembranças, que guardo de minha mana Maria de Lourdes, é este título de Histórias Que Me Contaram, que ela dizia ser de um livro que nunca publicou. Nem mesmo sei se fez algum rascunho. São tantas as histórias de nossas vidas, que peço aos parentes que me leem trazerem à tona, para que não se percam no tempo. Já escrevi várias lá atrás, tenho muitas de minhas primas Marila Azambuja, Ivette Centeno e seu filho José Vitor, que pedirei permissão para publicar aqui. Minha Dinha tinha só 1/4 de sangue Centeno, por tal não publicou nada. Dirão que tenho o mesmo sangue, mas meu quarto é forte! Esta veia dos Centeno é escritora e irrequieta. Lembro do meu tempo de criança, quando inquieto nas mesas de refeições, era corrigido por minha Mãe - pára Tio Centeno!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Será da idade?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vasculhando meus "guardados" encontrei o texto abaixo, que não sei se já foi publicado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Outro dia fazendo 3/4 de séculos perfumei o galpão, aticei o fogo, me impregnei de oração, rezando à quem amei e fui amado. Aquele amor de meus velhos rudes era puro, e muitas vezes não o entendia por sua dureza, mas sei que queriam o meu bem, buscando por mim até ao me corrigirem erradamente. Sofria, mas o sofrimento também constroi, o que só se descobre na velhice. Já notaram que esta porteira aí é meu próprio coração. Abrindo-a busco lembranças de um passado que foi lindo, brincando à sombra das figueiras, respirando ar puro, apreciando invernos que se distinguiam dos verões, curtindo enchentes que duravam meses, vendo o escoar de suas águas mansamente, pois o homem não possuía máquinas para afundar a terra. Os tahãs cantavam aos bandos, nidificando nos banhadais, enquanto o tempo, como as águas, custava a passar. O homem aprendia a meditar no silêncio de si mesmo, na falta do que fazer, naquele mundo calmo e puro, construindo um interior voltado à natureza, que amava sem poder agredi-la. Os "gringos" não haviam descoberto os venenos, e se houvessem, não haviam descoberto o Brasil. Não havia aviões agrícolas para metralhar a terra. Não havia sequer aramados, impedindo o ir e vir dos homens e das avestruzes. A natureza sorria, num nascer pleno de sol, onde o homem na sua "bendita" ignorância, ainda não havia descoberto "as benesses" do dinheiro, com o qual hoje tenta comprar a própria felicidade, como se ela fosse um bem material exposto nas prateleiras dos modernos "botecos". &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-5553948011316113155?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/5553948011316113155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/07/boletim-78.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5553948011316113155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5553948011316113155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/07/boletim-78.html' title='Boletim 78'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-7485464830050432885</id><published>2011-07-11T14:35:00.000-07:00</published><updated>2011-07-19T17:20:00.464-07:00</updated><title type='text'>Boletim 77</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As medidas do amor.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tenho um livro com este título, e já fizeram um filme com o mesmo nome, mas ainda não descobriram "o aparelho" para conseguir estas medidas. Posso afirmar que todos nós amamos. Os bandidos também amam. O desequilíbrio está na consciência de cada um. Amamos o objeto, ou o abstrato? Quem conseguirá responder? Aqueles que souberem responder, digam o quanto do objeto e o quanto do abstrato. Mais ou menos um percentual. Ficará mais fácil uma conclusão.&lt;br /&gt;Lembram que lá no boletim 75 citei Gregg Braden, na sua afirmação "Não somos matéria. O núcleo de um átomo também é 'energia condensada'. Estamos conectados através de nossas vibrações". Gostaria de dizer ao autor que não se trata de vibrações, e sim de amor! Vocês tirem suas próprias conclusões, pois eu já tirei a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda o amor.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vamos deixar de lado esta dura filosofia, e entrar no "Meu santuário de fumaça, onde as vezes desencilho. Faço um altar de lombilho, do fogo à reminiscência, e cultuo a dor da ausência, no oratório do passado. Galpão onde fui fedelho, corpeando tala de relho, tirando raspa de tacho, onde os avós se reuniram, e de onde a cavalo partiram, pra um cruzada de macho. Aqui me curvo e me agacho, me inclino e as vezes me ajoelho, desato o breve à oração, revendo de um lado e de outro, quando o Rio Grande era potro e os que domaram meu chão" (Balbino Marques da Rocha). Aqui chegando despidos de preconceitos, vaidades e orgulhos, na mescla da poeira de um chão batido, curtindo relinchos da eguada, latidos da cuscada, reverenciando o passado, fica mais fácil entender a vida, na simplicidade com que o Menino Jesus se fez gente, derramando amor pelos séculos e séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda conto.. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Passei cinco anos no interior do Rio de Janeiro, no Vale do São João, município de Cabo Frio, plantando arroz irrigado. Coisa de maluco, mas a vida também tem disso. Não digo que saiu todo errado, pois aprendi muito da vida. Então, frequentava o Rotary Club de Rio das Ostras, da cidade do mesmo nome, onde tinha uma casa alugada. Lugar paradisíaco, só aposentados ou vagabundos, coisa que lá no Rio tem muito. Trabalhar num lugar lindo como aquele só mesmo gaúcho. Numa das reuniões do clube, que era nas segundas feiras, um Companheiro do meu lado disse que ainda não conhecia o Rio Grande do Sul. Louco de saudade, e orgulhoso da terra, fiz propaganda. Vou quinta feira próxima, me disse ele. Quando foi na outra segunda, lá estava ele, com o nariz vermelho. Perguntei: "Não foste na minha terra"? Recebi de resposta: "Fui, já voltei, e nunca mais volto lá. Num só dia peguei verão, primavera, inverno e outono. Fiquei dois dias no hotel gripado". Conto a história, porque outro dia ocorreu o mesmo comigo. Coisas de gaúcho.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A história de uma amiga do peito. Conversamos muito e eu sinto o quanto é infeliz. Não consegue ver nada fora do lugar, e não aceita os erros do dia a dia. Perfeccionista. O Mundo não é perfeito. A natureza, expressão maior de Deus, não é perfeita. O que pensar dos tussunamis, dos vulcões? Parece que para haver equilíbrio temos de conviver com o certo e o errado. Mais do que conviver, aceitar o errado, como algo tão certo, como a própria morte. Creio até que os perfeccionistas não aceitam a morte, como se ela fosse alguma coisa errada. Pensem, reflitam, e aprendam a conviver com o errado, tirando lições dele é lógico.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-7485464830050432885?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/7485464830050432885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/07/boletim-77.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/7485464830050432885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/7485464830050432885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/07/boletim-77.html' title='Boletim 77'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-1250162031750215446</id><published>2011-07-03T06:10:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T06:21:30.740-07:00</updated><title type='text'>Boletim 76</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O frio do Rio Grande do Sul.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ano de 2011 ficará na história por seu forte inverno, fazendo os mais velhos lembrar de outros tempos, de "priscas eras". Não existiam aquecedores além do fogo campeiro, e os fogões caseiros alimentados à lenha, quase todos eram colocados no centro das cozinhas, tamanha as lidas às suas voltas. Ali, como ainda hoje em alguns lares, era a peça mais ocupada pela família. Os campeiros sofriam muito, pois a riqueza daquele tempo era o couro vacum, e uma das obrigações era courear, principalmente no inverno, quando aumentava o número de mortes dos animais. A melhor "coberta" para aqueles brabos minuanos era o churrasco gordo e a cachaça, e o melhor de tudo, os doutores não haviam descoberto o mal, que estas duas coisas boas faziam para a saúde. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O frio nos galpões.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A hospitalidade, ou sociabilidade gaúcha, muito deve ao rigor de nossos invernos. Ao redor de um fogo de chão é que o atavismo de nossa raça desperta, com o calor das labaredas nos cernes que buscaram seivas no chão da pátria gaúcha. Em boletim anterior contei, que na era glacial, os homens peludos disputavam uma caça, quando o Criador dos Mundos jogou uma faísca sobre um toco de árvore seca, incendiando-o, e aqueles bárbaros sentiram que era bom, formando a primeira reunião social da Terra. Assim são as nossas reuniões gaúchas, quando os sentimentos de tradição desperta, reconhecendo que somos um só, na Liberdade, Igualdade e Humanidade de nossos anseios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM .&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vou contando...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na década de 90 passei cinco anos trabalhando no interior do Rio de Janeiro, plantando uma grande lavoura de arroz irrigado. Pra início de conversa, eles não usam fogo nunca, "um prum lado o outro pra outro". Levei muito gaúcho para lá, e contratei outro tanto de carioca. Certo dia um me disse: "O senhor é o primeiro patrão que me aperta a mão. Gaúcho é mesmo diferente". O homem já era bem mais velho que eu, mas lhe respondi: "Claro que somos diferentes. Lá o que é ruim e não trabalha morre no inverno, enquanto vocês aqui criam qualquer porcaria. Basta um chinelo de dedos, uma camisa física e um calção. Mas não te ilude meu amigo, o patrão gaúcho aperta a mão do empregado, para saber se ele é trabalhador, apalpando os calos de suas mãos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda o frio...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ando com muito frio, ou meu sangue perde as forças. Então, quando a gente abre o jornal não dá outra, é só frio e geada fina. Chegam a falar em bater o record dos -7º no Estado. O brabo não é a mínima, é a máxima ficar entre 7 e 11º, frio dia e noite. Pois fui falar que isto é bom, então "guentemos, como dizia Honório Lemos".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-1250162031750215446?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/1250162031750215446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/07/boletim-76.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/1250162031750215446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/1250162031750215446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/07/boletim-76.html' title='Boletim 76'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-5949973459801709721</id><published>2011-06-16T12:25:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T08:12:01.814-07:00</updated><title type='text'>Boletim 75</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO E FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A espiritualização.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Tenho certeza que meu negro velho, Cristino Gonçalves, dirá que isto não é conversa de galpão...)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No boletim 71 escrevi mais ou menos assim "a humanidade está evoluindo materialmente, restando evoluir espiritualmente". Esta frase originou um comentário, assinado por Magrinho, em data de 25 de abril passado, questionado o nascimento de tantas almas. Se o mundo começou com as duas de Adão e Eva, como agora temos sete bilhões de almas? Tentarei lá no final concluir alguma coisa, mas antes, desejo citar Gregg Braden, cientista americano, geólogo chefe da Phillips Petroleum, que me foi apresentado pelo próprio Magrinho. As frases entre aspas são de sua obra. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- "Não somos matéria, somos espírito. O núcleo de um átomo é apenas uma energia condensada, não é matéria". Então - "tudo é vibração, tudo é feito de energia condensada. Nossos corpos são feitos a partir da vibração da energia que emanamos constantemente. Estamos todos conectados através de nossas vibrações". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este cientista, em certo momento de sua obra, cita o Código de Isaías. "A descoberta do grande Código de Isaías, nas cavernas do Mar Morto, em 1946, revelou as chaves sobre nosso papel na criação. Ali se encontra um modelo 'perdido' de oração, que a ciência quântica moderna sugere que tenha poder de curar nossos corpos, trazer paz duradoura a nosso mundo e, talvez, prevenir as grandes tragédias que poderia enfrentar a humanidade". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"A ciência quântica diz que tudo que imaginamos, encontra-se disponível, e só devemos 'atrair' o que desejamos através do pensamento. A ciência prova que o pensamento é energia, e que energia é vibração, e que a vibração cria o mundo material. Nossos corpos, e todo o restante ao redor, foi e continua sendo criado através das nossas mentes coletivas".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Muitas pessoas se exercitam, vão a academia, bebem muita água, comem alimentos saudáveis, mas vivem com raiva ou pessimismo. Assistem sempre noticiários negativos, adoram filmes de guerra, drama e violência, conversam sobre doenças, crises financeiras, guerras - estas pessoas geralmente não entendem porque ficam doentes e deprimidas. &lt;em&gt;As emoções são o alimento da alma, e este alimento influencia a nossa saúde e o nosso destino completamente".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"&lt;/em&gt;PENSAMENTO, SENTIMENTO e EMOÇÃO devem estar alinhados. Se se moverem em direções diferentes o resultado é uma dispersão de energia, e a sua oração não será recebida por você". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Quanto mais AMOR deixarmos fluir por nossos corpos, mais adaptados estaremos para enfrentar o que possa acontecer em nossas vidas. E podemos conduzir TODO NOSSO PLANETA, mediante nossos pensamentos positivos, em conjunto, para o melhor futuro possível."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Extraído do livro "A wakenning to zero Point" de Gregg Braden. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faço minha imberbe conclusão. Acreditando em Gregg Braden e na "ciência quântica", absorvo o fato de que sou puro espírito. Creio em Deus, e que Ele me fez a sua semelhança, portanto, deixo de ser matéria putrefata, para me tornar um ser imortal. Daí, se morrer "esta coisa" que me envolve, se retorno para cá, ou fico em outro espaço, pouco estarei me importando. O importante é estar EVOLUINDO, e tenho certeza que só o farei com FÉ EM DEUS. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qual o tamanho de nossas almas? Do tamanho de DEUS.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-5949973459801709721?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/5949973459801709721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/06/boletim-75.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5949973459801709721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5949973459801709721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/06/boletim-75.html' title='Boletim 75'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-282540752157409597</id><published>2011-06-03T05:08:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T18:31:48.086-07:00</updated><title type='text'>Boletim 74</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O computador.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não adianta você ser bom piloto, se o carro é ruim. Não sou dos melhores, mas como lido desde muito com essa máquina, já devia entender do seu interior. Mas não entendo nada. Fiquei mais de mês sem escrever no blog do Galo Velho, porque não conseguia "desblogar". Pode? Pois tanto pode que aconteceu. Assim perdi a "embocadura", e terei de recomeçar. Tenho certeza que o Paulo Santana tem aquela facilidade, porque escreve todo santo dia. Vocês perdoem o principiante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um entardecer frio.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi o que aconteceu outro dia, no Galpão do Galo Velho. Era o nosso Minuano assoprando gelado, enrijecendo meus dedos, penetrando as roupas, e fazendo me aproximar do fogo forte. Um "pai de fogo" crepitava, como num grito ao se transformar em cinzas. Um velho pé de eucalipto, se transformava em cinzas, plantado que fora, pelas mãos de meu velho Pai, e alimentado pela seiva da terra, que também me criou. Tudo será cinza um dia. As Torres Gêmeas viraram cinzas, a própria terra é cinza, expelida pelo fogo dos vulcões. Só na velhice entenderemos o significado da vida, que passou despercebido por toda nossa existência. A lei diz que na natureza tudo se transforma, e nada se perde. Nós nos transformaremos, mas não nos perderemos, estando com Deus em nossos corações.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esta eu conto. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Termino me transformando em contador de histórias. Godofredo Fay de Macedo foi meu professor de português, nos idos de 1950, quando o Colégio Farroupilha se localizava na Av. Alberto Bins, em Porto Alegre, onde hoje está o Hotel Plazza São Rafael. Eu saíra formado no ginasial, no Colégio São João Batista, aqui em Camaquã, com o segundo lugar da turma, e ainda orador. Lembro o quanto me senti importante, ainda mais que foi de toga e beca, me fazendo crer que não precisava me formar em mais nada, tanto que daí, só consegui o diploma de datilógrafo. Voltando ao Godô, em uma aula ele passou uma redação, que esqueci o título. Quando distribuiu as provas com as notas, a minha nota foi 3, em 10. Ela só tinha duas correções. Olhei para meu colega do lado, pois as classes eram de dois lugares, e ele tinha a prova vermelha de tantos erros, mas sua nota fora 8. Godô perguntou se havia reclamações. Timidamente levantei o dedo, e ele me fez passar à frente da classe. Disse: "Eu sabia desta reclamação. Essa redação só tem dois erros de ortografia, mas pergunto se vocês já comeram uma laranja chocha, daquelas que a gente chupa e não sai nada. Pois esta redação é assim. Creio que minha nota foi muito alta." Por tal, faço força para dar conteúdo no que escrevo para vocês.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Corpus Cristi.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta expressão se traduz por "Corpo de Cristo", e é celebrado na quinta feira, após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes. Ela foi instituída em 1264, pelo Papa Urbano IV. Conta a história que um sacerdote chamado Pedro de Praga, vivia angustiado por dúvidas da presença de Cristo na Eucaristia. Fez então uma peregrinação ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo em Roma, mas ao passar por Bolsena, na Itália, enquanto celebrava a Santa Missa, foi novamente acometido da dúvida, mas na hora da Consagração recebeu a resposta em forma de milagre: a Hóstia branca transformou-se em carne viva, respingando sangue, manchando o corporal, os sangüineos e as toalhas do altar, sem manchar as mãos do sacerdote, e a parte da Hóstia que estava em suas mãos conservou as características de pão ázimo. (Pesquisa no Google - Wikipedia)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conto esta história por não entender, como nossa cidade de Camaquã, suprimiu este importante feriado de Corpus Cristis.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-282540752157409597?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/282540752157409597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/06/boletim-74.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/282540752157409597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/282540752157409597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/06/boletim-74.html' title='Boletim 74'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-2121376939820084648</id><published>2011-05-13T18:32:00.000-07:00</published><updated>2011-05-14T05:26:24.275-07:00</updated><title type='text'>Boletim 73</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O "bem-estar".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Olhem, depois de me deparar com o termo "bem-estar", lembrando do outro tempo criança ao ouvir seguidamente sua pronúncia, fui no Google e fiquei confuso. Psicologia é um negócio complicado. Li tudo e não entendi nada, faltou "massa cefálica". Bem-estar para mim é aquilo que me faz feliz. É estar de bem com a vida. Não que eu não tenha problemas. Muito pelo contrário estou repleto deles, mas estou de "bem-estar" comigo. Lógico é tudo comigo mesmo, e vou repetindo: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;tudo é de dentro para fora&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Ser feliz ou ser infeliz está dentro de mim, não está lá fora, nas outras pessoas, ou nos problemas que me rodeiam. Então nestes momentos difíceis que estamos passando é necessário meditarmos, mas principalmente &lt;em&gt;&lt;strong&gt;acreditarmos nAquele que nos fez à sua semelhança&lt;/strong&gt;. &lt;/em&gt;Que o bem-estar habite em todos nós. Amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Fazenda Sant´Anna. III&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a Fazenda Sant`Anna continuava arrendada ao Tio Adolfo, a vida corria plácida na Chácara da Vila Thereza, ou no casarão, como passou a ser chamada sua sede. Minha mana Maria de Lourdes e eu estudávamos no Colégio São João Batista, das Irmãs Bernardinas, recebendo a boa continuação da educação de nosso lar. Minha Mana, para quem a conheceu, era uma "flor de mulher", pois era além de linda, muito inteligente, culta e educada. Meus Pais eram adorados na sociedade local, por suas simplicidades, e solidariedades. Por quatro legislaturas meu Velho Mário foi vereador, e por duas vezes Presidente da Câmara Municipal de Vereadores, quando não recebiam "salários", apenas o esforço por seus ideais políticos - velhos e bons tempos! Minha Mamãe que era "homeopata" distribuía sua benemerência na população carente, e como na época não havia nenhuma "entidade beneficente", além da Igreja Católica, ali ela se fazia presente a serviço de Deus. Pois Ele necessitou de seus serviços junto de si, chamando-a em 1948, com a idade de apenas 45 anos. Começava então um novo capítulo, para mim com 14 anos, e minha Mana com 18.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O grande arvoredo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta aconteceu comigo.&lt;br /&gt;A chácara possuía um grande e bom arvoredo, e as formigas já eram inimigas naquele tempo. A gente as combatia com uma geringonça de máquina, que era um cubo de ferro terminado em cone, com um furo na ponta, onde se colocava brasa viva, e sobre a mesma se despejava algumas gramas de "arsênico", um veneno terrível. Sobre este cone havia um fole, que soprava dentro dele, levando a fumaça para o miolo do formigueiro. Eu era o ajudante de meu Papai. Até aí tudo bem, mas minha Mamãe sempre controlando as coisas, como todas as mamães, "me pegou" chupando uma laranja após o serviço. Foi um Deus nos acuda. "Estás envenenado, e tens que vomitar imediatamente". Quebrou o primeiro ovo, separou a gema e me fez engolir a clara. Claro que a clara não desceu. Veio a segunda, e com aquela autoridade suprema e gritada fez ela descer. Que coisa terrível! Veio a terceira, a quarta e a quinta, tudo "escorregando lentamente guela abaixo", mas o vômito não veio. Claro, que não morri nem do arsênico, nem da clara, mas até hoje me arrepia ao comer até ovo frito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aquele "outro tempo".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aquele meu amigo que me perdoe, mas vou "decantar" o outro tempo. Aí atrás disse que lá não havia entidades beneficentes. Vocês serão capazes de contar quantas existem hoje? Até de proteção de animais! Meu amigo, naquele tempo a gente conseguia se defender. Hoje é guerra e estamos desarmados. Só o Estado, que nos toma, nos toma, tem arma e munição para distribuir, distribuir, enquanto nos enterram vivos. Perdoem os outros, estou falando dos agricultores. Um amigo me disse certa vez, "como vamos competir com os americanos, que só têm o imposto de renda. Um produtor de lá quando colhe 100 sacos de arroz por hectare, que é o custo, não paga imposto algum, enquanto aqui se colhermos apenas um, teremos todo o imposto embutido". Perdoem, estou fechando a porteira, e debruçado no mestre, chorando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ATENÇÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No boletim 71 recebi um COMENTÁRIO do Magrinho, que esperei contestações. Peço a atenção de vocês, já que darei a minha oportunamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-2121376939820084648?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/2121376939820084648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/05/boletim-73.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/2121376939820084648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/2121376939820084648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/05/boletim-73.html' title='Boletim 73'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-2889470971493403573</id><published>2011-05-01T05:36:00.000-07:00</published><updated>2011-06-14T18:21:03.648-07:00</updated><title type='text'>Boletim 72</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vencer a morte.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Primeiro isto não deveria ser uma luta, apenas um encontro, mas meu ritual insiste na eterna contenda. Vencer a morte é entender que apenas o corpo material se transformará em pó, enquanto a alma, sendo alimentada pelo amor, subirá aos céus, para o encontro "do pelego da paz". Lá no Galpão do Galo Velho criei a imagem da "Invernada do Esquecimento", designando o além, no sentido que mais hoje ou mais amanhã, seremos esquecidos. Vencer a morte é em primeiro lugar não ter medo dela, já que costumo afirmar que só o medo mata. Vencer a morte é ter certeza na continuação, na ressurreição. Pois que assim seja, e que possamos ressurgir, para promovermos o bem à Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fui falar na morte, pois quero agora falar na vida. Lá no galpão do Galo Velho a vida existe na luz eterna, que tremula do fogo de chão, já que não deixo o cujo apagar. Na imagem da Nossa Senhora da Conceição, para quem não sabe a padroeira dos Azambuja, a vida das flores do campo perfumam a placa de "Paz e Respeito", sobre a qual está a foto do meu velho amigo e pai Mário, ainda sobre a foto o distintivo do seu Partido Libertador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Meu pai costumava me contar a devoção à Nossa Senhora da Conceição. No tempo que a Vila do Duro, hoje cidade de Camaquã, nem hospital possuía, só o Dr. Ataualpa Irineu Cibils com seu cavalo, para atender o interior. A Vovó Faustina, esposa do Vovô Ney gestou 13 filhos na Fazenda da Invernada. Como chamar um médico a cavalo, na hora "h"? Só as negras velhas e muita água quente, ou morna. Papai sempre se referia que sua parteira fora N.S. da Conceição, à qual se abraçava no glorioso momento. Acho que escrevo glorioso, principalmente por ser hoje o Dia das Mães, que reverencio às demais, na imagem de minha Vovó Faustina Pereira da Silva Azambuja. Todos os filhos foram devotos dela, e meu Tio Lauro construiu uma verdadeira igreja em Santa Rita do Sul, com o nome dela, a pedido da sua esposa Maria, que também era sobrinha de Faustina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A certeza do impossível!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Será possível que exista isto? Pois depois de conferir vários resultados de meus jogos na Mega Sena, onde o máximo que atingi foi dois acertos, creio que a "certeza do impossível" existe, já que continuo jogando. Não se preocupem, não jogo em todas, e quando o faço é apenas cinco jogos no escuro, coisa de míseros dez reais, mas fui somar e me dei conta, que seria uma bela quantia em meu bolso hoje. Sou um otário, em busca do impossível. Espero que vocês não sejam iguais a mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-2889470971493403573?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/2889470971493403573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/05/boletim-72.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/2889470971493403573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/2889470971493403573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/05/boletim-72.html' title='Boletim 72'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-7724813623882346923</id><published>2011-04-16T13:19:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T18:57:36.519-07:00</updated><title type='text'>Boletim 71</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Feliz Páscoa.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Desde os tempos que não se perdem na minha memória, a Páscoa era uma das melhores festas do ano. Claro, eu era criança, e inocente, ainda não contaminado com as mazelas do mundo profano. Sabíamos, crianças, que os ninhos estavam escondidos no grande jardim. Era só eu e minha mana, e os ninhos deveriam ser iguais, pois aquele que achasse o primeiro, não tinha como trocar com o outro. Uma festa, linda festa, por sermos crianças, quando sabíamos alimentar sonhos. Depois de achado o ninho, apreciado sua imensidão, navegávamos na contemplação do grande ovo do coelho, olhando por um vidrinho, e lá dentro extasiávamos com as mais lindas figuras do mundo. Eu custava a comer os chocolates, mas minha mana devorava os seus rapidamente, quando partia para cima dos meus. Quase uma luta corporal.&lt;br /&gt;Bem, eu voltei às minhas distantes Páscoas, e certamente os mais velhos me acompanharam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A fazenda Sant´Anna.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como já disse lá atrás, a Fazenda Sant´Anna foi desmembrada da Fazenda da Quinta em 1930. Naquela primeira metade do século XX o arroz irrigado tomava conta das atividades rurais. A pecuária camaquense sofria com a tuberculose de seus rebanhos, pelo fato de nossos campos passarem inverno e verão encharcados, pela falta de drenagem. Fato que só foi solucionado na segunda metade do século, com a drenagem do DNOS. Meu pai Mário partiu então para o plantio do arroz, construindo uma taipa e represando bom volume d´água, mas infelizmente não possuía boa bacia de captação. Suas lavouras sofreram com a falta d´água. Minha mana Maria de Lourdes nasceu em 1930 e sete anos após necessitou de escola. As Irmãs Bernardinas inauguravam sua escola São João Batista, e lá ela foi internada. Eu logo segui atrás, e foi impossível minha mãe se separar dos dois filhos. Meu velho que iniciava suas atividades de fazendeiro, foi obrigado a arrendar a Sant´Anna para o irmão Adolfo, comprando uma chácara na periferia da cidade, hoje chamada de Vila Dona Thereza, cuja sede abriga agora o prédio da Survel Veículos. Mais uma vez meu Pai não foi feliz, ao optar por construir um matadouro de bovinos na referida chácara. Era o que ele mais conhecia, como homem campeiro, mas estava muito longe de ser um industrialista. Piorou com a fiscalização do Ministério da Agricultura, condenando uma barbaridade de gado, por tuberculose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O coelhinho. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ainda a velha Páscoa. A história contada para as crianças daquele tempo, não tem nada com a história real da ressurreição de Cristo. Era puramente a história do coelhinho que botava ovinhos de chocolate. Pode? Claro que pode, na cabeça de inocentes crianças. Hoje as crianças não são mais inocentes, parecendo mesmo que já nascem sabendo, principalmente de computadores. Então, não são mais crianças, já nascem com os olhos abertos. Eu nasci e fui enrolado nos "cueiros", ficando sete dias num quarto escuro. Pode? Querem saber o que é melhor? Ontem ou hoje? Respondo sem medo de errar - hoje, pois a humanidade está evoluindo, só restando evoluir espiritualmente.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;Alegria. Alegria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aleluia. Aleluia.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta é a mensagem de Páscoa. Alegria, alegria, alegria. Cristo renasceu, alimentando em nossos corações a imagem da vida eterna. Nossos corpos poderão morrer, mas nossas almas renascerão para uma vida divina, cumprida as leis de Deus. Esta é a mensagem verdadeira da Páscoa.&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-7724813623882346923?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/7724813623882346923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/04/boletim-71.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/7724813623882346923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/7724813623882346923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/04/boletim-71.html' title='Boletim 71'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-6860193663483306008</id><published>2011-04-05T10:00:00.000-07:00</published><updated>2011-06-21T06:40:56.315-07:00</updated><title type='text'>Boletim 70</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Fundação da Várig. &lt;/strong&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 537px; DISPLAY: block; HEIGHT: 307px" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5591862564858230626" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-ntVKqkffHes/TZpJYDMt92I/AAAAAAAAAGM/xm5Lz0qmC74/s200/G.Velho%2B-%2BVarig%2B7.jpg" /&gt; No dia 27 de janeiro de 1927 surgia no Rio Grande do Sul, o sonho de um transporte mais rápido na zona sul do Estado, onde não tínhamos a linha férrea, a qual foi o marco de desenvolvimento da zona norte. Foi mais fácil vencer as montanhas, do que o monte de rios de nossa várzea sulina. Este sonho foi concretizado com a compra do hidroavião Dornier Wal, o "Atlântico", quando Otto Ernst Meyer, ex-oficial da Força Aérea Alemã na I Guerra Mundial, viajou à Alemanha, firmando acordo com a Condor Syndikat no fretamento do Atlântico. Naquele dia 27 de janeiro ele amerissou (a gente sabe que o Guaíba não é mar, mas vai assim mesmo) no estuário do Guaíba, para espanto dos portoalegrenses. Sete dias depois, ou seja, no dia 3 de fevereiro o Atlântico fez sua primeira viagem à Rio Grande, com apenas dois passageiros, Guilherme Gastal e João Oliveira Goulart, e algumas malas postais. O voo consistia numa escala em Pelotas. A equipe consistia de um mecânico e segundo piloto, Franz Nuelle e um engenheiro Max Sauer. * Dados colhidos no "Almanaque Gaúcho" do jornal a Zero Hora de 15.o3.2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A história do "Baaaa!" gaúcho.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vou repetir lá de um boletim passado, afinal velho está sempre repetindo... Aquele hidroavião Atlântico àcima descrito, fazia a rota Porto Alegre-Pelotas-Rio Grande, que eram na época as cidades mais populosas do Estado. Considere-se ainda que a região é muito alagada, além da Lagoa dos Patos, outras pequenas lagoas e vários rios, onde o Atlântico facilmente desceria. Por uma questão de segurança e economia de voo, o Atlântico voava a pouca altura, sempre sobre a Lagoa dos Patos. Contam então, que dois gaúchos pescavam tranquilamente à margem da lagoa, quando passou baixo aquele bruto "pássaro voador", portando o prefixo BAAA, tendo um deles gritado "Baaaa!". Desde então a gauchada se acostumou a usar o "baaa!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mais histórias do Atlântico. Também é repetição, hoje estou impossível! Certo dia o Atlântico voava de Pelotas à Porto Alegre, quando sofreu uma pane no seu motor, descendo na Lagoa do Guaraxaim. Os dois pilotos alemães o amarraram numa árvore, saindo a procura de gente. Deram num rancho, onde foram informados, que havia uma grande fazenda ali perto, para onde foram conduzidos numa carroça. Era a Fazenda da Quinta, propriedade de meus avôs maternos, Centeno Pereira da Silva. Depois da recepção e identificações num "portukes" medonho, foram alojados no "quarto de fora", onde era costume se hospedar estranhos. Quando um empregado chegou convidando-os à jantarem, perguntaram onde seriam servidos, e informados que seria na Casa Grande, ali bateram à porta, e para a surpresa da família estavam trajando smooking. Imaginem o susto daqueles meus parentes, que mesmo sendo ricos eram dotados de grande simplicidade. Mas a história só terminou dois dias depois, quando foram conduzidos ao local que haviam deixado o Atlântico, e para espanto de todos ele lá não se encontrava mais. Roubo! Só se acalmaram, quando o "próprio", que fora enviado à Vila São João de Camaquã, retornou com a notícia que a Varig havia rebocado o avião para Porto Alegre, após darem falta do mesmo. &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Deixo a porteira aberta...&lt;/strong&gt; É tanta história, que vou deixar a história da Fazenda Sant´Anna para o próximo boletim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-6860193663483306008?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/6860193663483306008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/03/boletim-70.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/6860193663483306008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/6860193663483306008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/03/boletim-70.html' title='Boletim 70'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ntVKqkffHes/TZpJYDMt92I/AAAAAAAAAGM/xm5Lz0qmC74/s72-c/G.Velho%2B-%2BVarig%2B7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-4387024115429870402</id><published>2011-03-10T12:43:00.000-08:00</published><updated>2011-03-21T15:36:12.200-07:00</updated><title type='text'>Boletim 69</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fazenda Sant´Anna - Formação.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com a morte de minha avó materna, Anna América Centeno Pereira da Silva, no ano de 1929, viúva de Adolfo Luiz Pereira da Silva, a Fazenda da Quinta foi dividida entre seus quatro filhos - Thereza, minha mãe já casada com meu pai Mário, Sylvio Luiz, Maria e Francisco Luiz. Minha avó paterna, Faustina Pereira da Silva Azambuja, e irmã de Adolfo Luiz, recebeu a metade, ou seja, cinco mil hectares, que compuseram a Fazenda da Santa Tereza. Meu Pai separou a sua parte de aproximadamente um mil e duzentos hectares, iniciando suas atividades rurais, justamente no ano de 1930, no auge da grande crise econômica mundial, com o "crack" da bolsa americana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Cópia antiga - Reverência ao passado. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Sala grande chão batido, onde passei minha infância. Querido Galpão de Estância, que foste um dia meu lar. Hoje aqui venho rezar, saudoso do teu afago, catedral xucra do pago, de joelhos em teu altar". Assim poetizou o grande Jayme Caetano Braum. Assim me justifico na reverência ao Galpão do Galo Velho, como um templo de RESPEITO, onde acendo lumes para clarear a bruma do tempo, perfumando espaços, no deleite e descanso dos que partiram, ofertando orações na busca de aplainar o longo caminho do ocaso eterno. O gesto final de depositar flores do campo, junto à foto da Mamãe é símbolo da natureza, expressão do Criador dos Mundos, e a imensidão da várzea que a criou, junto da família Centeno Pereira da Silva, da Fazenda da Quinta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ainda meu alegre tio Lauro.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O guasqueiro surdo mudo, Ato Azambuja Barbosa, costumava passar vários dias na Santa Tereza, trabalhando as cordas dos campeiros, mas também os "correames" das jardineiras, carroças e carroções de granja. Era muito serviço. Certo dia meu tio preparou uma brincadeira. Sabendo do quarto onde ele dormia, com a cama junto da parede da casinha, que era então de tábua, mediu exatamente a posição do rosto do mudo, e fez um furo com a pua na parede, preparando ainda um tampão da mesma cor da madeira. Quando o guasqueiro deitou após o almoço para a sesta (ela era tão sagrada naquele tempo, que alguns usavam até pijama para o ato) tio Lauro espiou a cara do mudo dormindo e se utilizando de um canudo, encheu a boca d´água, e esborrifou na sua cara, tampando o buraco. Foi um "deus nos acuda", com o Ato correndo porta à fora, e pronunciando a única palavra que conseguira aprender na vida: "ivigonha", ou seja, sem vergonha. Mas o que mais lhe aturdia era saber como fora molhado. Meu tio nunca contou da sua "engenharia".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou testemunha do fato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A alegria do "outro tempo". &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quem viveu os "dois tempos" pode fazer uma comparação. A mim parece que o mundo de hoje perdeu a alegria. Poderia me atrever dizendo que perdeu o conteúdo de vida. Materializamos demais. O desenvolvimento da tecnologia fez o homem se fechar em casa, além de procurar abrigo da violência das ruas. Não temos tempo para visitar os amigos, e até mesmo os parentes. Escrevo relembrando as brincadeiras do meu Tio Lauro, e tantas outras, naquela tranquilidade de antanho. Costumo receber críticas verbais de um amigo, que não permite comparar as coisas, dizendo que hoje é muito melhor. Concordo. Hoje se vive melhor, mas só materialmente. Antigamente tínhamos muito pouco, mas muito mais de calor humano. Espiritualmente as igrejas de hoje estão vazias, comparando com o outro tempo, quando tínhamos 20% da população de agora. Sim, eu sei que as igrejas dos gritões desesperados estão repletas, mas aquilo não é fé, é desespero por um milagre, que jamais acontecerá. Só fará milagre no bolso dos seus "donos". Cada um cuida só de sí, ou do seu dinheiro. Deixamos de amar o próximo, enquanto nossos próximos irmãos de São Lourenço do Sul estão necessitando de muito calor humano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-4387024115429870402?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/4387024115429870402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/03/boletim-69.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/4387024115429870402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/4387024115429870402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/03/boletim-69.html' title='Boletim 69'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-4705450815646584022</id><published>2011-02-12T13:42:00.000-08:00</published><updated>2011-03-03T05:38:28.328-08:00</updated><title type='text'>Boletim 68</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A POREIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fa&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;zenda Sant´Anna - 1&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mesmo antes de falar da minha Fazenda Sant´Anna quero fazer um "mapa", da situação atual daquela área, que foi a Fazenda da Quinta. Os irmãos Bezerra, Luiz Antônio, José Augusto e Ana Maria, são proprietários da sede antiga, e deteem aproximadamente 800 hectares de terra no entorno da mesma. A Fazenda Sant´Anna, com sua sede e as duas casas dos filhos, mantém aproximadamente 400 hectares. A fazenda Santa Tereza, do primo Ney Artur Azambuja, com sua sede, possui cerca de 2.500 hectares de campo. A Fazenda do Posto, do primo Cesar Augusto Luiz Pereira da Silva, com sua sede, tem aproximadamente 800 hectares de terra. A prima Rosa Maria Carmona, ex-esposa do falecido primo, Marco Antônio Luiz Pereira da Silva, possui uma área de campo de aproximadamente 300 hectares, e o primo Luiz Alberto Azambuja possui uma sede, com a área de 100 hectares aproximadamente. Somando os herdeiros da Quinta temos mais ou menos 3.200 ha, pouco menos de 1/3 daquela área de dez mil hectares. Os outros 2/3 estão com a Pontal Agropecuária, Eduardo Corbeta, Evandro Verza, Leopoldo Bartz, Adão Cláudio da Silveira e outros. Estes dados forneço de "ouvido", e espero contestações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pois o tempo passou, ou melhor, as férias passaram, quando os netos retornaram às suas atividades normais. Não é normal a Sant´Anna ficar sem as suas presenças. Não posso me queixar, pois até eu mesmo pouco ali parei. Verdade que por motivo de uma cirurgia de hérnia inguinal. Vamos considerar que as sedes das fazendas tendem a desaparecer, salvo se o fazendeiro não tiver residência na cidade, e morar definitivamente no campo. Lembro de meu avô Ney dizer: "Gaúcho tem de ter apenas uma cama". Sei que a referência era para não terem "filiais", mas pergunto: Quantas camas vocês teem? Só a renda do campo comporta isso? Atrevo-me a responder que não.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Meu Tio Lauro era um homem muito alegre, antes de adoecer, e me contavas as brincadeiras que fazia com os amigos, pregando "peças" à eles. Sady Scherer, por seu espírito também alegre, era o que mais sofria. O "guasqueiro" das fazendas era um parente nosso, Ato Azambuja Barbosa, surdo-mudo, que "parava" em um quarto da "casinha", aquela anexa à sede principal da Fazenda Santa Tereza, e o Sady, assim como outros convidados, parava no quarto maior dela. Certa noite, Tio Lauro pediu ao Sady que fizesse cócegas nos pés do Ato. Brincalhão, ele topou, e chegando na cama do Ato, procurando por seus pés, disse - Lauro, o surdo não está na cama, não acho os pés dele. Acontece que Tio Lauro o havia avisado, que Sady iria lhe coçar os pés, no que o surdo pegou de um "rabo-de-tatu", encolhendo os pés, e ficando na espera. Tio Lauro insistiu com o Sady, para que continuasse, pois o Ato estava na cama. Não deu outra, o Ato sabendo da coisa esperou o momento certo para aplicar uma chicotada nas suas costas. Sady nem gritou, e muito quieto retornou ao quarto. Tudo estava no lusco-fusco, pois não havia luz elétrica, e tateando no escuro, no ardido de suas costas, ele encontrou a cama, mas ao deitar nela, uma bacia cheia d´água esperava por ele.&lt;br /&gt;Naquele "tempo" havia tempo até para se brincar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As perguntas...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sou um homem mal informado. Ponto final. Não costumo fazer perguntas, e quando as faço, tenho o máximo de cuidado. Considero que perguntando estou me intrometendo na intimidade do outro. Quanto maior a amizade, maior o respeito com a intimidade do outro. Claro, que se um amigo me confidenciar algum problema, serei atento e sigiloso. Na maioria das vezes, quando alguém nos confidencia um problema, é no éco de suas próprias palavras, que encontrará a sua solução. Dificilmente o confidente dará o conselho acertado, pois, por mais amigo que seja não conhece o "íntimo" do outro. Agindo assim, serei mais "eu", deixando o outro mais "tu".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-4705450815646584022?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/4705450815646584022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/02/boletim-68_12.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/4705450815646584022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/4705450815646584022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/02/boletim-68_12.html' title='Boletim 68'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-8705772213965008444</id><published>2011-02-06T14:48:00.000-08:00</published><updated>2011-02-08T03:36:30.130-08:00</updated><title type='text'>Boletim 67</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fazenda da Santa Tereza - 4.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Permitam que comece com Balbino Marques da Rocha, no seu poema "Laço de quatro tentos", que diz lá no meio: "Do arreio fez o seu trono, da crença xucra o destino, abarbarado e teatino, mais teimoso que um gavião. Foi mais solto do que os ventos, mais livre que os pensamentos, mais sem dono do que o chão". Assim foi o grande gaúcho Lauro Azambuja, que em 1958 sofria um AVC, um edema pulmonar agudo e, mais uma embolia, tudo em menos de uma semana. Pois resistiu, e ao se recuperar, com o carinho da enfermeira Lili, encontrou nela a sua segunda esposa. Impossibilitado de trabalhar, felizmente encontrou no irmão e sócio, Cel. Dário Silva Azambuja, o amigo na hora difícil, passando a Fazenda da Santa Tereza à sua administração, e quando de sua morte, em 27 de novembro de 1973, não tendo deixado herdeiros diretos, Dário assumiu a posse da fazenda, após a partilha dos seus bens, entre os herdeiros colaterais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tio Dário no Galpão.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta visita está registrada lá num dos livros do Galo Velho, em data que já se perde no tempo. Ele entrou com um rebenque na mão direita, seguro pelo dedo "Pai de Todos", dizendo que assim seu pai, e meu avô Ney o carregava. Presenteou-me aquela peça preciosa, feitio do velho Ato Azambuja Barbosa, e que hoje faz parte do acervo das peças campeiras do meu filho, Luis Mário. Naquela mesma oportunidade contou-me no galpão, que o primeiro aramado construído no município de Camaquã, foi na Fazenda Flor da Praia, propriedade de Bellinho Netto, filho do caudilho Zeca Netto, e construído por um tal de Taborendengui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Malaquias 3:3 - Uma história da Bíblia.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"E assentar-se-á como o fundidor e purificador da prata..."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma mulher de um grupo de Etudos Bíblicos dispô-se a descobrir aquele processo de refinamento da prata. Fez então contato com um ouríves, e foi assisti-lo a trabalhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pegando um pedaço de prata, ele deixou-o a esquentar, explicando que deveria mantê-lo no centro da chama, onde é mais quente. Ela pensou em Deus, que muitas vezes nos expõe a situações quentes. Perguntou ainda ao artesão se ele precisava &lt;em&gt;mesmo&lt;/em&gt; ficar sentado todo tempo na frente do fogo. Ele disse que sim, que além de segurar a prata, tinha que manter os olhos nela todo o tempo, pois poderia ser destruída. Ela fez nova pergunta: "Como você vai saber que a prata está totalmente refinada?" Sorrindo ele disse: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Ah, isso é fácil. É quando eu vejo a minha imagem refletida nela."&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;Lembre-se, que os olhos de Deus estão sobre você, e que Ele vai ficar cuidando de você, até que Ele veja a Sua imagem em você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;gurando o amor.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É preciso que vocês prestem atenção no que vou escrever.&lt;br /&gt;-Ele a ama. Ama profundamente, mas não lhe entrega aquele imenso amor que carrega dentro do peito. Pode? Eu vi, pois presto atenção na vida. Coisas de velho. Não é só ele. É um monte de gente, e espero que vocês não se encontrem entre elas. Certas pessoas julgam "preservar" dentro delas, aquilo que sabem ser "ouro alquímico", e que julgam sua propriedade. A diferença é que o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;amor não tem dono. Não nos pertence&lt;/strong&gt;. &lt;/em&gt;Vejam que estou falando do verdadeiro amor, aquele sem egoísmo, portanto, de algo que é propriedade do outro, pois por direito, deve ser recebido por ele, que "construiu" aquele amor dentro de nós. Quem escreve viveu no tempo do "puro machismo", quando a arrogância e o egoísmo predominavam nas relações humanas. Sejam humildes, pois a entrega de nossos sentimentos não nos fará falta. Quanto mais se dá, mais se recebe. Uma lição de Cristo, que a humanidade está esquecendo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-8705772213965008444?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/8705772213965008444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/02/boletim-67.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/8705772213965008444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/8705772213965008444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/02/boletim-67.html' title='Boletim 67'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-6833376072767450387</id><published>2011-02-04T09:50:00.000-08:00</published><updated>2011-02-12T11:11:51.610-08:00</updated><title type='text'>Boletim 66</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fazenda da Santa Tereza - 3 - &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Após a finalização da II Guerra Mundial, com o mundo desabastecido e destruído, os produtos primários tiveram bons preços, e a agropecuário gaúcha desenvolveu-se no cenário nacional e mundial. Corria o ano de 1946 quando a firma Luiz @ Azambuja absorvia o passivo de Adriano Scherer, e em 10 de julho de 1948 criava a grande firma Arrozeira Camaquense, juntamente com outros sócios. Então, acompanhei meu tio Lauro, a quem chamava de Pado, desenvolver seus negócios, principalmente da criação do gado &lt;em&gt;hereford, &lt;/em&gt;marca principal da Fazenda Santa Tereza, que ainda hoje meus primos, Ney Artur e Paulo Azambuja, aprimoram cada vez mais. A vida, entretanto, com suas surpresas, no ano de 1949 tirava a vida da sua esposa Maria, com a idade de 44 anos. O casal, que não tinha filhos, residira sempre na Santa Tereza, naquela faina diária de um fazendeiro exponencial, e uma companheira dedicada ao lar. Lauro viúvo estabeleceu residência em Camaquã, já contando com a participação do irmão Dário, que comandava na época a 1ª Divisão de Levantamento em Porto Alegre, no posto de Coronel.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dentro de mim.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sei que o tema não é galponeiro, mas só tenho este espaço. Acabo de ler um livro, cujo título é oposto ao meu, e ali vi o estrago interior em uma pessoa, que não sabe amar. A autora inclusive questiona a definição do que seja o amor, e diz claramente que não consegue atingir a essência do amor. Perdoem que este "imberbe" dê sua opinião sobre o amor entre duas pessoas, já que existem outros, e muitos outros amores.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Da maneira mais material possível, o que já é um erro, amor é uma sociedade entre duas pessoas. São 100 cotas, onde cada um deve colocar 50 cotas. Mantendo este equilíbrio viverão felizes por toda a vida. Quando um tiver colocado 75 cotas, deixando ao outro só as 25 restante, acenderá uma luz vermelha. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Parece fácil, mas não é. Parto do princípio que Deus habita em mim, e eu não poderia desmerecer o seu amor, doando a quem quer que seja, mais do que a minha metade. Creio mesmo que a Ele pertencem todas as minhas 100 cotas. Será por esta razão, que os padres católicos devem permanecer em celibato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Férias hospitalares".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta eu conto, pois aconteceu comigo. Operei uma hérnia inguinal no Hospital Mãe de Deus. Mãe de Deus, que atendimento de primeiro mundo! Posso dizer que é um hotel de muitas estrelas. Claro, é necessário vencer aquele "medinho", que nos assalta, quando pelados sob aquele avental mal fechado. Mas afirmo, não há risco, quando a coisa é pequena. Mas conto. Na entrada muitas perguntas e questionários a serem respondidos, como fazem os hotéis. Depois da operação vamos à peça de "recuperação", muito movimentada e até divertida, se estivermos acordados com uma raquianestesia. Claro que se passa fome nas primeiras 24 horas, comendo só gelatina. Gelatina se come? Depois é descansar, logicamente, se nos sentirmos à salvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cada um, cada um!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sobre este título deveria começar falando em RESPEITO, mas vou me referir àquilo que acontece no nosso dia a dia. Quantas e quantas vezes nos defrontamos com nossos semelhantes, principalmente nossos parentes e amigos mais próximos, querendo que eles sejam diferente daquilo que se nos apresentam. Quantas vezes, um gesto ou uma opinião, nos faz entrar em conflito com o outro. Acontece comigo, não deve ser diferente de vocês. Será que se RESPEITARMOS aquele gesto ou aquela opinião, as coisas não ficariam mais fáceis? Muitos me retrucarão - e a minha personalidade onde fica? Meu silêncio pode representar concordância. Pois creio que exatamente podemos dizer - não concordo contigo, mas te respeito. Isto irá fazer bem ao outro, mas muito mais a nós mesmos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-6833376072767450387?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/6833376072767450387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/01/boletim-66.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/6833376072767450387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/6833376072767450387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/01/boletim-66.html' title='Boletim 66'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-5813858066588486224</id><published>2011-01-24T11:00:00.000-08:00</published><updated>2011-01-25T01:51:32.177-08:00</updated><title type='text'>Boletim 65</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fazenda da Santa Tereza nº 2 - A sede.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lauro Azambuja, pouco antes da 2ª Grande Guerra Mundial, construiu a atual sede da Fazenda Santa Tereza, beneficiado pela parceria agrícola com Adriano Scherer, e a firma Luiz &amp;amp; Azambuja, da qual detinha 1/3 de suas cotas. Foi seu construtor André Lempek, contando com o trabalho de dois amigos, Sady Scherer, e um alemão, que só lembro ser chamado de Becker. Enquanto a obra evoluía, morou com a esposa Maria, na "casinha", que ainda hoje existe, no mesmo alinhamento da Casa Grande. Lauro caracterizava-se por ser um homem sensato. Tanto, que o pai, Cel. Ney, deixou com ele a administração da grande fazenda. Era um exímio cavaleiro, como todo o Azambuja, principalmente no "pealo", arte campeira de grande utilidade, pois não havendo bretes, era nele que se imobilizavam os animais nas saídas das mangueiras. Minha formação moral deve muito a este homem, com quem convivi por muitos anos, lado a lado, e seus ensinamentos foram riquezas muito maior, do que toda herança que me aquinhoou. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 291px; DISPLAY: block; HEIGHT: 216px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5566057354326150738" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TT6brGwPjlI/AAAAAAAAAFw/bOLbtuEPAZE/s200/CITE%2Bjaneiro%2B2001.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;Esta é a sede da Fazenda Santa Tereza, única que possuo, quando de uma reunião do Cite 9 - Cel. Dário Silva Azambuja, em 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A visita do "Dono do chão".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Assim ele foi apelidado por não arredar pé do Galpão do Galo Velho, e amá-lo tanto quanto eu - João da Silva Vigano, meu capataz por 30 anos, e meu amigo pra vida inteira. Pois "veraneou" por lá, abrigado na casa do Ercílio, que agora passou a se chamar casa do João e Noeli. No seu costado a companheira amiga de sempre, Dona Noeli Rocha Vigano, acarinhados pelos netos - João Vitor, Jéssica e Bruna. Faltaram as crianças grandes - Jones, Liandra, Jussara e José Luiz, mas ficaram de voltar. João virou num engenheiro, inventando um banco desarticulado, que presenteou o galpão, e mais um queimador de incenso, verdadeiro presépio do Menino Jesus.&lt;br /&gt;- João, o Galo Velho te abençoa, junto de teus familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Férias. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pois me contaram, que a maior incapacidade do homem é não descansar. Isto quer dizer não tirar férias. E agora José? Como tirar férias numa "roseta" dessas? Ainda não podemos nos queixar, pois as chuvas têm sido razoavelmente distribuídas, e nossas lavouras, mesmo com alguns problemas, ainda nos dão esperanças. "Só se perde tudo, quando se perde a esperança". Então, vamos tirar férias, mas o problema é que não se descansa "em cima" do serviço, temos que sair para o mais longe possível. Distante dos problemas, certo? Que seja! O resto que se dane, em primeiro lugar a saúde e a família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não vou reclamar!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente esta tem sido minha mais difícil missão. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Não vou reclamar de mais nada&lt;/strong&gt;!&lt;/em&gt; Dei-me conta, que as minhas reclamações faziam mal apenas para mim. Meu interior sofria, sem produzir resultado algum em meus contendores. Vou fazer algumas considerações:&lt;br /&gt;1- Com minha esposa, de 53 anos de felicidade conjugal. "As minhas reclamações produziam fortes argumentos por parte dela, acabando sempre em discussão".&lt;br /&gt;2- Com meus filhos de forte amizade, de mais de cinquenta anos. "Por estar velho e considerado fora do tempo, minhas reclamações não têm fundamentos, pois os filhos estão sempre com a razão".&lt;br /&gt;3- Com meus netos. "Aí não existe nenhuma reclamação. Não entendo como tudo é tão fácil"!&lt;br /&gt;4- Com meus amigos de velhas amizades. "Perdi alguns por minhas reclamações fortes, e alguns também me perderam pelo mesmo motivo".&lt;br /&gt;5- Com os gerentes de bancos. "Minhas reclamações nunca surtiram efeito,nunca surtem e nem nunca surtirão. Nunca resolvi, e eles nunca terão soluções".&lt;br /&gt;6- No trânsito com uma carteira de mais de cinquenta anos. "Só ouvi desaforo, e ainda agradeço não ter recebido nenhum tapa, ou tiro".&lt;br /&gt;Agora objetivamente:&lt;br /&gt;Fiz um trato com minha esposa - Os erros serão por culpa de nós dois. Um irá assumir o erro do outro. Não façam perguntas, estamos nas preliminares...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-5813858066588486224?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/5813858066588486224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/01/boletim-65.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5813858066588486224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5813858066588486224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/01/boletim-65.html' title='Boletim 65'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TT6brGwPjlI/AAAAAAAAAFw/bOLbtuEPAZE/s72-c/CITE%2Bjaneiro%2B2001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-4677194292532916185</id><published>2011-01-10T03:40:00.000-08:00</published><updated>2011-01-10T09:45:08.131-08:00</updated><title type='text'>Boletim 64</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fazenda da Santa Tereza - nº1&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Fazenda da Santa Tereza foi desmembrada da Fazenda da Quinta, por herança de Faustina Pereira da Silva Azambuja, casada com o Cel. Ney Xavier Azambuja, proprietário por sua vez, da Fazenda da Invernada. Ela se compunha originalmente de cinco mil hectares de campo, dividida por uma linha reta, no prolongamento do canal de irrigação, que alimenta o levante d´água da Búfalo Agropecuária, denominado levante da Sant´Anna.&lt;br /&gt;Quando da morte de Adolfo Luiz Pereira da Silva em 1920, aproximadamente, a fazenda passou a ser administrada pelo cunhado, Cel. Ney, que manteve a fazenda indivisível. Para seu capataz do campo chamou o filho mais velho, Mário, e para iniciar na incipiente lavoura de arroz, chamou o segundo filho mais velho, Lauro, que se instalou no Guaraxaim Velho, no local que hoje chamam de Capão do Trago, junto a ponte do arroio Guaraxim, divisa com a Fazenda do Brejo, de propriedade de Eduardo Corbetta. Sua primeira morada foi uma "bolanta" de granja, onde viveu os primeiros anos de seu casamento com Maria, a rica herdeira da Fazenda da Quinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Terno de Reis.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No último dia 4 de janeiro, nossa Querência dos Poetas Livres Vilmo Medeiros, organizou um Terno de Reis, denominado "Os Devotos", para "tirarmos um reis", na residência do amigo Odir Deantoni, na cidade de Arambaré. Noite enluarada e estrelada, com o brilho da Estrela Guia, levamos Belchior, Baltazar e Gaspar, e a presença do Menino Jesus, à residência daquele amigo, na mensagem de fé e esperança, no Ano Novo que se inicia, com prenúncios de Paz e Amor. Abaixo deixamos a imagem do Terno Os Devotos e o acolhimento dos familiares Deantoni. Já foi dito em outro boletim, que esta é a verdadeira tradição gaúcha, trazida pelos nossos ancestrais açorianos, e que deve ser cultivada para sempre. Eles não aceitam dinheiro, somente alimento e um "bom trago", para afinarem a voz, pois cantam por mais de uma hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TSSptGCmvFI/AAAAAAAAAFo/FoJT5rOQnV4/s1600/T.Reis%2B-%2Btoque%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 275px; FLOAT: left; HEIGHT: 188px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558754432262782034" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TSSptGCmvFI/AAAAAAAAAFo/FoJT5rOQnV4/s200/T.Reis%2B-%2Btoque%2B1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TSSpWmO0OdI/AAAAAAAAAFg/rs-FoxUramA/s1600/T.Reis%2B-%2Bporta%2Bcasa.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 269px; FLOAT: right; HEIGHT: 195px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558754045766941138" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TSSpWmO0OdI/AAAAAAAAAFg/rs-FoxUramA/s200/T.Reis%2B-%2Bporta%2Bcasa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TSSptGCmvFI/AAAAAAAAAFo/FoJT5rOQnV4/s1600/T.Reis%2B-%2Btoque%2B1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo alguns versos dos mais de duzentos que compõe o cancioneiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos lá de tão longe, por ver a noite bonita.&lt;br /&gt;Pra cantar o Santo Reis, e fazer uma visita".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar no seu terreiro, com gaita e tambor na mão,&lt;br /&gt;este Terno é dos amigos, cantamos por devoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viemos lhe cantar o Reis, e também lhe visitar,&lt;br /&gt;onde mora o Bom Jesus, onde Deus veio habitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu senhor dono da casa, escorado no portal,&lt;br /&gt;mande-nos entrar pra dentro, licença peço ao casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há certo improviso, já que perguntam se tem aniversariante, o nome das pessoas, e outros fatos para rimarem, naquele linguajar simples e campeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda os Reis Magos. - (Wikipédia).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Belchior&lt;/strong&gt; era um velho de setenta anos, cabelos e barba branca, da terra dos Caldeus. &lt;strong&gt;Gaspar, &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;era moço, de vinte anos, robusto e partiu da região montanhosa do Mar Cáspio, e &lt;strong&gt;Baltasar, &lt;/strong&gt;era um negro mouro, de barba cerrada com quarenta anos, árabe. Eles não eram reis, talvez astrólogos ou astrônomos, pois seguiram a Estrela Guia até o Menino Jesus, aonde chegaram no dia 6 de janeiro. Ao entrarem em Jerusalém procuraram pelo Rei Herodes, perguntando pelo Menino Jesus, que seria o Rei de Israel. Herodes se assustou, e disse que assim que o encontrasse, dissessem do local, pois queria "adorá-lo", quando na verdade, sua intenção era matá-lo. Chegando ao estábulo, Belchior lhe presenteou com &lt;strong&gt;ouro&lt;/strong&gt;, símbolo da realeza; Gaspar ofertou-lhe &lt;strong&gt;incenso&lt;/strong&gt;, símbolo da fé e espiritualidade, e Baltasar deu-lhe &lt;strong&gt;mirra, &lt;/strong&gt;uma resina, que foi usada no embalsamento do corpo de Jesus, simbolicamente representando a eternidade da alma. &lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda o dia 6 de jeneiro.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não gosto das tais "correntes", mas tenho vontade de formar uma, perpetuando a data dos Reis Magos. Muitos dirão que é fantasia, mas pergunto: "Essa nossa incessante troca de presentes no Natal, não é uma fantasia"? E essa fantasia não nos reporta ao dia 6 de janeiro, quando os Reis Magos ofertaram presentes ao Menino Jesus? Cultuamos os nossos parentes e amigos, e muitos se esquecem de orar pelo Menino Jesus. No dia 25 de dezembro deveríamos ofertar preces. Apenas preces, no presente de ouro, insenso e mirra à Jesus. Então no dia 6 de janeiro, "fantasiados" de Reis Magos, sem neve e sem trenó, deveríamos presentear os amigos e parentes. Sonho meu ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-4677194292532916185?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/4677194292532916185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/01/boletim-64.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/4677194292532916185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/4677194292532916185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2011/01/boletim-64.html' title='Boletim 64'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TSSptGCmvFI/AAAAAAAAAFo/FoJT5rOQnV4/s72-c/T.Reis%2B-%2Btoque%2B1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-6061205096420415988</id><published>2010-12-31T18:00:00.000-08:00</published><updated>2011-01-01T04:00:10.271-08:00</updated><title type='text'>Boletim 63</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fazenda da Quinta 10ª - A grande divisão.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Fazenda da Quinta fez parte da grande sesmaria da Flor da Praia, herança de Faustina Maria Centeno, filha do Sargento Mór Boaventura José Centeno. Por morte de Anna América Centeno Pereira da Silva, em 1930, viúva de Adolfo Luiz Pereira da Silva e neto de Boaventura, ela foi dividida entre seus filhos: Thereza, casada com meu pai Mário Azambuja; Sylvio Luiz; Francisco Luiz, e Maria, casada com Lauro Azambuja. Ela constava de dez mil hectares, pertencentes a Adolfo e sua irmã Faustina, casada com Ney Azambuja. Por morte de Anna América, sua sogra e tia, meu Pai separou seu quinhão, de aproximadamente 1.200 ha. constituindo a Fazenda Sant´Anna, enquanto Sylvio, Francisco e Lauro, criaram a firma Luiz &amp;amp; Azambuja, mantendo seus campos indivisíveis e contínuos, no qual Lauro incorporou os campos da esposa Maria. Retrocedendo no tempo, quando da morte de meu avô materno, Adolfo Luiz, meu avô paterno, Ney Azambuja, casado com a sua irmã Faustina, recebeu de herança a Fazenda Santa Tereza, com aproximadamente cinco mil hectares, administrada pelo filho Lauro Azambuja, casado com a prima Maria. Eram os casamentos entre primos, realizados com muito gosto pelos fazendeiros, por manterem seus campos "em família".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A inauguração do "matadouro". &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na grande reforma do Galpão do Galo Velho, o Luis Mário construiu um verdadeiro "matadouro". O quarto da carne já existia, peça indispensável em todo o galpão de fazenda, mas a coisa evoluiu, e mesmo faltando alguns detalhes, ele foi inaugurado na véspera deste Natal, quando nosso "Castiano" matou um boi preto de 470 quilos, com apenas dois anos de idade. Um colosso, quando trabalhamos aquela carne na divisão de seus cortes, e na limpeza dos mesmos. Foi uma "baita" lida, mas nada de pesada, pois é tradição, e tradição nunca cansa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esta eu conto: Fazendeiro poeta.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;De certa feita, conversando com meu vizinho Eduardo Corbetta, ouvi dele a seguinte frase: "Fernando o campo não tem mais lugar para fazendeiro poeta". Foi uma bofetada no lado da minha cara, e humildemente ofertei o outro lado, tamanha a assertiva de sua afirmação. O campo hoje é uma "casa de negócios", e quem não souber negociar está frito. Eu trago ainda experiência de um outro tempo, quando o campo tinha rendas. Tanta renda que mesmo errando a gente ganhava. Os tempos mudaram, quando os bancos descobriram o nosso filão, e ficaram com a maior parte dele. Só sobreviverá quem não desfrutar do "ar condicionado" dos bancos. Afirmo e assino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um novo Ano Novo. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Termina mais um ano dos muitos já vividos. Mas logo ali, como um dia novo nascendo, surge um novo Ano Novo, alimentando nossas esperanças de dias melhores. Dias melhores? Mas o que queremos? O que nos falta, se Deus nos dá de graça, tudo aquilo que o dinheiro não compra! -"Que mais tu queres Quero Quero louco? Achas que o que tu tens é pouco, bichinho gritador? Já não te basta esta fralda de coxilha, onde se aviva o verde da flechilha, na quarela dos bibis em flor, por onde o Sol se embreta, enciumado, quando a Estrela Boieira pisca o olho pra noite que vem vindo logo ali. Que mais tu queres Quero Quero triste? Que mais te falta para ser feliz? Porque ainda neste grito insistes, se ninguém sabe o que este grito diz? -Amigos, este coração que a gente traz dentro do peito, não riam se eu vos disser - é outro Quero Quero insatisfeito, que nunca sabe o que ele quer". Da poesia Quero Quero, de Apparício da Silva Rillo.&lt;br /&gt;Um feliz Ano Novo aos amigos e amigas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-6061205096420415988?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/6061205096420415988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/12/boletim-63.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/6061205096420415988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/6061205096420415988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/12/boletim-63.html' title='Boletim 63'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-6281848042733860715</id><published>2010-12-20T22:00:00.000-08:00</published><updated>2010-12-22T04:38:49.494-08:00</updated><title type='text'>Boletim 62</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fazenda da Quinta 9ª. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Francisco Luiz ao participar da vida social de Camaquã iluminou sua intelectualidade, investindo na Gráfica Camaquense, fundadora do jornal "O Camaquã", tonando-se ali um de seus cronistas, com textos fortes na área política. Este é o jornal onde o NPHC busca a história de Camaquã, e que na época era o único da cidade. Já o Coronel Sylvio Luiz, com seu espírito aventureiro, projetou-se nas "canchas retas" de todo o Estado, onde nas patas de seus cavalos e no "perfume" de suas potrancas, jogou boa parte da fortuna da Fazenda da Quinta. Entretanto, homem de personalidade forte, e correto no trato de seus negócios, se fez amar por seus amigos e conterrâneos, projetando-se também na política municipal, tendo sido prefeito por duas gestões. Enquanto a Quinta era administrada por gerentes, eles se deslocavam regularmente até ela, por caminhos que ainda não eram estradas, buscando rumos que ainda hoje os fazendeiros não encontraram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meus ancestrais.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Já escrevi, que no Galpão do Galo Velho cultivamos a imagem da nossa ancestralidade, pendurada no quarto do "Vô Mário". Assim deixo a foto de meus quatro avós, e abaixo um poema de Apparício da Silva Rillo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TQ_fwivwOQI/AAAAAAAAAFU/zK6RFad8cBI/s1600/Vov%25C3%25B4%2BNey%2Be%2BFaustina.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552902890624923906" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TQ_fwivwOQI/AAAAAAAAAFU/zK6RFad8cBI/s200/Vov%25C3%25B4%2BNey%2Be%2BFaustina.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TQ_brpRAiaI/AAAAAAAAAFM/_mJLP3yWBSM/s1600/Vov%25C3%25B4%2BAdolfo%2Be%2BAnna.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552898408429160866" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TQ_brpRAiaI/AAAAAAAAAFM/_mJLP3yWBSM/s200/Vov%25C3%25B4%2BAdolfo%2Be%2BAnna.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vovô Ney Xavier Azambuja e vovó Fustina Pereira da Silva Azambuja, meus avós paternos. Na outra foto, vovô Adolfo Luiz Pereira da Silva e vovó Anna América Centeno da Silva, meus avós maternos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sucessão&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ser não é ter sido&lt;/strong&gt;, ou perceber-se na estampa dos retratos dos avós.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É estar além do vidro das molduras, numa projeção muito além do próprio ser.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Guardo armas no meu íntimo armorial, brasões de sangue do meu velho clã.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Minhas batalhas são as vésperas de hoje, na projeção imprevisivel do amanhã.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ter sido não é ser&lt;/strong&gt;, ou apegar-se ao veio e as raízes dos avós.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É ser a rama que brotaram deles, para dar sombra aos que virão de nós.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A morte do Compadre Tigre.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Das histórias do Compadre Tigre havia esquecido dessa.&lt;br /&gt;-Uma certa feita, o Compadre Tigre, que só tinha violência no corpo procurou a Comadre Cobra, sua grande amiga e lhe disse: "Sabe Comadre achei uma maneira de pegar o maldito do Compadre Macaco. Tu vai espalhar na mata que eu morri, e que estou sendo velado aqui na minha gruta." Ele então se deitou num grande banco de pedra, enquanto a Comadre Cobra com a Comadre Hiena passaram a espalhar a notícia entre a bicharada. Os bichos não gostavam dele, mas por curiosidade foram ao velório. Convidaram então o Compadre Macaco, que chegando na entrada da gruta, muito desconfiado, mas muito inteligente perguntou alto: "Ele já deu o último pumm?" O Compadre Tigre ao ouvir a pergunta passou a se espremer. O Compadre Macaco concluiu: "Se ele não deu o último pumm é porque ainda está vivo", no que foi apoiado pela bicharada presente. Então, depois de muito esforço, o infeliz e burro do Compadre Tigre, soltou um grande pumm. Minha gente, foi uma correria porta à fora, e o Compadre Tigre saiu pega que te larga no bafo da bunda do Compadre Macado, que saltando numa árvore fez figa para ele dizendo: "Olha bandido e malvado, tu nunca vais me pegar". E o Compadre Tigre soltava fogo pelas ventas de tão brabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda o Natal.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com meu votos de SAÚDE, SAÚDE, SAÚDE, deixo para vocês a poesia de Apparício da Silva Rillo, intitulada "Natal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Fui apresentado à Papai Noel quando tinha três anos,&lt;br /&gt;e já me considerava um cidadão do Mundo. Do meu Mundo, que era quintal com laranjeiras,&lt;br /&gt;galo, galinha carijó, cachorro e uma reboleira de mato onde brincava com terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papai Noel foi meu primeiro medo. O segundo, imenso, foi o de cair&lt;br /&gt;pelo burraco de acento da casinha, e me afundar naquela massa escura lá no fundo.&lt;br /&gt;Outros vieram depois, e muitos ainda me acompanham&lt;br /&gt;com um diabo de guarda, comigo pelo Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamãe dizia que Papai Noel era bonzinho. Gostava muito de minha Mamãe,&lt;br /&gt;mas não podia acreditar. Para me dar um aviãozinho vermelho duas asas,&lt;br /&gt;Papai Noel passou-me um sermão maior do que suas barbas,&lt;br /&gt;só porque eu matara um pinto, afogado na bacia d`água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aviãozinho despertou-me, pois foi depois dele que associei Natal,&lt;br /&gt;pinheirinho, presépio, missa do galo, peças de um estranho ritual,&lt;br /&gt;que se armava a cada ano, quando as cigarras, do meu céu de laranjas maduras,&lt;br /&gt;rechinavam ao meu ouvido: Verão... Verão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Missa do Galo nunca me sentou. Primeiro porque nunca vi o galo na Igreja,&lt;br /&gt;depois era aquela vontade enorme de dormir, principalmente naquela noite,&lt;br /&gt;para acordar no outro dia cedinho, com aquela bola de couro,&lt;br /&gt;que me encantara por seis meses de espera na vitine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa certa noite envelheci. Acordei com meu Pai entrando em meu quarto, pé entre pé,&lt;br /&gt;mais sério que frade de filme, e pela fresta minguinha do olho,&lt;br /&gt;vi quando deixou sob minha cama alguns pacotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia, meu Pai, minha Mãe e minhas Tias mentindo. Que lindos presentes&lt;br /&gt;Papai Noel te trouxe. Aos oito ou nove anos recebia minha primeira lição de cinismo.&lt;br /&gt;Porque meu Pai não me dissera que os havia comprado com seu dinheiro,&lt;br /&gt;que mal e mal dava para pagar o armazém da esquina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, compreendi que Natal consiste nesta mentira, de fazer as crianças entenderem,&lt;br /&gt;que os presentes caem do céu, como as laranjas maduras, os passarinhos mortos.&lt;br /&gt;Mas já era muito tarde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-6281848042733860715?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/6281848042733860715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/12/boletim-62.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/6281848042733860715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/6281848042733860715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/12/boletim-62.html' title='Boletim 62'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TQ_fwivwOQI/AAAAAAAAAFU/zK6RFad8cBI/s72-c/Vov%25C3%25B4%2BNey%2Be%2BFaustina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-1581933597195376913</id><published>2010-12-04T04:05:00.000-08:00</published><updated>2010-12-12T02:28:20.837-08:00</updated><title type='text'>Boletim 61</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fazenda da quinta 8ª - O grande salto 4.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tenho boa lembrança de quando, por volta de 1950, já estudando em Porto Alegre vinha nas férias para a Sant`Anna, e apreciava o Padrinho, assim chamava meu tio Francisco Luiz, calçando seus tamancos, e diariamente num belo carro "rabo de peixe", que só lembro ser da marca Ford, dirigir-se ao Guaraxaim na administração das grandes empresas, Arrozeira Camaquense e Luiz @ Azambuja. Já contava com o auxílio do "guarda livros" Albino Júlio Gollo, vindo de Caxias, e também morador do Guaraxaim. Vocês mais jovens, não poderão mesmo acreditar - não havia inflação! A não inflação real, não esta de hoje, escondida atrás de números "oficiais". Era um mar de tranquilidade, onde as famílias moravam nas fazendas. Foi então que aconteceu, assim como em todas as fazendas - as crianças necessitaram de escolas. Afirmo sempre, que meu único título adquirido, o de datilógrafo, e a formação de professora de minha irmã, custaram 1.000 hectares de campo ao meu Papai. Lá da Quinta a Glades foi a primeira, depois o Cesinha e o Marco Antônio. Tio Sylvio e o Padrinho compraram casas na cidade, montaram escritório no centro de Camaquã, passaram a viver comunidade. Tio Sylvio na política, foi prefeito por duas gestões, e o Padrinho na comunidade fundou o Rotary Club de Camaquã, o Sindicato Rural, o Camaquã Tênis Clube. E o campo? Bem não vão me dizer que o velho ditado: "O olho do dono é que engorda o boi" acabou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Querência dos Poetas Livres Vilmo Medeiros.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No último dia 15 de novembro, o Galpão do Galo Velho recebeu esta Querência, que é sui gêneris em nossa tradição campeira. Primeiro porque não temos tesoureiro, eliminando assim a droga do dinheiro, que sempre atrapalha o passo do gaúcho. Depois nosso princípio é AMIZADE, elemento de união e fraternidade. Três parceiros custeiam a "bóia" que é prato campeiro. Depois da refeição é lida a ata, elemento indispensável em qualquer entidade, para preservar sua história, e logo após, vem a Tertúlia Galponeira, o ponto alto do encontro, quando a palavra roda pela esquerda. Temos verdadeiros artistas, e quem não é artista é poeta, porque tão poeta como o que faz a poesia, é aquele que gosta de ouvir a poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda o Adriano Scherer. Esta eu presenciei.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi na década de quarenta, quando ainda não haviam pontes nos arroios do município. O pior cruzo era o do Jacaré, por sua forte correnteza e grande volume d`água. Então Adriano não se conformava em depender do demorado transporte dos barcos. Ele já possuía um Ford "club-coupê" (confesso que nem sei mais como se escreve) e então construiu sobre o arroio duas calhas. Cravadas as estacas, sobre elas pregou tábuas de 30, e nas laterais protegeu com guias de 15, fazendo com que as calhas ficassem no alinhamento das rodas de seu carro. Meu amigo Negro Velho, que nasceu Wilson Scherer Dias, sobrinho de Adriano, filho de sua irmã Mocinha, conta que muitas vezes pescando no Jacaré, assistiu Adriano passar com seu Ford "a mil", sem descer do carro para "alinhar". Tenho buscado fotografias destas calhas, para adicionar ao acervo do Núcleo de Pesquisas Históricas de Camaquã, mas não tenho conseguido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda o Natal.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Espírito do Natal não morre, assim como nosso próprio espírito, que será eterno. Ele representa Deus, que nos fez a sua semelhança, e habita em nós. Representa o nascimento do Menino Jesus, que cultuamos há mais de dois mil anos. Já escrevi em algum lugar, que Natal deveria ser expressão de alegria, pelo nascimento de Cristo, mas para mim é tristeza. Por que nos aproximamos dos necessitados, ofertando neste dia nossa benemerência? Ela não deveria ser ofertada todos os dias? Mais ainda, porque aquele nascimento numa manjedoura é o símbolo da pobreza, e nos dias de hoje nos afastamos deste simbolismo, buscando e nos matando pela riqueza. Um bom Natal a todos, na simplicidade de Jesus Cristo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-1581933597195376913?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/1581933597195376913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/12/boletim-61.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/1581933597195376913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/1581933597195376913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/12/boletim-61.html' title='Boletim 61'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-5359006503763417185</id><published>2010-11-29T09:51:00.000-08:00</published><updated>2010-11-30T16:46:11.896-08:00</updated><title type='text'>Boletim 60</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fazenda da Quinta 7ª - O grande salto 3.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No dia 10 de julho de 1948, sob a liderança de Francisco Luiz Pereira da Silva, a firma Luiz &amp;amp; Azambuja, e mais uma plêiade de homens de negócios, criou a firma Arrozeira Camaquense S.A., com sede na então Vila do Guaraxaim, hoje Santa Rita do Sul. Esta firma veio a assumir o passivo de Adriano Scherer junto ao Banco do Brasil, depois deste banco tentar por três ou quatro anos administrar aquela lavoura, na direção do Dr. Pasquier. Um dos fatores relatados por meu Papai e tios, é que Adriano, residindo no Rio de Janeiro, alertava o Dr. Pasquier para fechar a Barrinha, canal que liga a Lagoa do Guaraxaim à Lagoa dos Patos, evitando o perigo da água salgada. Este conselho não foi seguido, e o banco viu uma safra inteira perdida pela salinização da Lagoa do Guaraxaim, fato que fez o banco a se retirar do negócio de plantio de arroz. Assim a firma Luiz &amp;amp; Azambuja constituiu 37 parceiros agrícolas para o plantio do arroz, sendo ela própria um dos plantadores, sob a gerência do Senhor Pedrinho Castro, cunhado de Sylvio e Francisco Luiz. Assistimos então o período áureo daquela região, quando o mundo num pós-guerra necessitava repor seus estoques de arroz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A cachaça.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não há como negar que esta bebida sempre "habitou" nos galpões gaúchos. Num clima frio como o nosso, não podemos proibir, que o campeiro esquente o corpo num trago de canha, ao chegar do campo por vezes todo molhado e "encarangado". Assim o Galpão do Galo Velho ainda mantém um pequeno barril de 5 litros, do puro carvalho, com cachaça, e o seu conteúdo só é proibido no horário de serviço. Está escrito lá no livro do galpão: "Cachaça é o líquido alegre da vida, ou da morte, se não souber ser bebido".&lt;br /&gt;Assim Jayme Caetano Braun descreve em sua poesia "Canha". Apenas dois versos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Remédio de uso caseiro, sempre a jeito noite e dia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Milagrosa anestesia, de muito guasca doutor.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Foste disfarce pra dor, de tanto caudilho macho,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e mamadeira de guacho, nas orfandades do amor.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas porém já não me iludo, com teu líquido sereno,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;porque na essência és veneno, maldito licor gaudério,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;destruidor sem critério, que na armada do gargalo,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;vai enchendo pealo a pealo, os bretes do cemitério.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda o Senhor Adriano Scherer.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ouvi esta história de meu próprio Papai. Adriano residindo no Rio de Janeiro, e lá tentando o plantio de arroz na Baixada Fluminense, hoje parte do Grande Rio, foi procurado por um importante escritório de advocacia aqui do Rio Grande do Sul, levando uma proposta para entrarem com uma ação reivindicatória de perdas e danos contra o Banco do Brasil. Entre muitas alegações, uma era não terem considerado os prejuízos causados pela II Grande Guerra Mundial. Entabularam as negociações, que durou certo tempo, quando num certo dia Adriano fez a seguinte pergunta aos advogados: "O que ocorrerá com aqueles que hoje estão plantando nas terras da Luiz &amp;amp; Azambuja?". A resposta: "Tudo ficará paralisado, até a decisão judicial!". Adriano se posicionou contra a ação, dizendo que nada faria para prejudicar aqueles amigos, proprietários das terras, que sempre lhe acolheram com honradez.&lt;br /&gt;Concluo: "Atitude de um outro tempo, pois hoje o dinheiro, tem mais valor do que as virtudes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Natal gaúcho.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Natal se aproxima, e quero me reportar ao gaúcho, nascido e criado no interior de nossos campos, distante do conforto das cidades, carregando a riqueza da agropecuária riograndense. Além da singeleza de sua vida campeira, desfruta das geadas finas das madrugadas cinzentas, que enfeita o pampa sulino. Desconhece a neve, e nunca olhou um trenó. Então ao mirar um Papai Noel suando em bicas, num dezembro escaldante, assustando a piazada campeira, ele só pode arrepiar o pêlo, perguntando de onde veio aquele velho vermelho.&lt;br /&gt;Cultura "nórdica", que aqui chegou para alimentar a insatisfação dos comerciantes, que não fazem parte de nossa cultura gaúcha.&lt;br /&gt;O que nosso homem do campo cultiva é a tradição do "Terno de Reis", que nossos ancestrais portugueses trouxeram para o Brasil. Assim na homenagem simples àqueles que amam e cultivam nossas raízes, deixamos apenas um verso, dos mais de duzentos, que compõem o Terno de Reis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vimos lhe cantar os Reis. Ó de casa, casa santa.&lt;br /&gt;E também lhe visitar. Ó de casa, casa santa.&lt;br /&gt;Aonde Deus veio habitar. Onde mora o bom Jesus.&lt;br /&gt;Onde Deus fez sua morada, com a hóstia consagrada".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-5359006503763417185?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/5359006503763417185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/11/boletim-60.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5359006503763417185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5359006503763417185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/11/boletim-60.html' title='Boletim 60'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-3061174185367235902</id><published>2010-11-17T15:14:00.000-08:00</published><updated>2010-11-22T07:18:53.532-08:00</updated><title type='text'>Boletim 59</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fazenda da Quinta - 6ª - O grande salto 2.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Então é necessário botar nossas imaginações a funcionar. Centenas de empregados foram contratados, numa época que não haviam leis sociais, contratos de trabalho, carteira profissional, insalubridade, e tudo mais que "complica" os dias de hoje no campo, pois as leis da cidade não foram adaptadas à ele. Imaginem a quantidade de "paseiros" cavando milhares e milhares de metros cúbicos. Depois era o plantio de 2.000 hectares de lavoura de arroz, e principalmente sua colheita, feita toda ela à foice, na força do braço humano. Adriano construiu "elementarmente" a primeira ceifadeira de arroz, e com o auxílio do Núcleo de Pesquisas Históricas de Camaquã, estou publicando sua foto abaixo, assim como os tratores à querosene, que com sua falta pela 2ª Grande Mundial, ele adaptou os "gazogênios", que pela combustão da lenha nos mesmos, acionava seus motores. Imaginem a mão de obra para construir, depósitos, casas, secadores, calhas e trapiches, numa época que não haviam máquinas como hoje, e o transporte do material era todo pela Lagoa dos Patos, pois também não haviam estradas.&lt;br /&gt;Obs. = Para visualizar as fotos aumentem o zoom para 150.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TOUVDfL0w5I/AAAAAAAAAE0/RXz8T3ANMRg/s1600/61-%2BTRATORES%2BMOVIDO%2BA%2BG%25C3%2581Z-2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 146px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540858066204148626" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TOUVDfL0w5I/AAAAAAAAAE0/RXz8T3ANMRg/s200/61-%2BTRATORES%2BMOVIDO%2BA%2BG%25C3%2581Z-2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TOUVZ1gi9UI/AAAAAAAAAE8/WzH50U2OeIY/s1600/Adriano%2BScherer%2B04.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 134px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540858450153764162" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TOUVZ1gi9UI/AAAAAAAAAE8/WzH50U2OeIY/s200/Adriano%2BScherer%2B04.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tratores trabalhando com "gazogênio", e na outra, o Senhor Adriano, na sua "automotriz"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;GAPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A igualdade e a cuia.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No Galpão do Galo Velho não existe patrão nem empregado, nem branco nem preto, nem pobre nem rico. Ali somos todos iguais, sem distinção, sem preconceitos sociais. Assim se comunga na mesma cuia de mate, "misturando salivas" como diz Apparício da Silva Rillo em uma de suas belas poesias - "Cuia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuia morena queimada, confeccionada "a lo bruto",&lt;br /&gt;rude cálice matuto das amarguentas comunhões.&lt;br /&gt;Na tradição campechana, serves o vinho que irmana,&lt;br /&gt;o dono da estância e os peões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velho utensílio crioulo, da utilidade nativa,&lt;br /&gt;que misturando salivas, no ritual dos chimarrões,&lt;br /&gt;estarreces gente estranha, que não sabe a campanha,&lt;br /&gt;desconhece convenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando recebes em teu bojo, a erva pro chimarrão,&lt;br /&gt;e da tua carnação, verde o sangue se desata,&lt;br /&gt;me entristeço imaginando, que és um coração sangrando,&lt;br /&gt;por uma artéria de prata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Esta eu conto para vocês".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lembram que contei haver no arvoredo da Quinta, alguns pés de café e algodão. Não assisti suas colheitas, eles já eram improdutivos, mas ajudei a torrar café nos tachos de cobre, que depois eram "pilados", até ficarem "moidos". A banha era produzida nas fazendas, única gordura com que se cozinhava, além da "graxa dos tutanos", com que se fazia o feijão, o qual nunca podia ser requentado. O pão, as bolachas, as broas, e tudo o mais era produzido nas fazendas, para não falar na quantidade de gente para ser alimentada. Então, as fazendeiras levantavam de madrugada, e quando deitavam também não descansavam. Um mundo que vivi. Hoje vivo num outro mundo onde não tem mais fazendeiras. Lá elas ficam depressivas, com o nada por fazer. Tudo está pronto, e o que não está pronto, as máquinas aprontam. Mesmo, não tem mais gente nas fazendas, e se tem, eles que façam as suas comidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A riqueza e a felicidade.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Recebi e-mail de uma amiga, onde Max Gehringer se refere à livros e artigos, com receitas para se ficar rico, que contesta, inteligentemente. Relata que se não tivesse comido suas muitas pizzas, bebidos os milhares de cafezinhos, feito suas múltiplas viagens, comprado seus vários supérfluos, teria 500 mil reais em sua conta bancária, conluindo, que aquele dinheiro só serviria para fazer tudo o que fez, promovendo a sua felicidade. Não quero contestá-lo, quero adicionar minha vivência. Conheço centenas de amigos, que são imensamente felizes, e sequer conhecem Porto Alegre, nunca comeram pizzas, nem tomaram cafezinhos em balcões, ou compraram supérfluos. Felicidade consiste em amar a si próprio. Traduzo: "si próprio" é Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-3061174185367235902?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/3061174185367235902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/11/boletim-59.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/3061174185367235902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/3061174185367235902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/11/boletim-59.html' title='Boletim 59'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TOUVDfL0w5I/AAAAAAAAAE0/RXz8T3ANMRg/s72-c/61-%2BTRATORES%2BMOVIDO%2BA%2BG%25C3%2581Z-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-7943134462563396865</id><published>2010-11-04T06:06:00.000-07:00</published><updated>2010-11-07T06:33:59.533-08:00</updated><title type='text'>Boletim 58</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fazenda da Quinta - 5ª - O grande salto 1.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nada melhor que um dia depois do outro. Os opostos da vida, são como as ondas do mar. Assim no ano de 1933, o Senhor Adriano Scherer assumia como parceiro agrícola, instalando-se em uma erma coxilha, junto a Lagoa do Guaraxaim, onde hoje está situada a Vila Santa Rita do Sul, antigamente chamada de Guaraxaim, 2º Distrito do Município de Arambaré. Nasci em 1934, mas tenho presente os "lances épicos" deste desbravador. Construiu uma vila de casas para empregados, uma bela morada para si próprio, que ainda hoje existe, secadores e depósitos para o cereal, trapiche, onde aportavam as "gazolinas", que transportavam o arroz para Pelotas e Porto Alegre, instalou um locomóvel à vapor, movimentando as bombas para o recalque d`água, e fornecendo luz elétrica para a vila. Muito mais que isto foi o que fez nas terras arrendadas. Tudo era banhado de "tiriricas" e "macegas estraladeiras", que ele drenou, e construiu mais de dez quilômetros de canais de irrigação, além dos aterros (estradas) para escoar a produção. Tudo feito "à pá", na força do braço humano. Para se ter idéia, o dreno que chamamos ainda hoje de "Quatorze", tem o nome porque possui "quatorze braças de boca", cada braça tem 2,20 m portanto eram mais de trinta metros de largura, cavados com três turmas de cada lado do valo, onde uma atirava a terra para a outra, até a superfície. Quando o Banco do Brasil assumiu a lavoura com a quebra de Adriano, ficou a direção com o agrônomo Dr. Pasquier, que pela primeira vez fez uso dos teodolitos, quando os técnicos não acreditaram que Adriano houvesse marcado aquele valo, no "olho", acertando além do seu traçado, na largura necessária para drenar a grande várzea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meu santuário de fumaça.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Passado o Dia dos Mortos, quando reverenciei suas memórias "agachado" no Galpão do Galo Velho, contemplando o dançar das labaredas do fogo, e sismando com o tempo grande que passou, reporto-me novamente à Balbino Marques da Rocha, que foi o mestre do imortal Jayme Caetano Braum, com seu verso "Galpão do Rio Grande". Fica apenas o primeiro verso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu santuário de fumaça, onde as vezes desencilho.&lt;br /&gt;Faço um altar de lombilho, do fogo a reminiscência,&lt;br /&gt;e cultuo a dor da ausência, no oratório do passado.&lt;br /&gt;Galpão onde eu fui fedelho, corpeando cabo de relho,&lt;br /&gt;tirando rapa de tacho, onde os avós se reuniram,&lt;br /&gt;e a cavalo partiram para uma cruzado de macho.&lt;br /&gt;Aqui me curvo e me agacho, me inclino e as vezes me ajoelho.&lt;br /&gt;Desato o breve à oração, revendo de um lado e de outro,&lt;br /&gt;quando o Rio Grande era potro, e os que domaram meu chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O grande locomóvel Wolf.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Podemos afirmar que este foi o maior lance de Adriano Scherer. Como a primeira necessidade de uma lavoura de arroz é a água, ele logo tratou de comprar a moderna máquina à vapor, que chamavam de locomóvel estacionável, fabricado na Alemanha. Esta máquina se encontrava na Divisa, aqui no município de Camaquã, e o seu transporte foi uma verdadeira odisséia. Não posso precisar quanto tempo ele levou, no grande percurso de arrasto. Eram dois tratores, pasmem, de esteiras, e quarenta juntas de bois. Dizem que ainda hoje existem os "buracos" onde esta máquina ficou atolada por dias. A região não era drenada, e tudo era banhado. Estes fatos me foram contados por meu Pai, que certa feita foi chamado em alta madrugada, para auxiliar numa das atoladas. Constatou que estavam faltando boieiros. Pediu que Adriano providenciasse quarenta homens com aguilhadas, quando então subiu na máquina, dizendo que ao seu grito todos teriam que aguilhoar sua junta de bois ao mesmo tempo, enquanto os tratores já estivessem na tração. Assim conseguiu realizar a "desatolada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minha grande riqueza.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Noutro dia "arranhando idéias" com minha Jane, ela se exasperava com a falta de dinheiro, e as contas acumuladas, quando concluiu - "Estamos pobres!". Então num sopetão retruquei: "Minha riqueza só Deus tira. Os homens não me roubam mais, pois ela é a minha saúde, da minha família e de meus amigos". Agora, depois de meditar muito sobre o acontecido, posso afirmar, que é muito mais agradável administrar o pouco que possuo, do que o muito que já tive. Não estou pedindo que vocês desprezem o muito que tenham, mas que tenham cuidado, pois ele não é o principal em vossas vidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-7943134462563396865?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/7943134462563396865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/11/boletim-58.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/7943134462563396865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/7943134462563396865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/11/boletim-58.html' title='Boletim 58'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-280582914676333226</id><published>2010-10-30T04:51:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T04:07:35.026-07:00</updated><title type='text'>Boletim 57</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fazenda da Quinta - 4ª - A grande crise.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Deveria incluir este capítulo em Histórias Que Me Contaram, porque me foi contado por meu pai Mário. Quando da grande crise de 1930, com a quebra do Banco Pelotense, a economia mundial, mais especificamente a gaúcha, ficou de pernas para o alto, ou de cabeça para baixo, como queiram. A Fazenda da Quinta, como tantas outras, parou suas atividades, e meu Pai me contava, que passaram dois ou três invernos jogando solo, pois não tinham sequer como chegar na vila do Duro. Ele, meu Pai, ainda morava lá, já casado com a herdeira Thereza, e com minha irmã Maria de Lourdes nascida. Minha avó Anna América falecera naquele mesmo ano. Era um verdadeiro caos, econômico e familiar, pois a fazenda deveria ser dividida entre os quatro filhos: Thereza(Mário), Maria(Lauro), Sylvio e Francisco Luiz. Este último sempre considerado o cérebro da família, jogou tudo na emergente lavoura de arroz, considerando a boa água da Lagoa do Guaraxaim, capaz de fechamento da sua barra, evitando assim a água salgada da Lagoa dos Patos, como também, na boa qualidade de suas terras. Assim convenceu o outro irmão e o cunhado Lauro, a procurarem um parceiro agrícola, que encontraram na pessoa do Senhor Adriano Scherer. Meu Pai, entretanto, não quis participar da firma Luiz &amp;amp; Azambuja, separando suas terras, e formando a Fazenda Sant`Anna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma homenagem ao Galo Velho.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em 2 de julho de 2005, três dias antes das Bodas de Pratas do Galpão, meu Parceiro e amigo Júlio Macedo Machado dedicou àquele negro velho, esquecido e pelegueando lá na Invernada do Esquecimento, os dois versos abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrança do Galo Velho,&lt;br /&gt;na Fazenda da Sant`Anna,&lt;br /&gt;alma pura e soberana.&lt;br /&gt;Peão campeiro e de coragem,&lt;br /&gt;deixou seus gritos na imagem,&lt;br /&gt;e na lembrança do Patrão.&lt;br /&gt;Galo Velho este galpão,&lt;br /&gt;foi feito em tua homenagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este galpão tem história.&lt;br /&gt;Eu trago dentro do peito,&lt;br /&gt;onde a Paz e o Respeto,&lt;br /&gt;é o lema do bom Patrão.&lt;br /&gt;Lareira, fogo de chao,&lt;br /&gt;não apaga noite e dia,&lt;br /&gt;com a sua caloria,&lt;br /&gt;aquece qualquer peão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O fogo de chão do galpão da Quinta.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em uma conversa com meu primo e amigo Cesar Augusto Luiz Pereira da Silva, que nasceu e se criou na Fazenda da Quinta, filho de Francisco Luiz Pereira da Silva e de Ivone Pereira, contou-me que o fogo de chão, do galpão da fazenda, não apagava nunca. Tinha certa lembrança disto, mas não podia afirmar. Era uma tradição nas fazendas antigas, e meus tios Sylvio e Luiz mantiveram esta tradição, enquanto a administraram. Já relatei anteriormente, que os campeiros eram muitos, os invernos tiranos, e o galpão sempre com o fogo aceso aquentava os corpos, matava a sede nos fartos chimarrões, descansava os corpos nos estirados pelegos, alegrava nos tragos de canha e, alimentava com o bom churrasco, pois a carne era farta "às pampas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando você não consegue&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Quando você não consegue o objetivo final, o que resta? Apenas duas coisas - se conformar, ou se revoltar. Parece, mas não é uma questão de opção, pois se analisarmos profundamente será uma questão de caráter. Quantas perdemos? Quantas ganhamos? E tudo continua igual, pois tudo passa. Vejam que não estou falando em nada material, pois matéria não é nada, é pó. Estou falando de sentimento. Amores perdidos, amizades arranhadas, lares desfeitos. Tudo passa, e tudo se refaz, quando se tem amor a Deus, fé nas suas mensagens, esperança e caridade, que na sua essência é amor aos nossos semelhantes. Li em Fernando Lucchesi: "Só quem se preocupa em fazer a felicidade dos outros, alcança sua própria felicidade". Meditem, e sejam felizes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-280582914676333226?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/280582914676333226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/10/boletim-57.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/280582914676333226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/280582914676333226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/10/boletim-57.html' title='Boletim 57'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-8585475863591307230</id><published>2010-10-27T05:57:00.000-07:00</published><updated>2010-10-30T10:18:42.625-07:00</updated><title type='text'>Boletim 56</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fazenda da Quinta - 3ª - A família.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Meu avô materno, Adolfo Luiz Pereira da Silva, um de seus proprietários, faleceu com pouco mais de tinta anos de idade, na década de vinte, do século passado, deixando os filhos: Thereza, Sylvio, Maria e Luiz, ainda crianças. Meu pai, Mário, que era seu sobrinho e depois seu genro, costumava me contar que ele era um homem grande e forte, e certa feita retornando do campo todo molhado pela chuva, a sua esposa, Anna América, lhe esperava com um chá quente mostrando preocupação, quando ele disse ser muito forte, dando dois socos "nos peitos", passando a tossir logo em seguida. Trinta dias após estava morto, por uma "tuberculose galopante".&lt;br /&gt;Meu avô paterno, Ney Xavier Azambuja, casado com a irmã de Adolfo, Faustina Pereira da Silva, assumiu a administração da grande fazenda, trazendo como capataz o filho mais velho, Mário, e como agricultor, na incipiente lavoura de arroz, o outro filho, Lauro, terminando o primeiro por casar com a prima Thereza, e o último com a outra prima Maria.&lt;br /&gt;Anna América veio a falecer em 1930, quando então a fazenda foi dividida. Entretanto, Sylvio e Luiz, fizeram sociedade com o primo e cunhado Lauro, constituindo uma importante firma, Luiz &amp;amp; Azambuja, responsável pelo desenvolvimento da Vila Santa Rita do Sul, ao trazerem como parceiro agrícola o Senhor Adriano Scherer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Meus olhos ainda alcançaram, quando naquela Fazenda da Quinta, em uma mangueira de pau à pique, os cavalares ao serem encerrados na madrugada, ao grito de "forma, forma" ficavam com suas ancas encostadas na paliçada, e as cabeças voltadas para o centro da mangueira. A explicação é muito simples, pois devido ao escuro da quase noite, seria difícil identificar os animais por seus campeiros, o que só seria possível por suas cabeças. Todos sabemos que cada cabeça é uma cabeça, não é mesmo? Antevejam que eram muitos campeiros, e lógico, muitos cavalos, já que eles eram a riqueza das fazendas, pelos constantes combates guerreiros. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O prazer.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ouvi esta história do próprio Galo Velho, quando lhe questionei como era o salário naquele "outro tempo". &lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Menino. A gente trabalhava por prazer. Tínhamos orgulho de encilhar bem nossos bons cavalos, trazendo os aperos cuidados, principalmente nossos laços. O serviço era campo à fora, pois não tínhamos as mangueiras de hoje. Imagina tratar aqueles animais quase selvagens, quando era preciso dois laçadores ao derrubá-los, para serem curados. Pouco se castrava, já que quase tudo era ao natural, e os touros mais fortes predominavam nos rodeios. O cuidado maior era com as grandes manadas de cavalares, a riqueza do campo, juntamente com os couros. Então se cuidava das domas, das castrações dos mais fracos, pois os próprios reprodutores evitavam a consanguinidade de suas manadas. Os trabalhadores eram tratados como da própria família, e nada faltava para seu bem estar. A comida era a mesma do patrão, as roupa eram boas, mesmo sendo usadas, boa coberta e atendimento de saúde pelo próprio médico da família. Dinheiro não tinha utilidade, pois nada havia para se comprar. Foi realmente um outro mundo".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda o prazer.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esta conversa com o Galo Velho, contando que se trabalhava por prazer, faz lembrar outras atividades que também não eram remuneradas, e muito melhor desempenhadas que as de hoje em dia. Meu Pai foi vereador em Camaquã por três ou quatro administrações, e nada recebia em troca de seus serviços, que desempenhava por amor ao seu partido político, o PL, Partido Libertador. Os jogadores de futebol também nada recebiam, e seus esforços eram por amor aos seus clubes. Fico me perguntando se o dinheiro "engoliu" os ideais. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-8585475863591307230?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/8585475863591307230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/10/boletim-56.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/8585475863591307230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/8585475863591307230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/10/boletim-56.html' title='Boletim 56'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-3439589034891926385</id><published>2010-10-15T18:21:00.000-07:00</published><updated>2010-10-30T09:41:02.304-07:00</updated><title type='text'>Boletim 55</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Fazenda da Quinta - 2ª - A sede.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ela foi construída na segunda metade do Século XIX, por meus tetravôs, João Luiz Pereira da Silva e Faustina Maria Centeno, caracterizando-se pelo estilo colonial português, coberto com telhas portuguesas, com a frente para o poente, tendo na fachada uma só porta de entrada, e sete janelas. As paredes são largas, construídas com tijolos em formato duplo, ou seja, quadrados, com 50cm x 50cm. Quando de uma das reformas, colocaram na sua frente, esquina sul, um marco de sesmaria "fincado" na própria calçada, que na fotografia é visível à direita da foto. Estes marcos serviam para as demarcações das propriedades, quando não haviam inventado o aramado, e pesa cerca de uma tonelada, possuindo quatro metros de comprimento, e 50 cm de diâmetro, sendo que na cabeça está entalhado um anel, na própria pedra. No mesmo alinhamento da casa, distante vinte metros, foi construído um grande galpão, constando de dois quartos, sala e banheiro, destinados aos visitantes não familiares, possuindo ainda ampla garagem, que era abrigo das carruagens, e mais três quartos para empregados, com salão, fogo de chão e cozinha. Atrás de tudo isto ficava o lindo arvoredo, com cerca de dois hectares. É necessário dizer que hoje tudo está em ruínas, fazendo lembrar os velhos castelos europeus, onde os proprietários não tinham como mantê-los. Glades Pereira da Silva vendeu a Fazenda da Quinta para a tradicional família camaquense, Bezerra Netto, que nela não reside, e mantém habitável apenas uma casa confortável, construída nos fundos, pela própria Gladis, que foi a primeira a abandonar a grande sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 225px; DISPLAY: block; HEIGHT: 167px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530490043456644370" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TMA_ZIoRZRI/AAAAAAAAAEk/9uJ-v71jIOs/s200/fazenda+da+Quinta+-+aaa+-+bb.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Uma noite de inverno.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi neste galpão da Quinta, que ocorreu um fato marcante em minha vida. Cinco horas da madrugada lá chegava, para pedir uma caçada de marrecão. Dirigia a fazenda minha prima Glades Terezinha, filha do Cel. Sylvio Luiz Pereira da Silva, e que certamente àquela hora estava dormindo. Não era meu propósito acordá-la, queria apenas avisar que iria caçar, então, com o minuano "assobiando", e tiritando de frio, não tendo encontrado alguém acordado, procurei pelo fogo de chão do tradicional galpão, onde para minha surpresa, além de não ter fogo, nem mesmo tinha lenha para "prender um lume". Rezei pelos meus ancestrais, prometendo a eles que no Galpão do Galo Velho, desmembrado daquele galpão ali, jamais iria faltar lenha, e que o fogo também nunca apagaria. Estou cumprindo com minha oração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;A lenda do chimarrão.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já escrevei, tudo que é velho tem suas baldas, e quanto mais velho então, como é o caso do nosso chimarrão, passa a ter lendas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Cansado com as andanças da tribo, um velho índio reusou-se a seguir com ela. A mais jovem de suas filhas, chamada Jary, decidiu permanecer junto dele, vendo seu amor , Pery, perder-se na curva do mato, com o restante da tribo. Certo dia entrou na taba um estranho pagé, que sabendo do gesto da jovem índia, tentava uma recompensa por sua atitude fraterna. Perguntou a ela o que queria para ser feliz, mas ela permaneceu em silêncio nada pedindo. O velho índio respondeu em seu lugar: "quero renovar minhas forças, para retornar à minha tribo, levando minha Jary, para junto de seu noivo Pery". O pagé entregou então ao velho, uma planta de cor muito verde, chamada "caá-y", ensinando aos dois como plantá-la, colher suas folhas, secá-las ao vento, para depois triturar, fazendo com ela uma infusão reconfortante. Em pouco tempo o velho índio renovou suas forças, retornando à tribo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A bela índia Jary ao passar de duas luas, reencontrou a tribo, e nela seu grande amor, que persiste ainda hoje, nos constantes beijos que ofertamos em nossas bombas do chimarrão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;O ócio!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No último fim de semana, mais precisamente sábado passado à noite, me encontrava no galpão sismando com os negros velhos da beira do fogo, quando ali entrou cheia de alegria a Eunice Machado, que pescava com meus netos no açude. Plena de vida disse que iria fazer um espinhaço de ovelha com pirão, para a turma "das casas". Ora, seriam mais de dez pessoas, e fiquei pensando exatamente o quanto de trabalho ela teria pela frente, e sozinha na lida. Mais que tudo admirei o amor que habita em seu coração. Lembrei de uma dos ensinamentos da minha Ordem Maçônica - "O ócio é um dos vícios que destrói a alma humana". Incontestável. Acrescento mais: a mente estará tão descansada, quanto mais cansado estiver o corpo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-3439589034891926385?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/3439589034891926385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/10/boletim-55.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/3439589034891926385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/3439589034891926385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/10/boletim-55.html' title='Boletim 55'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TMA_ZIoRZRI/AAAAAAAAAEk/9uJ-v71jIOs/s72-c/fazenda+da+Quinta+-+aaa+-+bb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-6068294752168863724</id><published>2010-10-06T10:38:00.000-07:00</published><updated>2010-10-27T04:52:04.365-07:00</updated><title type='text'>Boletim 54</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fazenda da Quinta - 1ª - Origem.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Fazenda da Quinta foi desmembrada da Sesmaria Flor da Praia, quando Faustina Maria Centeno, filha do Sargento-Mor Boaventura José Centeno e de Dona Antônia Joaquina Gonçalves da Silva, irmã do Gal. Bento Gonçalves, recebeu como herança, mais de dez mil hectares de campo. Faustina veio a casar com o português João Luiz Pereira da Silva, um experto na arte da enxertia, que construiu um pomar tão grande e perfeito, que deu nome à Fazenda da Quinta. Transmito uma idéia do que foi este pomar. Sob a ramada do parreiral, percorria-se um longo caminho, até chegar à taipa do açude, onde havia um excelente local de banho, e pescaria. Dos dois lados deste parreiral, desenvolviam-se as mais diversas espécies de árvore frutíferas da região, onde também conheci alguns pés de café e algodão. O velho tear também é de minha lembrança, onde se confeccionava o tecido para as peças de roupa, já que na época não havia ovelha na região, e o café ali não chegava. Não é preciso dizer que ambos eram de péssima qualidade, e pouca produtividade, devido às geadas. Conheci também um imenso pé de pinheiro, que chamavam de pinheiro imperial, mas não sei dar sua origem. As palmeiras imperiais eram abundantes, e ainda hoje existem na região, alguns de seus "filhos", que vieram procedentes do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Do casamento de João Luiz com Faustina conhecemos dois filhos - Boaventura Luiz Pereira da Silva, que com Izabel Eufrásia, neta do Gal. Bento Gonçalves (aquela gente viajava muito pouco) , teve um filho chamado de Cel. Boaventura Luiz, chefe do Estado Maior do Gal. Zeca Netto, e pai de Dona Izabel Silveira da Silva, casada com o saudoso amigo Dorval Ribeiro. O outro filho, foi Francisco Luiz Pereira da Silva, conhecido por Vô Chico, casado com Tereza(?) com quem constituiu dois filhos: Adolfo Luiz Pereira da Silva, casou com Anna América Centeno, que com ela teve quatro filhos: Thereza, casada com o primo Mário; Maria, com outro primo Lauro; Sylvio, com Morena e, Francisco Luiz, conhecido como Luizinho, com Ivone. A outra filha do Vô Chico foi Faustina, que casou com o Cel. Ney Xavier Azambuja, proprietário da Fazenda da Invernada, e tiveram treze filhos, mas sobreviveram apenas oito: Mário, que casou com a prima Thereza; Mariá, com Tito Paranhos Barcellos; Lauro, com Maria; Marieta, com José Olavo Fay; Ney, com Nilda Souza; Marcolina com Romeu Luiz Pereira da Silva; Cel. Dário, com Maria de Lourdes Vilamil e, finalmente Adolfo, que casou com Zilda Souza.&lt;br /&gt;No próximo tentarei dar a descendência deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sou originário dos dois galpões - Fazenda da Quinta e Fazenda da Invernada - que não tiveram suas histórias gravadas. Creio que poucas fazendas o tem. Assim vou me esforçando para que o passado não se acabe. Não esqueçam, o hoje, logo será um passado também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HÍSTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A hospitalidade gaúcha.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um dia de verão, em plena canícula do pós meio dia, quando até as aves calam seus cantos, e o gado busca o abrigo de uma sombra, o Cel. Ney Azambuja também buscava a sombra da frondosa figueira da Quinta. Estendendo a vista pela grande várzea, avistou o carroção toldado, tracionado por duas juntas de lerdos bois.&lt;br /&gt;- Imagina, disse o sisudo Cel., aquele pobre boieiro com todo este calor, sem buscar um abrigo para descansar. Vai lá Galo Velho, pelegueia o petiço, e manda aquele pobre cristão se chegar "pras casas". Avisa Sia Mosa que tem mais um peão para o almoço.&lt;br /&gt;Cumprida a ordem, o carroção retornou pelo trilho da estrada, mas ao parar junto da cancela da fazenda, desceu de dentro dele mais de dez homens. Era uma "turma de granja" para a moderna lavoura de arroz dos Irmãos Centeno, lá da Pacheca. Ao caudilho Cel. não restou outro recurso senão sorrir, e saudando o pessoal, pediu que passassem ao galpão, onde seria servido o almoço.&lt;br /&gt;- Galo Velho, volta na cozinha e diz pra botarem mais água no feijão, e leva um trago de canha e uns mates, pra acabar logo com a sede desta gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda a carreta de bois.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Reportando-me àquela carreta de bois, com a turma de granja, fiquei sismando na cena, que o modernismo apagou do cenário gaúcho. Apparício Silva Rillo retrata muito bem a carreta, num de seus mais lindos versos. Para não alongar, registro apenas dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foste a patrulha avançada,&lt;br /&gt;do batalhão do progresso,&lt;br /&gt;e na incerteza do regresso,&lt;br /&gt;ao passo lerdo dos bois,&lt;br /&gt;apontavas novas rotas,&lt;br /&gt;e nos rastro das cambotas,&lt;br /&gt;brotavam vilas depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velha carreta esquecida,&lt;br /&gt;desengonçada e capenga.&lt;br /&gt;Foste a maior andarenga,&lt;br /&gt;que o Rio Grande conheceu.&lt;br /&gt;quase a ninguém hoje importas.&lt;br /&gt;No museu das coisas mortas,&lt;br /&gt;o Progresso te esqueceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-6068294752168863724?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/6068294752168863724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/10/boletim-54.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/6068294752168863724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/6068294752168863724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/10/boletim-54.html' title='Boletim 54'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-610494567594525669</id><published>2010-09-28T05:46:00.000-07:00</published><updated>2010-10-27T04:51:34.580-07:00</updated><title type='text'>Boletim 53</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fazenda da Invernada - 5ª - "A periferia".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para concluir a história da Invernada, que na verdade não teria fim, finalizo descrevendo sua periferia. Um verdadeiro banhadal, transitável só por carroças e principalmente por cavaleiros, que eram os grandes "andantes" da época, até chegarem na grande coxilha, onde ficava a sede da fazenda. Então a fauna e a flora estavam intocadas, e só aos olhos de quem assistiu, para ainda hoje se extasiar com aquelas distantes imagens. Bandos e mais bandos de tahãs, com seus gritos alucinantes, dia e noite. Depois todo o tipo de animal, que hoje estão quase extintos - veados, com suas galhadas, porcos do banhado, que eram caçados à laço pelos campeiros. Jacarés, "às pampas", assustando os banhistas do açude perto das casas. Não me lembro de cobras venenosas, pois parece que elas não gostam de terrenos úmidos. Bandos de colhereiros, com seus voos desengonçados, cor de rosas, silenciosos, mas majestosos. Maçarico Real, que hoje não se vê mais, mas costumavam pousar nas cabeças dos mourões dos aramados. Revoadas de Marrecões da Patagônia, marrecas de todos os tipos, aves abundantes, enfeitando terra e céu. Uma estrada formada por dois trilhos, alagados, no "chape-chape" do andar das cavalgaduras. Uma vida sem pressa. Um tempo lindo e comprido, que pertenceu a uma gente, que não temia pelo amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A varanda e a "parrilla"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Finalmente dia 26 passado foi inaugurada, lá no Galpão do Galo Velho, a varanda e a "parrilla", pelo meu filho Luis Mário, vulgo "Castiano". Por sugestão da Anamiss estou anexando as fotos, que ela diz, acertadamente, fazerem parte da história, e eu afirmo mais, "encurta o escrever". Além do escrevente e a sua Jane, de 52 anos de bela vida matrimonial, lá estavam o Rubem Carlos Serafini Machado com a sua "expedita" Eunice, além do Luis Mário com a sua amada esposa Majô, e o filho mais moço, o pescador e campeiro Ramiro. A filha mais velha deles, Roberta, a pianista e cantora, ficara em Camaquã, curtindo uma festa de aniversário, e já tomando conta da casa. Que coisa linda!&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 315px; DISPLAY: block; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523030047608673298" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TKW-kOeGFBI/AAAAAAAAAEM/X945RmPqJ8Q/s200/DSC01637.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Grupo clicado pelo Rubem Machado&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 315px; DISPLAY: block; HEIGHT: 236px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523022716906830114" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TKW35hek-SI/AAAAAAAAAEE/AidV10B2uJQ/s200/DSC01652.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;O grupo clicado pela Eunice Machado&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A terapia do abraço.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta não é bem uma história, pois está aí na intenet, e me chegou às mãos pelo Irmão Eduardo Huber.&lt;br /&gt;Pois é, durante muito tempo estivemos a procura de alguma coisa que nos rejuvenescesse, que prolongasse nosso bom humor, que nos protegesse contra as doenças, que curasse nossa depressão, e nos aliviasse do estresse.&lt;br /&gt;E encontramos!... o remédio já havia sido descoberto e já estava a nossa disposição. E continua ao alcance de nossas mãos. E não custa nada.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É o abraço!&lt;/strong&gt; O abraço é milagroso. É medicina realmente muito forte. O abraço, como sinal de afetividade e de carinho pode nos ajudar a viver mais tempo, proteger-nos contra doenças, curar depressões, fortificar os laços conjugais e familiares. O Abraço é um excelente tônico. Hoje sabemos que a pessoa deprimida é bem mais suscetível à doenças. O abraço diminui a depressão e revigora o sistema imunológico da pessoa.&lt;br /&gt;O abraço injeta nova vida nos corpos cansados e fatigados, e a pessoa abraçada se sente muito mais jovem e vibrante. O uso regular do abraço prolonga a vida, sara a depressão e estimula a vontade de viver e crescer na vida. Não há como dá-lo, sem ganhá-lo de volta!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Recebam o Abraço do Galo Velho!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Paciência.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pois fiquei matutando nela. &lt;strong&gt;Paciência&lt;/strong&gt; é uma qualidade de quem é bom. Digo mais, é o primeiro degrau da felicidade. O paciencioso é um ser esperançoso, pois não conheço nenhum que seja pessimista. Ele tem a propriedade da resignação, ou seja, aceita os reveses da vida, na paciência de que tudo passará. Nada melhor que um dia depois do outro. Pensem nos velhos ditados: "A pressa é inimiga da perfeição" e, "De vagar se vai ao longe". Certamente ninguém lhes dá mais os devidos valores, só os velhos como eu. Assim fico assistindo os apressados de hoje, ou impacientes de hoje, correrem adoidados, na busca de alguma coisa, que nunca perderam. Não perderam em lugar algum, e o pior, não sabem, que tudo está dentro deles mesmos, bem ali, onde mora o Criador de Todas as Coisas. Pensem mais - nas mortes dos apressados no trânsito, e nos apressados no acelerar os batimentos cardíacos. Vamos ficar calmos, pacientes, esperançosos, resignados. Parece ser muito difícil, mas não é. Afirmo, até mesmo, que é muito fácil. É só "matutar".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-610494567594525669?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/610494567594525669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/09/boletim-53.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/610494567594525669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/610494567594525669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/09/boletim-53.html' title='Boletim 53'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/TKW-kOeGFBI/AAAAAAAAAEM/X945RmPqJ8Q/s72-c/DSC01637.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-7258492829926545093</id><published>2010-09-21T14:52:00.000-07:00</published><updated>2010-10-27T04:51:04.600-07:00</updated><title type='text'>Boletim 52</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fazenda da Invernada - 4ª - "A roda do mate".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vocês não fazem idéia de como se mateava naquele tempo. O primeiro deles era na madrugada, pois a gente deitava "com as galinhas". Sem luz, no escuro, nada o que fazer, além de filhos. Depois vinha o mate do "tira fome", às onze horas da manhã, e se o tempo estivesse ruim se mateava o dia inteiro, mas o mais disputado era o mate do "entardecer", quando a grande família se reunia na frente da casa, num pátio bem varrido, sob a ramada de uma figueira. O mate corria solto pela direita, servido pelo cevador, numa grande chaleira de ferro, com água fervendo. Fervendo mesmo, não há exagero, sou testemunha, pois "tocava" aos guris fazer a troca das chaleiras. Custei a descobrir o porquê - era para "espantar" as mulheres e os jovens da roda do mate! Machismo minha gente. Como havia machismo naquele tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda as conversas com o Galo Velho.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Recordo de uma conversa com o Galo Velho, quando perguntei da sua origem paraguaia.&lt;br /&gt;"Meu pai era paraguaio. Eu nasci na Fazenda da Invernada, onde ele se juntou com uma querida negra de nome Maria, de quem eu nasci. Só sei contar o que ouvi dele nas rodas galponeiras, que eram histórias de tristezas. A gente sabe que se nosso tempo está difícil, o dele foi muito mais. Ele contava das muitas lutas, e do ódio tirano que reinava entre a gauchada da época, quando os homens mais se paravam no campo de batalha, do que junto de suas famílias. Então o assunto era como se morria, e como se matava. Meu pai veio como escravo para a Fazenda do Cristal, dos filhos do Gal. Bento Gonçalves, quando da tomada de Uruguaiana pelas tropas imperiais brasileiras. Sendo aprisionado ele passou a escravo do conquistador, como era hábito naquele tempo. Naquela luta ele perdeu a primeira mulher, que ali lhe acompanhara, e dizia que não tivera filhos com ela. Lembro que ele era um homem triste, mesmo tendo um patrão amigo como o Capitão Ignácio Xavier Azambuja, que o comprara dos Gonçalves. Agora parece que a vida está mais amena, as revoluções terminaram, e o ódio político chegando ao fim, permitindo que a gente atenda melhor o serviço e a família".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O primeiro aramado de Camaquã.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta história me foi contada pelo Tio Dário Silva Azambuja, quando de uma visita que fez ao Galpão do Galo Velho. Procurei o registro do acontecido nos livros, mas ainda não encontrei. Sei que lá está gravado, já que os "causos" galponeiros, assim como as visitas, estão ali escritos. Bem, meu Tio Dário contou que o primeiro aramado que se tem notícias em Camaquã, foi na Fazenda da Flor da Praia, quando de propriedade do caudilho Gal. Zeca Netto. Não confundir com o Gal. José Antônio Netto, lá da Revolução Farroupilha e bageense, que era tio daquele. Estou falando do pai do Senhor Florisbelo Netto conhecido como Belinho, pai do José Cândido de Godoy Netto. Certamente mais uma bela fazenda sem história. Escrevam a história de vocês, não deixem as coisas morrerem! Mas voltemos ao tal aramado. Ele foi executado pelo cidadão Taborendengui. Receio errar até mesmo seu nome, que era de um capitalista, que "cruzou" por Camaquã, quando aqui foi sócio de Hildebrando José Centeno, numa grande charqueada, lá nas margens do Rio Camaquã, onde trabalhavam mais de quinhentos homens. Esta história também não está escrita. Contar história é uma coisa, outra coisa é escrever a história.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As intenções.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O título me faz reportar as orações, que a maioria dos cristãos, executa "nas intenções" aos seus santos favoritos. Por vezes são intenções ao Santo Antônio, o santo casamenteiro, dando vez a mil e uma intenções. Coitado do fiel. Fica rezando, na certeza que "alguém" está lhe ajudando, quando na verdade quem deve se ajudar é o próprio fiel. Não importa nossas intenções, o que importa são nossas ações. Recordo do meu tempo de jovem, quando ajoelhado junto ao Padre Walter Hanquet, confessava meus pecados: "padre pequei por pensamentos, obras e ações". Santo Deus de Misericórdia, quanto às minhas obras e ações eu sei responder por elas, mas meus pensamentos! Quanto pecado! Imperdoáveis, portanto, não mereço o céu. Pois ainda hoje, já velho, pratico "A Prova Quádrupla" do Rotary, onde está escrito: (do que pensamos, dizemos e fazemos) - 1º - É a Verdade? 2º - É Justo para todos os interessados? 3º - Criará Boa Vontade e Melhores Amizades? e, 4º Será Benéfico para todos os interessados? Bem, aí a coisa não é tão material, nos projetando ao terreno espiritual, mas aqueles meus pecados, "por pensamentos", eram materiais sim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-7258492829926545093?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/7258492829926545093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/09/boletim-52.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/7258492829926545093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/7258492829926545093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/09/boletim-52.html' title='Boletim 52'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-5538436771022290817</id><published>2010-09-12T13:42:00.000-07:00</published><updated>2010-10-27T04:49:28.710-07:00</updated><title type='text'>Boletim 51</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fazenda da Invernada - 3ª - "Café da manhã".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A mesma mesa do jantar, agora no horário das 8 horas. Os homens encilharam na madrugada, levando seus "fiambres" para o almoço. O velho caudilho não encilhava mais, ou melhor, só não encilhava os cavalos. O café era farto, como se prezava em fazenda rica. Pão caseiro, broa de milho, bolo e batata doce. Bolacha égua, que ali chegava em barricas, e alguns biscoitos caseiros. O leite vinha fervendo lá da cozinha, junto com o bule de café preto. Então, eu tirava aquela nata que se forma sobre o café com leite, quando o tirano perguntou, o que eu estava fazendo. Disse que tirava a pequena nata, mas ele insistiu, perguntando se eu gostava de nata. Descobri depois de tinha uma prima "mexeriqueira", que nos entregava ao velho. Dei uma resposta evasiva, que não me importava muito com a nata. Ele calou, e o café terminou tranquilo. Ao sairmos ele me chamou. "Lavou a boca hoje de manhã?". Sim Vovô. "Então abra a boca para eu conferir". Foi o que fiz, quando entrou uma colher cheia de nata na minha boca, e nos meus ouvidos - "Coma para aprender!" Claro que não aprendi, pois 70 anos passados ainda detesto nata. Mas, aprendi obediência e respeito, coisa que os jovens de hoje desconhecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As carreteadas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Já falei em outro boletim, o quanto a Fazenda da Invernada, e mais ainda a Fazenda da Quinta, ficavam distantes da Vila do Duro, por tal, eram abastecidas da Vila da Pacheca, que recebia mercadorias de Rio Grande, onde moravam meus bisavós, e também de Pelotas. Muitas vezes vi o carroção toldado, tracionado por duas juntas de bois, sair em viagem, quando além do boeiro sentado na boléia, vinha um peão a cavalo com aguilhada comprida, cavalgando ao lado. Imaginem que as fazendas mandavam, por um "próprio", os seus pedidos aos parentes de Rio Grande, já que lá residia o vovô Ignácio Xavier Azambuja. Estas cartas eram transportadas em barcos a vapor, que vinham à Pacheca buscar lenha, da mataria do Rio Camaquã, o grande "combustível" da época. Pacheca era uma vila muito mais próspera, que a própria Vila do Duro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Meu amigo Claudio Roberto Ribeiro (&lt;a href="mailto:claudioribeirors@brturbo.com.br"&gt;claudioribeirors@brturbo.com.br&lt;/a&gt;) contou-me sua história, que nunca imaginei fosse tão campeira. Hoje um homem realizado, chefe de uma linda família, integrado na nossa sociedade, aposentado do BB, e principalmente avô do "colorado" Theo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O isqueiro matou o 'fósfro', e a luz matou o isqueiro. Os caminhões mataram as tropas, e a saudade matou o tropeiro!" (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"O corredor das Tropas".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Começa a chegar a Semana Farroupilha e, mais uma vez, sinto-me meio deslocado, menino de cidade.&lt;br /&gt;Morei a poucas quadras do "Corredor das Tropas", caminho que faz a ligação entre o Bairro das Três Vendas e o Porto de Pelotas, onde estavam localizados os matadouros dos grandes frigoríficos - Swift, Anglo, Armour. Em outras palavras: o caminho entre o Hipódromo da Tablada e o Solar da Baronesa, no Areal.&lt;br /&gt;Vi passarem tropas tão grandes que a gurizada sentava-se à beira da estrada para assistir.&lt;br /&gt;Muita poeira, muito barulho de casco, latido de cachorro, gritaria de gente e... muito mugido triste.&lt;br /&gt;O cheiro doce/podre nos locais de matança é algo que adere ao nariz e à memória.&lt;br /&gt;Também trabalhei numa ferraria, ferrando cavalos, batendo malho pra fazer os aros das rodas de carroça. Pata do animal apoiada no meu joelho, muito casco aplainei (que fedor!) pra colocar as ferraduras ainda meio quentes. Lembro das ferraduras fininhas para os cavalos parelheiros...&lt;br /&gt;Também ajudei o verdureiro da chácara que ficava na frente da nossa casa. Encilhei muito cavalo para a carroça/charrete do reparte.&lt;br /&gt;Meu pai foi motorista de estancieiro, motorista de "barraca" de lãs. Menino, antes do primeiro emprego formal aos quatorze anos, fui muito para Bagé, Hulha Negra, Pedras Altas, Herval... Temporadas invernais em lugares que até Deus duvida que tenha criado... Muito galpão, muitos cavalos... e todo tipo de comida à base de carne de ovelha. Meu Deus, como tem ovelha no mundo!&lt;br /&gt;"Desculpem, não tive tempo de ser gaúcho."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Querência dos Poetas Livres&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pois vou falar de um movimento campeiro. Diferente de todos os demais, sem fugir da cultura de nossas tradições. Apenas quatro reuniões anuais, em meses estabelecidos e nas terças feiras à noite, começando as 20hs e terminando as 23hs impreterivelmente. No rancho ou galpão de um parceiro, com a janta e bebida "patrocinada" por três Parceiros. Tudo na simplicidade do gaúcho, comida campeira, chimarrão, ceva ou vinho dependendo da temperatura ambiente. Não temos tesoureiro, pois dinheiro e mulher são os maiores problemas gaúchos, entretanto, as esposas dos Parceiros, também chamadas de Parceiras, participam ativamente. Não temos Regimentos, apenas 12 artigos de um Regulamento, sem outra obrigatoriedade que a moral e o respeito. Nem mesmo somos obrigados da frequência, vai quem gosta e quer.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-5538436771022290817?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/5538436771022290817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/09/boletim-51.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5538436771022290817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5538436771022290817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/09/boletim-51.html' title='Boletim 51'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-3649062229816909420</id><published>2010-08-28T10:30:00.000-07:00</published><updated>2010-10-27T04:48:16.597-07:00</updated><title type='text'>Boletim 50</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fazenda da Invernada - 2ª - "Sala de jantar".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma grande mesa oval, numa sala retangular, com três janelas para um pátio interno, e iluminada com três lampiões aladim. Na cabeceira o vovô caudilho Ney Xavier Azambuja, depois por ordem hierárquica (afinal aquilo era um quartel), até a outra cabeceira, onde sentavam os piás, pobres piás. Tudo começava com o retumbo de sua voz: "Na mesa se come, na sala se conversa e na cama se dorme". Vai dormir com um barulho destes! Ninguém podia abrir o bico, principalmente os piás, algum mais velho ainda passava. Cozinheira e camareira tinha "às pampas", mas o serviço na mesa era também por ordem hierárquica, e quando a costela chegava no prato dos piás, já estava fria. E naquele silêncio sepulcral, o piá não tinha como se socorrer da "mamãe", era tudo com ele, naquele garfo e faca tão grandes. As refeições eram demoradas, num ritual salutar e de respeito, numa mesa que nunca baixava de quinze pessoas. Quando então numa mesa de café - mas isto é assunto para o próximo boletim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Matutei &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;no Galpão do Galo Velho&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Uma madrugada muito fria, como só o gaúcho sabe apreciar o frio, fez aproximar meu banco pra perto do fogo forte, sorvendo o amargo do meu mate e soltando o pensamento, na várzea do passado. O silêncio bom me envolveu, e são momentos em que a gente se sente solto, como no lombo do cavalo, galopando ao vento. Então um pressentimento me disse que não estava só, e que um diálogo flutuava no ar, na busca de uma aproximação. Tantos que se foram, que fica difícil uma identificação, mas fica a paz e o sentimento bom da calma, que compassou o bater do meu coração. É preciso amar. Não só o meu próximo conhecido, mas até mesmo aqueles que me foram desconhecidos, e que partiram, estando no aguardo de um breve encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Cel. Ney Xavier Azambuja.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O sobrenome Azambuja, provém da vila de Azambuja, em Portugal, que é cabeça de conselho, localizada no distrito e patriarcado de Lisboa, pertencendo à comarca de Cartaseo. Era abundante na região uma árvore de boa madeira, chamada de "zambujo".&lt;br /&gt;O Cel. Ney descende desta tradicional família, e nasceu na Fazenda da Invernada no dia 25 de agosto de 1865, filho de Ignácio Xavier de Azambuja e de Marcolina de Jesus Centeno. Era ainda tataraneto do capitão Francisco Xavier de Azambuja e de Rita de Menezes, que era filha de Jerônimo de Ornelas Menezes e Vasconcelos, proprietários da sesmaria que deu origem a Porto Alegre.&lt;br /&gt;Casou o Cel. Ney em primeiras núpcias com Faustina Centeno Pereira da Silva, proprietária da Fazenda da Quinta, pois era irmã de Adolfo Luiz Pereira da Silva. Deste casamento surgiram 13 filhos, mas só oito sobreviveram - Mário, casado com a prima Thereza; Marieta, casada com José Olavo Fay; Mariá, casada com Tito Paranhos; Lauro, casado com a prima Maria; Ney Filho, casado com Nilda Souza; Dário, casado com Lourdes Vilamil; Marcolina, casada com Romeu Luiz Pereira da Silva, e Adolfo, casado com Zilda Souza. O Cel. Ney teve como irmãos - Estácio, radicado em Bagé e seu companheiro de revolução, Amália, Palmira, Caio, Cândido, Nelson, Hipólita, José e Marcolino. (aquela gente não tinha outra coisa que fazer...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda a Fazenda da Invernada.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pois ao voltar ao passado tão distante, fico buscando conclusões, do que ficou plantado dentro de mim, com aquela educação tão rígida. O velho austero, rude, azedo, e as vezes mal educado caudilho, Cel. Ney Xavier Azambuja, era um homem de escondida ternura. Afirmo isto porque quando das nossas despedidas, a emoção tomava conta daquele homem duro, e as lágrimas escorriam pelo enrugado de sua face, e mesmo sem ofertar um beijo ou um abraço, externava a dor da partida, por aqueles a quem amava. Então se hoje cultivo a virtude da humildade, do respeito e da ordem, tenho de agradecer aos momentos difíceis de uma infância, passada ao lado daquele caudilho, que não aprendi a amar, ou não me deixou amá-lo. Resta o reconhecimento de gratidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-3649062229816909420?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/3649062229816909420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/08/boletim-50.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/3649062229816909420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/3649062229816909420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/08/boletim-50.html' title='Boletim 50'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-7433075743917047345</id><published>2010-08-21T03:59:00.000-07:00</published><updated>2010-10-27T04:47:44.013-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fe'/><title type='text'>Boletim 49</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fazenda da Invernada - 1ª - "Sala de visitas".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um passeio lá por 1940, quando eu teria meus sete anos. A sala enorme, que só era enorme para as crianças como eu, era local dos "serões" da grande família, pois meu avô Cel. Ney Xavier Azambuja fizera treze filhos na bendita Vovó Faustina, que não cheguei a conhecer, já que aquela gente morria muito cedo, ainda mais dando tanta cria. Então o velho caudilho, que nem era tão velho assim, só para os olhos da criança que habitava em mim, após o jantar sentava "patronalmente" num canto, e na sua esquerda os sofás de couro abrigavam os filhos e pessoas mais velhas, enquanto na direita, algumas cadeiras duras abrigavam os vários piás como eu. "Sentem aqui, para ouvirem os mais velhos falarem, e aprenderem alguma coisa" era a voz dura do tirano. Ora Santo Deus, o velho cometer aquela heresia, justamente naquela noite de luar, com o açude ali pertinho, pedindo uma pescaria, e a gurizada naquela imobilidade, ouvindo histórias, que hoje lamento não ter escutado. As mulheres tinham sua roda no outro canto da sala, tricotando e falando da vida alheia como ainda hoje o fazem, ouvindo o velho caudilho dizer - "as criança menores tem de ir para a cama, pois esta é a hora de vocês descansarem". Um baita conselho, mas tinha criança menor, que não era menor, e não costumava dormir àquela hora, mas Deus o livre, como contrariar aquele azedume! Bueno, o que vocês tinham de assistir era o ocorrido na mesa de refeições, mas isto é história para o próximo boletim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda a reforma.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As coisas demoradas é que são boas. Olhem só aqueles namoros compridos, as longas refeições, e os passeios com as rédeas no chão, mas principalmente a "longa vida", quando se tem boa visão de um horizonte grande, que ficou para trás. Então, a reforma do Galpão do Galo Velho por demorada está linda de viver. Lembram quando contei que "entrou luz no galpão"? Pois outro dia me dei conta que a luz continua a entrar no galpão. O Luis Mário colocou algumas telhas de plástico transparente no teto novo, e a luz, que foi deus no antigo Egito, purifica o chão, esparramando o brilho do Sol e das estrelas celestes. Vocês verão. No verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Caminheiro - &lt;/strong&gt;O amigo João Moacir Ferreira(&lt;a href="mailto:jmoacir@viavale.com.br"&gt;jmoacir@viavale.com.br&lt;/a&gt;) é o autor dessa história.&lt;br /&gt;Seria um baile qualquer. No interior, era assim, bem perto da estrebaria, retirava-se o milho, formava-se uma sala e com o espargir das gotas de velas de cera, as tábuas ficavam cada vez mais lisas. O Gaiteiro um mulato preguiçoso, num canto, dormia sobre o teclado de uma gaita piana. Lá longe, no vivenciar caprichoso da serra, um cachorro disfarçado de gente, uivava para sentir o seu latido, vibrar entre os montes.&lt;br /&gt;Foi quando Ela entrou salão adentro, viva, lépida, faceira. E eu com um jeito de cachorro desconfiado, fui a seu encontro, mais tarde, agarrado a sua cintura, conduzia a leveza daquele vestido de chita, sonhando um dia, tê-la para mim, eternamente minha.&lt;br /&gt;Foi quando o Mulato Juvêncio gritou para o salão inteiro:&lt;br /&gt;- Marca das Damas Pessoal! Separem-se os pares. Os homens para um lado e as mulheres para o outro!&lt;br /&gt;Cada taura foi-se, então para um canto. Silêncio geral no salão. Um cachorro sardento e magro, adentrou no salão e saiu-se esganiçando porta a fora, atiçado por uma ponta de bota. E eu ali, olhando aquela pinguancha, mais ao lado, linda e maravilhosa, separado dela, eu sabia, mas por apenas alguns momentos. Sabia eu, que seria sua escolha, naquela Marca das Damas. E foi o sanfoneiro, abrir a gaita que lá veio ela, linda faceira... uma deusa! Mas, de repente, não sei como foi, ela passou por mim e foi-se com outro... que a levou em seus braços. Estava ainda mais linda! E eu ali quedei-me a um canto, sentindo o fel amargo do desengano. Saí, porta a fora, escutando o farfalhar ainda das saias rendadas, rodando pelo salão.&lt;br /&gt;E eu, parti noite adentro, sem saber onde ir.&lt;br /&gt;Por isso, sou o que sou, até hoje, um caminheiro de destino incerto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Cérebro e a Mente.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Certamente não seria eu a pessoa abalizada para escrever este artigo. Ele deve ser escrito por meu primo, Ney Artur Azambuja, que lida diariamente com um cérebro aberto, vencendo a morte, mas se apoiando além da sua habilidade médica, na força de vida que ali habita, origem de nossas existências. "No princípio era o verbo, e o verbo era Deus" está lá nas Escrituras Sagradas, portanto, o Supremo Criador habita no centro da palavra, localizada em algum lugar do cérebro, que só o Ney Artur sabe. Gostaria de conhecer mais, comunicar mais, mas minha ignorância me obriga a calar. Fica a mensagem, para que alguém me conteste, ou me ajude, já que desejo minha mente limpa e pura, quando chegar a hora de "um até breve" para vocês todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-7433075743917047345?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/7433075743917047345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/08/boletim-49.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/7433075743917047345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/7433075743917047345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/08/boletim-49.html' title='Boletim 49'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-1841125548940580535</id><published>2010-08-15T17:23:00.000-07:00</published><updated>2010-08-29T08:08:44.390-07:00</updated><title type='text'>Boletim 48</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As suposições.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outro dia prestei atenção no diálogo de dois amigos, quando por mais de dez minutos de conversa, só fizeram &lt;strong&gt;suposições.&lt;/strong&gt; Nossa imaginação é fantástica, capaz de nos levar ao infinito dos pensamentos. Nossas mentes são incomensuráveis, e é fácil supor o que se passa com quem está envolvido em problemas. Os dois amigos ficaram "novelando" a vida de um outro conhecido, apenas fazendo suposições. Não chegaram em lugar algum, perdendo tempo e na maioria das vezes fazendo injustiças, com aquele que não conseguia resolver seu problema. Assim acontece com as criaturas, que nada tendo o que fazer, ficam "falando da vila alheia", sem embasamento algum, e sem nada de concreto no pensamento, apenas supondo... Vamos fixar nossas mentes nas coisas positivas, reais, e vamos buscar a &lt;strong&gt;verdade&lt;/strong&gt; a cada instante, no encontro final com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sexta feira treze de agosto!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pois foi nesta bela noite, que o Galpão do Galo Velho enfeitou seu "etéreo", com as boas emanações das mentes sadias de meu irmão, primo José Vitor Centeno Rodrigues e sua esposa Helena Maria. Ao som da afinada corda prima de seu violão, ele cantou e encantou duas horas daquela noite fria, iluminada pelas labaredas do forte fogo, alimentado pela Helena Maria. O galpão ainda no osso de uma grande reforma, que o meu Castiano promove, já relatada no boletim anterior, se alegrou e despertou os negros velhos, que ali dormem a noite grande da Invernada do Esquecimento. Momentos como este são os que gosto de gravar, para aqueles que virão depois, no registro de uma história que ali não terá fim.&lt;br /&gt;Que o Grande Arquiteto do Universo ilumine o caminho destes meus dois primos, não permitindo que se percam nas encruzilhadas da vida, e que tenham Saúde, Saúde, Saúde.&lt;br /&gt;São as preces do Galpão do Galo Velho.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma conversa com o Galo Velho, muito tempo atrás&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;-Galo Velho tu és feliz?&lt;br /&gt;-Sou feliz. Tenho uma boa companheira, um rancho limpo e honesto e não me falta comida.&lt;br /&gt;-Mas não te falta mais nada?&lt;br /&gt;-A felicidade nunca será completa. Sei que me falta muito, como sei que para o Patrão também falta. Primeiro tenho que reconhecer o muito que Deus me deu, principalmente a saúde. Sei que me falta um colchão novo, destes de mola que recém inventaram, mas tenho que me contentar com aquele de crina, feitio da Dona Selvina. Nem gosto de pensar no tal de rádio, com aquela voz linda, saindo de dentro daquela caixinha.&lt;br /&gt;-Então estás feliz.&lt;br /&gt;-Sim, e minha maior felicidade é apreciar a natureza sorrindo, ao nascer de cada madrugada, me sentindo solto no lombo do picaço campo à fora, quando me sinto dono de alguma coisa deste mundo grande. Não sei fazer conta menino, nem medir o tamanho das coisas, mas sei que dentro de mim existe um espaço imenso, como se um Construtor ali fizesse a sua morada. Sou feliz sim, principalmente por saber viver em paz com as outras pessoas, e se fosse um solitário, sem minha china, meu cavalo e meus amigos, seria então um homem muito infeliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Inverno brabo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em outro boletim do ano passado creio que fiz a mesmo consideração - que inverno brabo! Estamos com frio desde maio, e que frio! Até uma ceroula minha Jane comprou para me aquentar por baixo, e minha prima Ivette confeccionou na lã do tricot, umas polainas para aquecer minhas canelas. A bicharada anda quieta, e até o Atropelo, "cuiúdo" da manada do Luis Mário, anda relinchando baixo. Ainda não vi a geada, pois "larguei" das madrugadas, mas fico feliz ao relembrar de um tempo, que se cangava boi nas noites escuras delas, quando se quebrava geada nas poças d´água, e até no sereno da grama. Será que está voltando aquele outro tempo? Difícil, pois o tempo não dá volta, mas resta a alegria de que o Rio Grande do Sul desperta, "selecionando" os fortes e os bons, preparando ainda o terreno para a "sêmea" de uma lavoura livre das pragas e das doenças. "Inverno forte = lavoura forte", já diziam os nossos ancestrais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-1841125548940580535?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/1841125548940580535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/07/boletim-48.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/1841125548940580535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/1841125548940580535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/07/boletim-48.html' title='Boletim 48'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-1353326585773301505</id><published>2010-07-20T17:10:00.000-07:00</published><updated>2010-08-29T08:01:10.728-07:00</updated><title type='text'>Boletim 47</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Reclamação.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vamos primeiro identificar os propósitos destes boletins. Além da história de um tempo passado, princípios do meu NPHC, devemos pensar juntos nas coisas do nosso dia a dia. Hoje vamos refletir sobre RECLAMAÇÕES. Fico me questionando quantas faço por dia, e não consigo chegar numa conta, talvez vocês consigam. No trânsito então, quando estamos com o volante na mão, quantas fazemos? Será que estamos sempre com a razão? Então, com a esposa e os filhos, parece um desastre, onde muitas vezes não mostramos tolerância. Por falar em tolerância, quem admite opiniões divergentes? Depois de tantas interrogações vou fazer as minhas afirmações para não alongar, mas por favor, pensem nas de vocês. Só seremos educados, sábios, "velhos", quando aceitarmos as opiniões dos outros, mesmo que elas não nos convençam, sem tentar prevalecer as nossas. Até a opinião de nossos filhos que sabemos erradas, devem por vezes ser ouvidas em silêncio, para que possam refletir nos seus próprios erros, e mais tarde sim, tentarmos um diálogo amigável.&lt;br /&gt;Confesso que uma de minhas práticas atuais (talvez das últimas) é não reclamar mais. Tudo aconteceu quando passei a ficar surdo, concordando com as pessoas e me tornando mais amável. Pensem nisto, o que só irá fazer bem ao nosso viver com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A reforma.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vocês não irão acreditar. O Galpão do Galo Velho está "nos trinques", pois o Luis Mário se esmerou, superando a própria crise financeira. Um novo telhado de alumínio, leve, bonito e para sempre. Nova instalação elétrica, uma linda varanda, onde nos dias quentes teremos onde ficar, e no inverno servirá de estacionamente para nossos carros, descendo no seco quando das chuvas. A "alma" do galpão (pois quem não crê eu afirmo - galpão tem alma) continua a mesma na sua simplicidade, que é a essência das coisas verdadeiras. Faltam os cavaletes para os arreios, as cocheiras prontas para os cavalos do Ramiro e o pai Castiano, e por último a confecção de uma "parrilla", coisa de castelhano tchê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Zé Grande.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nunca ninguém soube ao certo o seu verdadeiro nome. Um José qualquer, mas um negro muito grande, de gestos calmos e seguro em suas atitudes e, um homem de confiança da Fazenda da Quinta. Ele construiu ao lado do Galpão do Galo Velho um rancho de leivas, coberto de santa-fé, onde criou uma grande família ao casar com Sia Antônia, tendo um filho que foi meu amigo de infância, o Pedro, dos muitos negros meus amigos, e ainda hoje tem duas de suas filhas morando na Vila da Santa Rita do Sul. Uma delas a Lilica ajudou muito a criar com carinho, meus filhos por muitos anos. Além da característica de bom atirador, primava pela maneira de falar por ser "meia língua" trocando o "r" pelo "l". Nos dias de marcação era ele que manejava o monte de marcas junto do fogo, e quando gritavam: "Olha a marca marqueiro". Ele respondia "Apelta manheiro". Nos dias de festa era o homem do churrasco, assando na vala de chão, e quando era hora de servir dizia: "Ta plonto. Mais clu come o tigue e véve goldo" .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda as reclamações.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Elas se confundem com impaciências e irritações. Por tal lembro de meu sogro e amigo Raul de Freitas Lima, que foi chefe do Correio e Telégrafos, quando dirigia mais de mil empregados da empresa. Pois se aposentou de uma quinta para uma sexta feira, sem um preparo psicológico, e foi um desastre total. Ficou dentro de casa azucrinando a família inteira. Eu era namorado da filha dele, a Jane, hoje minha esposa de 52 anos, imaginem quanto tempo faz. Lembro de certa feita estando na sala de visitas, lógico que com a sogra do lado "fiscalizando" o namoro, ele passou todo empertigado, e olhando para mim disse: "Luiz vou sair, pois tenho que dar uma bronca em alguém, e o primeiro certamente será o cobrador do bonde". Um verdadeiro crime premeditado, como dirão os juristas, mas testemunho que estes fatos ocorrem ainda hoje, e com frequência. Digam se não estou com razão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-1353326585773301505?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/1353326585773301505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/07/boletim-47.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/1353326585773301505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/1353326585773301505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/07/boletim-47.html' title='Boletim 47'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-1330076400236778830</id><published>2010-07-10T15:27:00.000-07:00</published><updated>2010-08-29T07:05:51.843-07:00</updated><title type='text'>Boletim 46</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A vida dos outros.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O que mais atrai a atenção na TV, e mesmo na vida real, é o que trata da vida dos outros. O que mais prende as pessoas são aqueles assuntos fortes, mais ainda os violentos. Tem um programa no canal 22 da &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Sky&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que só trata de &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;fofocas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, e certamente é o de maior audiência, focando a vida privada das pessoas, até mesmo batendo em seus quartos. Quando então se trata de um assassinato brutal, é um Deus nos acuda. Basta olharmos na &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;mídia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; o caso do &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;goleiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Bruno. Ninguém sabe quem é esta criatura aqui no Sul, mas já sabemos tudo de sua vida privada, e não olhamos para outra coisa. Mas por todos os profetas! Quando é que vamos cuidar de nossas próprias vidas? Certo que o exemplo dos outros nos dá referências de vida, mas será que só temos assassinos e desvirtuosos? Por toda esta &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;projeção&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; as pessoas passam a não temer a Deus, não respeitando seus mandamentos, e buscando nas suas &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;vaidosas&lt;/span&gt; imagens, a &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;telinha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da TV. Pensem nisto, enquanto fico assustado com a força, mal aplicada, da &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;mídia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;GALPÃO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda as marcações.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sou do tempo de puxar por baixo do &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;brete&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Ainda não haviam inventado os tais de troncos, que aqui para nós, foi uma das melhores invenções para campo. Só quem lida com animais grandes, mesmo mansos, sabe que na hora da dor ninguém fica quieto. Pois nos troncos modernos não há como se "&lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;reborquear&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;", e o serviço é feito tranquilamente. Agora imaginem a gente puxar por baixo do &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;brete&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, já com uma pata laçada, e &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;tironeada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; por um cavaleiro num pingo bom de &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;cincha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Depois é claro, o bicho vem de arrasto, e é nesta hora que tem de se pegar na cabeça e torcê-la com força, quando então o &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;cinchador&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; se pára, esticando a pata laçada. Por ser o mais forte da fazenda sempre sobrava pra mim aquela pegada. Enfiava os dedos nas ventas do &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;terneiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, segurava das orelhas, já que ainda não tinham &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;guampas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, e torcia o pescoço com força. Então chegava meu Pai com sua faca afiada para a castração, sendo macho claro. Um talho nos dois "bagos", puxava o primeiro e cortava o "tendão" lá no fundo. Depois o mesmo no outro. Colocava tudo num balde para depois ser jogado nas brasas, e após passado numa caneca com sal. Virgem, que saudade de um tempo que não voltará mais. Na noite, lá no &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;Galpão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do Galo Velho, vinha o prato "ovos com ovos". Virgem! a gente trepava até em poste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Histórias contadas pelo Galo Velho:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Já contei que é difícil acreditar no que estes olhos velhos viram. Creiam. Foi um tempo em que havia muito respeito, e também muita Paz, a Paz interior. Esta placa que vocês colocaram aqui no &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;Galpão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; é muito bonita - "Paz e Respeito" - e não paro de olhar para ela, pois fala do tempo em que fui muito feliz. Nada havia além da fazenda. A vila era muito distante, por não haver estradas nem conduções para se chegar nela. Tudo era a cavalo, quando muito em carroças. Então só tínhamos o trabalho e a família. A gente sabia que todo santo dia iria chegar nela, girando o mundo ao redor da esposa, dos filhos, dos pais e de nossos poucos avós, pois morríamos muito cedo. Não tínhamos outra coisa que não a família, nosso único pensamento dia e noite, além do serviço.&lt;br /&gt;O que vocês me dizem dos dias de agora? Vocês têm tempo de brincar com os filhos ou netos? Conseguem armar uma &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;pandorga&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e &lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-corrected"&gt;lançá&lt;/span&gt;-la no espaço, ou um &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;barquinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de papel jogando-o n`á&lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;gua&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, acompanhando a alegria da criança? Tempo para ensinar o menino a iscar um anzol e atirá-lo no açude, na fisgada firme de um peixe? Se o mundo está egoísta é porque vocês não tem tempo para o próprio bem estar, que dirá para suas família. No meu tempo elas não se desmanchavam como agora. E os amigos? Hoje só um bom dia ou boa tarde, e os encontros nos &lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;velórios&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ou casamentos. No meu tempo se &lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;mateava&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; longo, numa &lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;charla&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; sem fim. Verdade que as opções eram poucas, mas afirmo: "criávamos os filhos, e alimentávamos as amizades, com mais amor e respeito.&lt;br /&gt;Desculpa meu filho, se não contei uma história, apenas um fato".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda dos outros...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dizem que os artistas ou celebridades são pessoas públicas, e não devem se esconder, ou até se revoltarem com os "&lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;paparazzos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;", que passam dias a fio catando suas imagens. Então, quando há um escândalo com eles, é a glória. Particularmente entendo que eles são pessoas normais, como todos nós, apenas com uma habilidade própria e desenvolvida "a custa da &lt;span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error"&gt;mídia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;", que então tem "direito" de lhes cobrar &lt;span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-error"&gt;cachê&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Tudo nada mais é do que dinheiro, interesse, vaidades, nada mais que vaidades. Mais uma vez digo que a grandeza das pessoas está no seu interior, morada de Deus, e só com Ele poderemos desenvolver nossas virtudes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-1330076400236778830?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/1330076400236778830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/07/boletim-46.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/1330076400236778830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/1330076400236778830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/07/boletim-46.html' title='Boletim 46'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-6923996840436118281</id><published>2010-07-06T05:44:00.000-07:00</published><updated>2010-08-29T06:51:54.114-07:00</updated><title type='text'>Boletim 45</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dá vontade de não ter.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando meu computador começou a dar problema, senti vontade de nunca tê-lo comprado. Claro que é rebeldia de velho, que viveu um tempo de calmaria, quando não havia nem mesmo rádio. Nada estragava, não havia máquinas, se andava de jardineira e carroça, e na maioria das vezes à cavalo, com um horizonte sem fim na frente da gente. Desculpem vocês de hoje, mas ontem era mais legal! O tempo não corria como agora, as coisas custavam a acontecer, até mesmo um pouco monótono, mas se vivia "mais largo". Então, quando a gente se compromete com o computador, com mensagens recebidas e expedidas, com blogs por fazer, e-mails engasgados, boletins parados, o face book sem contato, a gente se dana, e tem vontade de não ter computador. Será que vocês estão pensando: "dá vontade de não ter carro; não ter TV; máquina de lavar; barbeador elétrico; forno; ar condicionado; roupa - voltando à selvageria... Epa! Já é demais. Apaguem minha rebeldia. Sabem, deixem as máquinas estragarem. Retifico: o tempo atual é muito, mas muito mais legal. Vamos viver cuidando da saúde e da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A reforma. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Coisa velha o bom mesmo é jogar no chão e fazer tudo de novo. Pois três meses após o começo da reforma, o Galpão do Galo Velho continua em reforma. Nem luz tem, só a do fogo de chão que não apaga nunca, o que para mim basta. Fica até um ambiente elevado, quando a gente se ilumina pelas fortes labaredas de velhos troncos plantados por Papai e Mamãe. Espiritualmente a presença deles fica mais forte, e a gente mentaliza o etéreo, revive o passado e se purifica das mazelas do Mundo Moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Histórias de galpão, contadas pelo Galo Velho.&lt;br /&gt;"Creio que vocês não entenderão meu tempo. Será necessário viajar muito para trás. Um tempo difícil em que tudo era na força do braço. Hoje vocês manejam a vida por botões. Então, fiquem aqui junto do meu cavalete, olhando encilhar meu picaço. Xergão, carona, bastos, travessão com a cincha, um apertão no látego, os pelegos e um apertinho na sobre-cincha. Depois de colocar o laço, aperto as esporas nas velhas botas, presente do Patrão. Pego do mango, o meu bom chapelão de feltro, e confirmo a faca afiada. A barra do dia mal desponta, e já montado me paro esperando pelos companheiros.&lt;br /&gt;A coisa só começa com a chegada do Patrão Mário, bem aperado no colorado Bico Branco, e depois da saudação, grita: "Zé Grande, tá com o mosquetão e as balas?" Eu sei que aquilo não é para pelear, pois a revolução já terminou há quatro anos, lá em 1932, quando os Patrões amarraram os cavalos num tal de obelisco, no Rio de Janeiro na última revolução à cavalo. Sei que é para limpar campo!&lt;br /&gt;Explico: Cavalo já não vale mais nada, e a eguada é muito grande, mais de 500, não existindo negócio para elas. O boi passou a valer alguma plata e a vacagem tem aumentado muito nos últimos tempos. Então toca de limpar campo à bala de mosquete. "Zé Grande, aquela é velha, esta não presta, aquele é aporreado, aquele outro é velho demais. ". Zé Grande não erra tiro, e a corvalhada fica mais faceira que ganso em taipa de açude. Sei que é difícil de vocês crerem, mas eu testemunhei este fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Computador.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois de execrar o danado lá na Abertura da Porteira, venho novamente com ele. Meu filho Júnior me passou um e-mail com o anexo de Porto Alegre Antiga, o qual já havia assistido, mandado por ele mesmo. Ao abri-lo chamei a Jane para perto, e ela deu as costas dizendo que já o assistira. Alimentei minha emoção, revendo tudo outra vez até o fim, pois ali vivi a felicidade de muitos anos de minha juventude. Relatei este fato a ele num outro e-mail, e recebi com resposta, que sua esposa Márcia havia agido da mesma maneira que a Jane. Tirei como conclusão que elas sentem um profundo ciúme de nossas máquinas, e não gostam nem de chegar perto. Será que estarei errado? Primeiro devemos confessar nossa culpa em dedicar tempo demais à eles, e creio que isto é universal. Então devemos buscar o equilíbrio. Pensem nisto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-6923996840436118281?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/6923996840436118281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/07/boletim-45.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/6923996840436118281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/6923996840436118281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/07/boletim-45.html' title='Boletim 45'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-3178579843419997128</id><published>2010-06-13T13:12:00.000-07:00</published><updated>2010-07-07T11:10:17.211-07:00</updated><title type='text'>Boletim 44</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A criatividade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De um e-mail retirei a frase: "criatividade caminha junto com a falta de grana". Quem pode dar testemunho deste fato? Dou o meu: "quando tinha grana, minha única criatividade era conseguir mais grana". Não sabia fazer mais nada além de ganhar dinheiro, e o pior é que perdi quase tudo com esta minha falta de criatividade. Lembro de certa feita dizer numa roda de amigos - "não será sob um guarda sol em uma praia paradisíaca, com uma cerveja gelada na mão, que irei criar alguma coisa". Ninguém irá &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-corrected"&gt;contestar&lt;/span&gt; esta verdade. Poderei descansar o corpo, já que o espírito não cansa, mas não estarei criando nada, &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;absolutamente&lt;/span&gt; nada. Por tal, hoje me sinto mais criativo, com tempo para sentar nesta máquina e escrever para vocês, alguma coisa que dê o que pensar. Criem, para a Verdade interior que habita em cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;GALPÃO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ainda as marcações&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Naquele outro tempo, "quando se amarrava cachorro com linguiça", lembro das marcações na Fazenda da Invernada, de meu avô &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Ney&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Xavier de Azambuja. Aquele gado era pouco sadio, pois nossos campos ficavam alagados inverno e verão, e as enchentes levava dois ou três meses para &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;escoar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Percebam que o Arroio Duro desaguava no Banhado do Colégio, que não tendo os &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;drenos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;DNOS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, hoje &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;AUD&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, levava muito tempo para &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-corrected"&gt;fluír&lt;/span&gt; nas várias &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;sangas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - Jacaré, Santa Rita, Estacada, Peixe e outras. Assim o gado era atacado por &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;parasitoses&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, e principalmente pela &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-corrected"&gt;tuberculose&lt;/span&gt;. Mas vamos para as marcações, que já me referi no anterior. O peão &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;patieiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; levava um carro de mão cheio de marcas para a mangueira, e com ele um monte de gente, pois as fazendas eram muito habitadas, e a vila não. Tinha marca para todo mundo. Os &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;posteiros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; não existiam mais, entretanto, ainda &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-corrected"&gt;possuíam&lt;/span&gt; suas marcas, no pouco gado que criavam. As crianças tinham marcas, a segunda esposa, &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;Doralice&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, também possuía a sua, e o Tio Nelson, irmão do Vovô &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;Ney&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; também possuía as suas, sendo sócio e vizinho da Invernada. Tinham que ver o &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;fogaréu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e o atrapalho do pobre do &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;marqueiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, que levava gritos pelos ouvidos a toda hora. Dá para lamentar não terem ainda inventado a &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;filmadora&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, para registrar o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma plantação de arroz.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Certamente uma das primeiras da Fazenda da Quinta, junto a &lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;sanga&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; dos &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;Capõezinhos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, também conhecida como Capão do Trago. Meu tio &lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;Lauro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Azambuja ali foi morar numa simples casa de madeira, quando casou com a prima Maria &lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;Centeno&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Pereira da Silva, uma das herdeiras da fazenda. Meu pai, Mário era o &lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;tratorista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, pois na época só dirigia veículo quem tivesse carteira de motorista, o que era um fato raro na região. Lavrando com aquele &lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;trator&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;Fordson&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, que hoje enfeita a &lt;span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;Fortral&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;tracionava&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; um arado de duas &lt;span id="SPELLING_ERROR_29" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;aivecas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, quando notou o cunhado José &lt;span id="SPELLING_ERROR_30" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error"&gt;Olavo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_31" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-error"&gt;Fay&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; se aproximando e sentando numa valeta, pensativo. Meu pai longo pensou, "o &lt;span id="SPELLING_ERROR_32" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-error"&gt;Fay&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; vai aprontar alguma". Não deu outra, pouco tempo depois pediu que Papai parasse o &lt;span id="SPELLING_ERROR_33" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-error"&gt;trator&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, o que era um sofrimento sendo tudo na manivela. Foi logo perguntando, em que marcha estava lavrando, no que foi respondido que numa segunda. Tio &lt;span id="SPELLING_ERROR_34" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_29" class="blsp-spelling-error"&gt;Fay&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; continuou: "noto que está sobrando força no &lt;span id="SPELLING_ERROR_35" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_30" class="blsp-spelling-error"&gt;trator&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; não é Mário?". "Acho que sim" foi a resposta. "Então Mário vamos colocar uma grade atrás do arado, assim o terreno já fica mais preparado". No que Papai respondeu: "E eu vou colocar um &lt;span id="SPELLING_ERROR_36" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_31" class="blsp-spelling-error"&gt;banquinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; em cima da grade, e tu já vai semeando. Tá certo?". Pois não é que cinquenta anos passado a tal máquina existe? Ela se chama &lt;span id="SPELLING_ERROR_37" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_32" class="blsp-spelling-error"&gt;Cantoni&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, é italiana e se funciona não sei. Meu tio &lt;span id="SPELLING_ERROR_38" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_33" class="blsp-spelling-error"&gt;Fay&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; era um &lt;span id="SPELLING_ERROR_39" class="blsp-spelling-corrected"&gt;homem&lt;/span&gt; muito criativo e inteligente. Ele que inventou as histórias das &lt;span id="SPELLING_ERROR_40" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_34" class="blsp-spelling-error"&gt;teimosias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; dos &lt;span id="SPELLING_ERROR_41" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_35" class="blsp-spelling-error"&gt;Azambujas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, que já &lt;span id="SPELLING_ERROR_42" class="blsp-spelling-corrected"&gt;escrevi&lt;/span&gt; em boletins anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A cremação&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Só quem assistiu para entender o momento solene. Confesso que ao me despedir de um sobrinho da minha Jane fiquei surpreso. Claro que tudo depende da compostura dos familiares, e quero testemunhar a evolução do homem, ao lembrar de um tempo que vivi, quando a morte não era aceita. A cremação foi de um jovem de apenas 35 anos, pessoa serena, tranquila, querida, e não é por ter morrido não. Quem o conheceu testemunha seu carisma. O fato ocorreu numa sala que mais parecia um anfiteatro, em formato meio círculo, com o esquife no centro, e o morto a descoberto. Um padre faz a prece de despedida, o que também é importante pela eloquência e sentimento cristão manifestado. Depois, dois ou três amigos fazem suas despedidas, também curtas e sentidas. O padre pede aos familiares que se aproximem do esquife para a despedida final. Uma música suave enternece os sentimentos de quem sofre. O esquife é fechado, e um sistema de &lt;span id="SPELLING_ERROR_43" class="blsp-spelling-corrected"&gt;roldana&lt;/span&gt; o conduz ao fundo, onde uma parede se abre para recebê-lo. A parede se fecha, e tudo termina. Perguntei como era a conclusão do ato, se tudo era queimado. Disseram que não, que o caixão era &lt;span id="SPELLING_ERROR_44" class="blsp-spelling-corrected"&gt;devolvido&lt;/span&gt; à funerária, as roupas e os &lt;span id="SPELLING_ERROR_45" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_36" class="blsp-spelling-error"&gt;objetos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; particulares devolvidos aos familiares, e que apenas o corpo era queimado e depositado suas cinzas em uma urna. É preciso viver para apreciar a evolução da humanidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-3178579843419997128?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/3178579843419997128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/06/boletim-44.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/3178579843419997128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/3178579843419997128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/06/boletim-44.html' title='Boletim 44'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-2528963958901538301</id><published>2010-05-06T07:21:00.000-07:00</published><updated>2010-08-29T04:44:06.562-07:00</updated><title type='text'>Boletim 43</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Prioridade.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando o tempo em nossas vidas mostra que já navegamos bastante, temos de optar por uma prioridade, assim como o navio na busca de um porto para seu destino. Qual a nossa prioridade? Muitos esconderão a resposta evidente - o dinheiro. Basta olhar à nossa volta, verificando o afã dos viventes nas suas correrias estressantes, no seus nervos à flor da pele, nas suas irritações e impaciências, para respondermos sem medo de errar, que é o dinheiro. Minha experiência de vida diz, que quanto mais o temos mais o queremos, e quanto mais o ganhamos mais o gastamos. Vamos ultrapassar os desgastados termos - ambição e ganância - e vamos olhar para dentro de nós mesmos, na busca de sabermos utilizar o tempo que ganhamos de Deus, naquilo que nos dá prazer. Ter prazer é um bom negócio, não é mesmo? Já estou cansado de ouvir dizer que trabalho dá prazer. Vou declinar as minhas prioridades - saúde e família. Pensem nas de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O GALPÃO.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Marcação.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não vou me reportar as marcações campo à fora, ou de rodeios, porque não as conheci, apenas ouvi contar. Vou falar das marcações de mangueira, sempre no mês de maio, mas de um tempo em que não haviam inventado os tais bretes. Mangueiras grandes e de pau à pique, com uma só porteira de varas de correr, onde se penduravam couros vacuns para "espantar". Depois do gado emangueirado se formava duas filas de campeiros, a direita e a esquerda da porteira, ficando os guris e os mais maturrangos logo na saída, enquanto os verdadeiros pealadores ficavam mais distantes, pois por eles nada passava. Dois peões entravam a cavalo na mangueira e soltavam os terneiros, um a um é lógico, e olha que eles eram taludos, pois até mesmo de sobre-ano acontecia, por terem escapado da marcação anterior. Derrubado com o pealo, um dos mais fortes pegava da cabeça que era torcida, outro apertava o vazio com o joelho, enquanto outro colocava um laço na pata e esticava. Vinha logo o grito: "Olha a marca marqueiro!" Enquanto ela chegava, aquele que apertava o vazio castrava, se fosse macho, outro assinalava na orelha e aparava a cola. Se a marca não estivesse quente, o marqueiro gritava: "Aperta manheiro". Isto porque marca em brasa não precisa ser apertada. Cenas que assisti criança na Fazenda da Invernada, de meu Avô Ney Xavier de Azambuja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O campeiro que era "deus".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Certo dia um pobre e ignorante homem cortava o galho de uma árvore, mas estava sentado na parte que cortava. Passava por ali um gaúcho bem pilchado, montado num lindo cavalo zaino, e vendo a cena disse para o homem: "Olha meu amigo, o senhor irá cair quando cortar o galho". O infeliz do homem deu risada e não ligou para o aviso, continuando seu serviço, enquanto o gaúcho ia embora. Algum tempo depois, cortado o galho o pobre do homem se espatifou no chão, dizendo logo a seguir: "Aquele homem é deus", saindo ao seu encalço montado num burrinho. Chegando nele foi logo dizendo: "O senhor é deus, e vai me dizer quando é que vou morrer", ao que o gaúcho respondeu que não era deus coisa nenhuma, e que lhe deixasse em paz. Entretanto, o pobre e ignorante homem insistiu tanto e tanto, que o gaúcho para se ver livre disse que ele morreria, quando o seu burrinho desse o terceiro "pum". O infeliz montou no burro todo assustado, e se tocou para casa, e no caminho o burrinho deu o primeiro "pum", e ele gritou: "Ai, ai, ai, que só falta dois". E bateu na marca, com pressa de chegar, mas quanto mais trotava mais sacudia a barriga do burro, e saiu o segundo "pum". "Ai, ai, ai que só que falta um". Bateu mais na marca louco para chegar em casa, mas correndo aconteceu o terceiro "pum", e o pobre do homem se foi ao chão como morto. Passavam quatro gaúchos, e achando o homem "morto" o estenderam sobre um poncho, pegando nas quatro pontas, e seguiram caminho. Chegaram num rio que não dava vau, pois havia chovido muito, e passaram a discutir onde era o passo. Um é por aqui, outro é mais àcima e se formou uma discussão. Foi quando o "morto" gritou do poncho: "No tempo que eu era vivo o passo era mais pra baixo". Foi um bruto susto ao ouvir o "morto" falar, quando o soltaram dentro d´água, que foi levado pela correnteza, e não se sabe se se salvou ou não. A lição é para as crianças estudarem bastante, e não ficarem burras e ignorantes como aquele infeliz e pobre homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O excepcional.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não vou tratá-lo como substantivo, simplesmente vou adjetivá-lo como tão bem define o dicionário = "extraordinário, muito bom, excelente". Mas, ele é um excepcional. Não sei seu nome, nunca falei com ele, o conhecendo só de vista. Mas como é agradável vê-lo. Tenho vontade de parar o carro para cumprimentá-lo, olhar sua fisionomia que deve ser serena e boa. Ele está sempre à margem da Federal BR 116, a direita quem vai à Porto Alegre, naquela lomba que dá acesso à Araçá, e o que me encanta são os seus abanos para todos nós, indistintamente quem sejamos. É um cumprimento de amor, é um desejo de paz, é um afago de coração. Que Deus lhe abençoe, e lhe dê em dobro tudo o que nos oferta de amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-2528963958901538301?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/2528963958901538301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/05/boletim-43.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/2528963958901538301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/2528963958901538301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/05/boletim-43.html' title='Boletim 43'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-4463778372154784321</id><published>2010-04-18T05:36:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T05:21:14.125-07:00</updated><title type='text'>Boletim 42</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Facebook.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Navegando, coisa que pouco faço pois tenho medo de naufragar, encontrei o tal de "facebook", com a foto da minha querida neta Fernanda estampada no dito. Curioso entrei e me cadastrei. Uma verdadeira loucura como diz a Fernanda. Um mundão sem fim. Uma "festa no céu". Para quem ao nascer só conheceu um radião à bateria, e que era ligado apenas no horário do "noticioso", este acontecimento é gratificante. Gratificante pela razão de ter vivido bastante, e navegado neste mundão lindo de Deus, fazendo amigos, amando e sendo amado. Sei que a passagem é curta, mas vale a pena viver intensamente, saboreando a existência que recebemos de graça, e que muitos não aprenderam a valorizar. Espero que vocês vivam muito mais do que eu, e que saibam apreciar a vida com as coisas boas que estão aos nossos olhos. Que Deus nos abençoe.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O GALPÃO.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Meus avós.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É ali no galpão do Galo Velho que mantenho as fotos dos meus quatro avós, com seus nomes completos, e o registro de suas biografias com ascendências e descendências. Vocês conhecem o nome dos quatro avós? Pois isto é muito bom. Faço esta afirmação porque sabemos que o marginal não conhece nem pai nem mãe. Ele não tem "raiz", e é justamente isto que nos "fixa" na sociedade. Quem não tem orgulho do pai e da mãe? Assim mantemos uma continuidade de vida social, na busca de uma superação sócio-econômica. Olhamos para nossos filhos como nossos pais olharam para nós, e se fomos amados certamente sobra amor para dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A festa no céu.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sabe aquele casco da Comadre Tartaruga todo quebradinho? Parecendo que foi colado? Pois foi o Compadre Macaco que fez aquela arte. Conto. Certo dia no bar do Compadre Coelho, a bicharada se encontrava tomando refri numa linda conversa, quando a Comadre Coruja comentou a grande festa no céu, que aconteceria naquela noite. A Comadre Tartaruga disse que gostaria de ir lá, pois sempre ouviu dizer que era um lugar muito lindo. A bicharada protestou, pois não tendo asas ela não poderia voar. A coitada se parou muito triste num canto, pensando e pensando naquela festa. Foi quando olhou para o grande violão da Comadre Águia, e sem pensar duas vezes entrou naquele buraco que ele tem. A tardinha os bichos alados bateram asas para o céu, e lá chegando largaram os instrumentos num canto para descansar, e foi quando a Comadre Tartaruga saiu para a grande festa. Foi lindo de viver. Ela nunca tinha visto festa tão bela e um lugar tão maravilhoso. Dança, comilança, amigos alegres e felizes. Já quase o dia nascendo, a bicharada se preparou para voltar para à Terra tendo a Comadre Tartaruga se escondido novamente no buraco do violão da Comadre Águia mas, esta cansada de tanto tocar, e sentindo o violão pesado o sacudiu deixando a coitada da Comadre Tartaruga cair lá de cima. Caiu, caiu e caiu, e chegando perto da terra ela olhou para baixo, vendo que iria bater numa grande pedra, então gritando: "Abre-te pedra, senão eu te racho". "Abre-te pedra senão eu te racho". Mas rachar o que, quando bateu na pedra ela se quebrou toda, e saiu cascos para todos os lados. Foi quando passando por ali o Compadre Macaco resolveu ajudar a pobrezinha que estava toda quebrada, e foi colando pedacinho por pedacinho do seu casco com a habilidade de suas mãozinhas. Assim é que até hoje quando ela nasce, o casco vem todo quebradinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O assalto&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Minha neta Fernanda foi assalta ontem. Três lobos, uma ovelhinha indefesa, e nenhum cão pastor. O que passa na cabeça da gente neste momento? Sabemos que se tivermos paz no coração ela irá nos acompanhar, mas se tivermos raiva estamos fritos. Fernanda estava em paz, manteve a calma, salvou a vida, perdeu porcarias que se repõe. Permitam que o amor não abandone nossos corações. Quem são os lobos? Assassinos, bandidos, ladrões, estupradores, marginais, mas nossos irmãos. Frutos de uma sociedade podre, da qual todos (lobos, ovelhinhas e cão pastar) fazemos parte. Presos, eles aumentam suas periculosidades num sistema carcerário também podre. Faço parte do Clube do Amor, afirmando que só quem ama será salvo. Morrerei ovelhinha. Sabemos que a solução está na educação e no emprego, mas isto também irá demorar. Que Deus nos proteja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-4463778372154784321?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/4463778372154784321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/04/boletim-42.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/4463778372154784321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/4463778372154784321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/04/boletim-42.html' title='Boletim 42'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-8467409175656441639</id><published>2010-04-05T03:36:00.000-07:00</published><updated>2010-08-29T04:25:29.593-07:00</updated><title type='text'>Boletim 41</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Prioridade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Outro dia em uma conversa com meu filho recebi de inopino a pergunta: "Qual a tua prioridade?" No mesmo inopino respondi apontando para meu peito e depois para minha cabeça: "Eu e minha mente!" A pergunta se referia àquela coisa material, sabe, aquela coisa tilintante, mas eu estava "noutra", e respondi apontando para Deus que habita dentro da gente. Algum tempo depois tudo ficou esclarecido "materialmente" entre nos dois, mas ainda hoje me interrogo porque apontei para "dentro", na resposta de que ali estava a minha prioridade. Matutando fico na certeza, que se "eu" não for a minha prioridade, nada mais interessará fora de mim. Então, se estou certo somos o centro de tudo, e será que nos amamos e nos respeitamos o suficiente para merecermos a presença de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O GALPÃO.&lt;br /&gt;O Domador.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Sei que a profissão ainda existe, como também sei que nunca fui domador e não conheço suas regras. Ocorre que hoje a profissão está muito modificada com a tal Doma Racional. Como fui testemunha de muitas domas em um tempo que ficou distante, vou me referir a elas. Era na Fazenda da Invernada, de meu avô Cel. Ney Xavier de Azambuja, certamente há mais de sessenta anos atrás. Uma imensa cavalhada que constituía a riqueza dos fazendeiros da época, pois em tempo de guerra o cavalo era o tanque dos gaúchos. Praticamente toda a peonada domava, uns mais outros menos, mas domavam. Então, depois do potro palanqueado (Deus nos livre colocar cavalo em mangueira, como se faz hoje), o pelego na cara, arreado e bem seguro o peão montava, conferindo se o amadrinhador estava por perto e preparado. Solto campo à fora o Cel Ney ficava apenas cuidando do animal se corcoveava e como corcoveava. Finda a doma o Coronel dava sua sentença, mandando soltar para o campo, ou ficar no potreiro para ser "arrucinado". Soltavam para o campo aqueles cavalos que não corcoveavam, ou corcoveavam mal, pois o bom cavalo tinha que ser "valente", e bom mesmo se derrubasse o ginete! Acho que era puro "machismo" da época, vocês concordam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O fogo, a água e o Compadre Macaco&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Certo dia, daqueles ensolarados quando céu está azul e o vento cansado de assoprar, o Compadre Macaco sonolento, sesteava à margem do rio depois de um grande banho. Foi quando menos esperava e, ZÁS, foi agarrado pelas unhas afiadas do Compadre Tigre, que com os dentes de fora e bufando fogo, de tanta raiva gritou no ouvido do pobre Compadre Macaco: "Agora vou te matar bichinho danado. Pena que não possa te comer porque estou de barriga cheia por ter comido uma gazela. Mas vou te matar. Tu é que vai escolher como queres morrer, se queimado naquela fogueira, ou se afogado nas águas deste rio." E recebeu de pronto a resposta: "Por favor Compadre Tigre me bota naquela fogueira, que vou espernear, espernear para pular fora do fogo, pois se me jogar no rio estou morto, pois não sei nadar". "Ah! Queres ir para o fogo, pois eu vou te matar afogado danado". E jogou o Compadre Macaco pra dentro do rio, que saiu dando braceadas e fazendo murisqueta com os dedos no nariz, dando gargalhada da cara do Compadre Tigre, que botava fogo pelas ventas de tão brabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;FECHANDO A PORTEIRA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A intolerância.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Creio que este defeito é o causador de todos os males da humanidade, como a própria guerra. Certas pessoas não tem ouvidos para ouvir, e só escutam o eco dos próprios pensamentos. Parece que a maneira mais fácil de entrar no âmago deste assunto é raciocinarmos ao contrário: A tolerância. Ela é a virtude das pessoas de bom caráter, aquelas que se amam, mas principalmente amam os seus semelhantes. Nosso maior erro é querer "entrar" nas pessoas modificando-as, para não dizer criticando-as. Sabemos que a crítica construtiva é boa, mas quem sabe fazer isto? Esperar o momento para ser escutado. Deixar o antagônico falar e falar, descarregando sua carga, para então quando mais leve tiver condições de nos escutar. O dicionário define tolerância como &lt;em&gt;&lt;/em&gt;indulgência&lt;em&gt;&lt;/em&gt;, e indulgência é perdão dos pecados. Fácil, para aqueles que querem meditar, melhorando a sua Morada de Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-8467409175656441639?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/8467409175656441639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/04/boletim-41-abrindo-porteira-prioridade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/8467409175656441639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/8467409175656441639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/04/boletim-41-abrindo-porteira-prioridade.html' title='Boletim 41'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-5981700400712813528</id><published>2010-03-21T11:48:00.000-07:00</published><updated>2010-08-28T13:36:01.586-07:00</updated><title type='text'>Boletim 40</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desafio.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outro dia fiquei apreciando uma escorregadela de skate numa super-rampa, onde cada qual fazia mais proeza do que o outro. Lembrei de outras competições, até mesmo aqueles que querem chegar no “topo do mundo”, vencendo montanhas geladas e mortais. Aonde o homem quer chegar? Vencer obstáculos? Mas meu Deus ainda não vencemos o obstáculo de nós mesmos. Nos desconhecemos. Não penetramos em nossos interiores, e passamos uma vida inteira olhando para os outros imitando-os, invejando-os, ou mesmo admirando-os, sem "nos enxergarmos". Ao batermos recordes de desafios o que alcançamos? Vamos vencer outros desafios? Dos muitos, o primeiro que proponho – “Ama teu próximo como a ti mesmo”. O que alcançaremos? - &lt;strong&gt;A SONHADA PAZ MUNDIAL&lt;/strong&gt; e o fim da &lt;strong&gt;VIOLÊNCIA.&lt;/strong&gt; Será que não basta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Posteiro&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Relato o que sei da profissão de “posteiro”. Ela ocorreu num tempo em que não havia carteira profissional, salário, livro ponto, ou qualquer lei social. O dinheiro pouco circulava, e as pessoas cuidavam apenas de suas vidas. As fazendas não tinham aramados nas divisas com seus vizinhos, e a demarcação era o grande e pesado marco de sesmaria, que consistia em uma pedra circular de mais ou menos quatro metros de comprimento com apenas um metro fora da superfície do solo, e o peso aproximado de uma tonelada. Então a função do posteiro era zelar por aquela linha imaginária e divisória da propriedade de seu patrão. Ele recebia a morada ou rancho, normalmente de pau à pique barreado, ou de leivas, coberto com santafé. Uma lavoura cercada, geralmente de bambu e um rancho mensal de artigos de primeira necessidade. Mas o mais importante era poder criar seu próprio gado junto com os do patrão, e possuindo sua marca de fogo. Então o posteiro Galo Velho não era um empregado, mas um morador da fazenda, merecedor da confiança do patrão. Cuidava para que o gado da fazenda não saísse, assim como evitava que o gado alheio entrasse, salvo aqueles não marcados. Quando se parava rodeio da área aos seus cuidados, ele era o homem indispensável ao lado do patrão, na avaliação e contagem dos animais.&lt;br /&gt;Outra atividade era a carneada na fazenda, quando o posteiro juntamente com sua mulher e filhos, se fossem taludos, iriam ajudar no grande serviço, que levava um dia inteiro. Na tarde do dia anterior a rês era morta, dividida e colocada no quarto da carne para esfriar. No dia se matava um grande porco, e se trabalhava ao redor de uma mesa de madeira, junto de um panelão de ferro sobre fogo forte, aquentando água para a “pelagem” do porco, e que no final ainda serviria para tirar a graxa do tutano dos ossos. O picar da carne da rês e de porco, para moer numa máquina manual acrescentando o tempero, que depois passava ao enchimento nas tripas secas de porco, para a confecção das lingüiças. Depois o preparo das mantas de charque e a sua salga, que ficavam escorrendo na grande prancha inclinada. A escolha dos cortes de primeira para o consumo da casa. Ainda o preparo do toucinho e da banha, artigos indispensáveis nas cozinhas daquele tempo. O posteiro já estaqueara o couro, e preparara os miúdos, que era a cabeça com a língua, mocotós, graxa das tripas, rins, coração, bofes, mondongo, fígado, rabada, pois nada se perdia. Vinha o preparo das tripas daquele porco para a próxima lingüiça, e a confecção da morcilha e o queijo de carne. Então acontecia do posteiro receber um presente de banha, carnes e lingüiças por seus “serviços” que eram prestados de “graça”, pois naquele tempo verdadeiramente, “uma mão lavava a outra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A visita do Compadre Tigre&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Certo dia o Compadre Tigre encontrando a Comadre Cobra, de quem era grande amigo, disse a ela: "Sabe amiga vou aprontar pra cima do Compadre Macaco. Acho que descobri uma maneira de me aproximar e acabar com aquela pestinha. Amanhã de manhã a Comadre vai lá no coqueiro, que é a casa dele, para apreciar a cena." Dito e feito, no outro dia lá estava a Comadre Cobra apreciando, enquanto o bicho mau agia. "Oi Compadre Macaco, como vai? Estou aqui para te fazer uma visita, e terminar com a nossa inimizade". O Compadre Macaco muito esperto foi logo desconfiando da conversa respondendo: "Pouco estou acreditando nesta falsa conversa Compadre Tigre. Tu não tem nada de bonzinho, e só pensas em maldades". "Não meu amigo, estou aqui para mostrar que sou teu amigo, e quero entrar em tua casa para conversarmos. Ensina como é que subo até aí". O Compadre Macaco desconfiando foi logo preparando uma grande panela d´água quente no fogão, e respondeu: "Olha Compadre Tigre se realmente queres ser meu amigo, vou te ensinar como se sobe até aqui. Tens que subir de bunda para cima." O Compadre Tigre se posicionou e foi subindo aos poucos. Quando estava quase chegando foi aquele desastre, recebeu na bunda uma panela de água fervendo, se estatelando no chão aos olhos da Comadre Cobra, e botando fogo pelas ventas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;br /&gt;A Bíblia.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ainda não sou beato, mesmo assistindo missa todos os domingos. Acontece que a gente se aproxima da "porta final" e vai querendo ficar perto da Sua Presença. Então comprei uma Bíblia, encadernada e fechada com "fecho eclair" (acho que assim se escrevia no outro tempo, hoje deve ter nome diferente), pelo pouco preço de inacreditáveis R$ 18,00. É o livro mais vendido no Mundo inteiro, e as pessoas ainda não descobriram toda a mensagem que ele conduz, nem mesmo os mais estudiosos. Atrevo-me a comentar São João: "e a Luz brilha nas trevas e as trevas não a compreenderam". Ele é a LUZ e está presente em tudo, até mesmo nas trevas, que julgo serem aqueles que não o creem, mas o amor d`Ele vencerá, e um dia todos o amarão, e a humanidade será FELIZ. Quando? Rezemos para que não demore. Entristeço, pois não conhecerei a PAZ MUNDIAL.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-5981700400712813528?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/5981700400712813528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/03/boletim-40.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5981700400712813528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5981700400712813528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/03/boletim-40.html' title='Boletim 40'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-8318272846921086477</id><published>2010-02-28T16:41:00.000-08:00</published><updated>2010-03-03T13:10:29.569-08:00</updated><title type='text'>Boletim 39</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quaresma.&lt;br /&gt;A Páscoa é estabelecida no Hemisfério Sul na 1ª Lua cheia do outono, e este ano incidirá no dia 4/4. Atenção e cuidado, o número quatro simboliza o universo material e aí nos temos dois quatro. Então vamos retroceder 40 dias (olha o quatro novamente) para estabelecer a Quaresma, claro o número só é alcançado com a exclusão dos domingos, para chegarmos na quarta feira de cinzas(mais um quatro). Aqueles que não são católicos ou religiosos, registrem os dados como elemento cultural, que foram extraídos de pesquisa no Google.&lt;br /&gt;40 dias foi o dilúvio; 40 anos a peregrinação do povo judeu pelo deserto; 40 dias de Moisés na montanha; 40 dias que Jesus passou no deserto; 400 anos de estada do povo judeu no Egito. Peço o favor de não incluirem os 40 ladrões do Ali Babá, porque então estaremos entrando no Brasil.&lt;br /&gt;O próprio Jesus comemorava a Páscoa! Aí fiquei cabreiro, pois eu julgava que Ele é que havia "inventado" a Páscoa. O nome se origina do hebraico, e se traduz por "passagem; passar por cima", simbolizando a passagem do povo judeu do Egito à Terra Prometida. Jesus deve ter escolhido a data da Páscoa para sua morte, na simbologia da "libertação do pecado, pelo homem".&lt;br /&gt;A prática da Quaresma acontece desde o século IV, quando se pratica a penitência para renovação de toda a Igreja, com os católicos praticando o jejum e abstinência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO&lt;/strong&gt; - 7ª Lei&lt;br /&gt;Igualdade.&lt;br /&gt;Falando em Galo Velho falemos em igualdade racial. Nosso Galo Velho era um negro, mas afirmo que ele pouco estava ligando para sua inferioridade social, que na época era tremendamente marcante. Ele conhecia o seu lugar, e assim agia por ser respeitado e até mesmo admirado pelos patrões,  por sua candura, habilidade campeira e disciplina.  Igualdade social só é conquistada com bom caráter.&lt;br /&gt;Ele nasceu na escravatura e no meio rural, por tal convido vocês para uma viagem: “O negro chegando escravo nas fazendas do Rio Grande do Sul recebeu do patrão um cavalo arreado para montar, e uma faca carneadeira na cintura para courear, pois o couro era a grande riqueza na época. Como chicotear e tratar mal um homem assim? Como agrilhoar um homem sobre o cavalo? Ele era livre, dividindo com o patrão o suor da labuta campeira, se sentindo igual aos brancos, que forçosamente eram seus amigos. Hoje esta amizade acabou, com as leis sociais mal adaptadas ao campo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Compadre Macaco e a Grande Carreirada.&lt;br /&gt;A imaginação do Compadre Macaco era muito grande, e ele sempre aprontava pra cima do Compadre Tigre. Certa feita inventou uma carreira entre os bichos, ofertando uma coroa de rei àquele que fosse o vencedor, o que passou a ser o assunto da bicharada. &lt;br /&gt;Certo dia estando em cima de uma árvore viu o Compadre Tigre passando ali, e foi preparando a jogada: “Olha Compadre Tigre, o senhor é mais corredor dos bichos, e se correr vai ser o vencedor”, ao que o bicho ruim retrucou: “Claro que vou ganhar, pois sou o rei dos animais”. “Mas olha, disse o Compadre Macaco, para correr é obrigado ter um jóquei, e eu sou o melhor de todos, mas já me acertei com o Compadre Guaraxaim”, ao que o Compadre Tigre retrucou: “Pois tu vai ser é o meu jóquei, viu bicho moleque?” O Compadre Macaco fingiu aborrecimento, mas terminou concordando passando a acertar como seria a grande carreira.  &lt;br /&gt;No dia da corrida o Compadre Macaco pediu que a bicharada ficasse esperando junto ao rio, na Curva das Tartarugas, pois ali ele iria aparecer montado no Compadre Tigre e dando muito laço nele. Dito e feito, ele começou a preparar o bicho ruim dizendo que teria que colocar a sela de montar, o que foi um sufoco para ele aceitar. Depois tinha que colocar o freio, então a coisa esquentou mais ainda, mas terminou concordando. Quando o Compadre Macaco apareceu com o rebenque foi um griteiro danado, mas se convenceu na afirmação que os outros todos teriam jóquei e com rebenque. Montado no bicho ruim, o Compadre Macaco se firmou nos estribos e nas rédeas, ainda agarrando o seu rabo no rabo do Compadre Tigre. Não é preciso dizer que não haveria carreira nenhuma com os outros bichos. Foram ao tranco até a Curva das Tartarugas, mas ali chegando o Compadre Macaco passou a surrar o Compadre Tigre com seu rebenque, e por mais que ele corcoveasse não conseguia lhe derrubar, e na corrida chegaram à frente da bicharada, que morria de tanto rir, pela grande surra que o bicho ruim estava levando, e pelo fogo que ele botava pelas ventas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sexo.&lt;br /&gt;Deixei para o final porque poucos de vocês chegam até aqui. Sei que vou me quebrar com a maioria, mas fui falar em Sodoma e Gomorra no outro boletim e o assunto ficou bailando. Assim, vou me referir a sexo, que desde milênios é atual e polêmico. Começo com uma sentença: tenho 52 anos de felicidade conjugal!  Então aceitem meus erros e meus acertos, mas não deletem sem refletir.&lt;br /&gt;Sexo é uma necessidade fisiológica. Nada mais. Além, lógico, da perpetuação da espécie. Não permitam que ele tome conta de vossas vidas. É como se de repente eu quisesse evacuar o dia inteiro. A vida moderna tem alterado nossos hábitos, com a tv e o computador enchendo espaço e mais espaço com sexo. Não entrem nessa. Façam equilíbrio das atividades sexuais, e principalmente não a exterminem, pois tudo que esgotamos – se acaba!  Sei que a imaginação é infinita, mas também sei que ela acaba no trato da coisa física. Confesso que durante toda minha feliz vida conjugal só fiz “papai e mamãe” com minha esposa (só espero que ela não leia isto, e nem que vocês contem para ela, pois não gostará de eu revelar nossa intimidade). Muitos dirão: “Mas que idiota, não sabe o que perdeu”. Respondo: “Nunca esgotamos nossas imaginações, que só vivenciaram o amor, nas carícias de respeito, usando muito mais o coração do que o próprio corpo.&lt;br /&gt;Na minha filosofia maçônica está escrito, que três são os vícios que destroem a alma humana: Orgulho, Ócio e Volúpia. Pensem nisso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-8318272846921086477?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/8318272846921086477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/02/boletim-39.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/8318272846921086477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/8318272846921086477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/02/boletim-39.html' title='Boletim 39'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-5794361728664970378</id><published>2010-02-12T22:16:00.000-08:00</published><updated>2010-03-01T09:00:48.826-08:00</updated><title type='text'>Boletim 38</title><content type='html'>&lt;em&gt;ABRINDO A PORTEIRA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Férias.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Afinal ninguém é de ferro. Quem não tira férias está com algum problema. Trinta dias é muito tempo, termina dando canseira, e cansar nas férias é desagradável. Vejam nosso desgaste apreciando os dois meses de férias do Brasil. Burocraticamente falando, janeiro e fevereiro ninguém faz nada. Agora, tirar só uma semana também é pouco, mas na crise que vivemos não tem outra maneira. Falando em crise, vejam bem, nasci em 1934, logo após a grande crise de 1930, e por toda a vida sempre ouvi falar nela. Vezes mais, vezes menos, mas sempre em crise, parece que já nos acostumamos. Pois que assim seja, o importante é não perturbarmos nossas mentes, já que ela não nos pertence, pertence a Deus, e Ele não deve ser perturbado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;GALPÃO&lt;/em&gt; 6ª Lei&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A verdade&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Quando criança apanhava de meu Pai ao mentir, e este ensinamento transmiti aos filhos, que transmitiram aos meus netos, lógico que hoje sem apanhar. Tal fato me fez buscar a VERDADE vida à fora. Creio que assim tenha nascido maçom, sem saber. &lt;br /&gt;Essa  virtude é a   representação da Divindade,  ou seja, o   primeiro  degrau para  se conseguir um bom caráter, podendo com ela cultivar as demais virtudes. Afirmo: "Em todos os defeitos humanos a mentira está inserida". A VERDADE passou a ser uma das leis do Galo Velho, na representação do RESPEITO aos nossos semelhantes. Tanto que na “queima de campo”, ao contarem os causos campeiros, logo se busca pelo Livro, e ali ele é registrado com a assinatura do mentiroso e suas testemunhas. Uma é antológica: "O Sarará, tratador dos bichos da Praça Cel. Sylvio Luiz, certa feita foi pegar um tatu do cativeiro, com a intensão de comê-lo, pois estava bastante gordo. Quando agarrou o bicho ele gritou: 'mamãe'." Apresentou como testemunha o funcionário da justiça federal no Foro local, conhecido por Jardo, e ambos tiveram que assinar no livro.&lt;br /&gt;Ocorre que ali estamos protegidos da maldade, por força da egrégora de luz que protege o ambiente, onde nossas consciências são envolvidas pela bondade e pela verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Grande Temporal&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;O Compadre Macaco, o mais inteligente e esperto de todos os animais, espalhou a notícia que um Grande Temporal iria cair sobre a floresta, matando todos os bicho, o que aconteceria no dia seguinte pela manhã. Passou a ser o assunto da bicharada que só falava no tal temporal, com o medo tomando conta de todos. Aquela história do temporal fazia parte de um plano do Compadre Macaco, que queria dar uma surra no Compadre Tigre, porque no dia anterior ele havia comido o seu amiguinho o Compadre Coelho. Preparou tudo, convocando a bicharada para um encontro no outro dia, junto do pé da grande sequóia, que era a maior árvore da mata. Pegou de um cipó, e subindo nela passou a se amarrar com ele. Em pouco tempo apareceu o Compadre Tigre, que olhando a cena perguntou: "Mas Compadre Macaco o que está fazendo aí?" Ele então contou que haveria um grande temporal, arrancando todas as árvores, e matando a bicharada. "Ouvi esta história, mas porque tu te amarras nesta árvore?". "Ora, respondeu, esta será a única árvore que vai ficar de pé, e eu não quero morrer." O Compadre Tigre que além de mau era muito burro, não pensou duas vezes e foi logo dizendo: "Desce daí sem-vergonha, tu é que vai me amarrar nela, pois eu é que não vou morrer". O Compadre Macaco ainda fez manha, dizendo que não queria, porque não queria, mas depois de muita ofensa e ameaças do outro, terminou concordando, e passou a amarrar o Compadre Tigre na grande árvore. Depois de bem amarrado, ele ficou na frente do Compadre Tigre, e com aquela sua cara malandra disse: "Então bicho ruim estás bem amarrado? Não consegues te mexer?". O bicho malvado ficou quieto, já meio desconfiado, e foi quando o Compadre Macaco gritou para que a bicharada chegasse para perto, e foi dizendo ao Compadre Tigre: "Não vai haver temporal coisa nenhuma bicho ruim. Fiz isto para te dar uma lição. Tu comeste o meu amiguinho Compadre Coelho, e agora vais aprender a não fazer malvadezas, e vais levar a maior surra de tua vida". Com um outro cipó, que havia preparado lhe deu a maior surra do mundo, para alegria de toda a bicharada, enquanto o bicho ruim botava fogo pelas ventas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;FECHANDO A PORTEIRA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Agora é o carnaval. Aquela festa para jovens, pois lembro da minha juventude, e do quanto o apreciava. A idade avança e a gente vai ficando distante do carnaval, até mesmo não o entendendo, nem mesmo as mulheres bonitas que tanto adoçam as imaginações, que envelhecem, ou enfraquecem, e não damos mais importância aos belos e excitantes desfiles carnavalescos. De qualquer forma é um dos costumes brasileiros que mais chama a atenção do Mundo, atraindo grande leva de turistas estrangeiros com seus bolsos cheios de dólares, e são eles a mola mestra dos tempos atuais, que todos os dias nos mostram seus efeitos de alegrias e de desgraças. O Mundo se desequilibra, e se não fizermos alguma coisa, ele passará a se chamar "Sodoma e Gomorra". Fica outra prece, rogando a Deus que a humanidade não tenha muito, nem tão pouco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-5794361728664970378?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/5794361728664970378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/02/boletim-38.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5794361728664970378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5794361728664970378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/02/boletim-38.html' title='Boletim 38'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-8624834827468790683</id><published>2010-01-18T08:37:00.000-08:00</published><updated>2010-01-24T02:00:04.698-08:00</updated><title type='text'>Boletim 37</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O bolo de aniversário do Galo Velho&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Por vezes a sensibilidade dos convivas do Galpão fica ferida. Foi o que aconteceu no último dia quinze, quando comemoramos o 40º aniversário do Venerável Mestre João Milan, da nossa querida Centenária e Simbólica Loja Maçônica Vanguarda. Então, depois de muita ceva, chimarrão, prosa e graça (chegaram até se engraçar com as pernas do escrevente, só porque com 76 aninhos elas não tem celulite, não viram as varizes, os elogios em excesso me colocaram de costas contra a parede!), depois de muita alegria naquela feliz confraternização, chegou a hora do Parabéns à Você. Apagada as luzes entrou um Irmão com a vela acesa sobre ele, e a cantoria foi entoada com força, vindo depois o sopro no seu apagamento. Acendida as luzes, foi aquela estupefação - o bolo era de bosta - uma das tradições do galpão! Rústico e simples como ele próprio, além de grande, seco, e sem cheiro. Puro simbolismo, ao qual dou definição: Bosta para nossos campeiro é simbolo da fartura. Quanto maior é porque o bicho conseguiu encher o bucho, e olha que nossos bolos são grandes, até de dois e três andares. Dizem que lá no nordeste eles são pequeninos, pequeninos...&lt;br /&gt;Aí está o acontecido:&lt;br /&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/S1tyTy-5voI/AAAAAAAAADE/q5_2sV4Gdts/s1600-h/Galo+Velho+Milan1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/S1tyTy-5voI/AAAAAAAAADE/q5_2sV4Gdts/s200/Galo+Velho+Milan1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430059460153949826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5ª Lei - Mercância&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Deveria dizer comércio, mas não quero ferir meus amigos comerciantes, que tem livre acesso ao Galpão do Galo Velho. Não tenho nada contra os comerciantes, mas é balda do galpão não permitir "mercância" ali dentro. Acho que isto coloca um de frente ao outro, e ali estamos todos ombro a ombro. Certa feita meu amigo Atílio Manzzolli, que além de dono da Manlec é meu vizinho de propriedade, entrou no galpão com seu capataz, e meu ex, Luiz Pires, dizendo que queria olhar uns terneiros para comprar. Disse que entrara em porta errada. Era o lusco-fusco de um sábado, e eu cozinhava uma galinha com arroz. Atílio falou: “Para Fernando, eu estou com pressa”. Retruquei que era ainda pior, pois ali não era lugar de apressado. Mostrei-lhe uma estradinha, dizendo que por ali fosse, quem sabe encontraria o Luis Mário. O homem se parou sério dizendo: “Vai ver que terei de sentar”. Respondi que já estava se comportando melhor. Sentando sentenciou: “Acho que vou tomar um trago de canha”. Foi então hospitaleiramente servido na Taça da Amizade. Algum tempo depois ao se despedir, e sem realizar a tal "mercância", confessou que havia gostado do chão, e que retornaria. Conto o “causo” para entenderem a PAZ do galpão. Chegou apressado e nervoso, certamente pelo negócio, e saiu calmo, tranqüilo, deixando conosco o bem que conduzia em seu coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM - 17&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Compadre Folharada&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Certo dia, quando a floresta enfrentava uma forte seca, restava água somente num lagoão. Ali o malvado do Compadre Tigre se parou, dizendo para a bicharada: "Todos podem beber, só quero é pegar o Compadre Macaco, quando ele chegar para matar a sede". A Comadre Tartaruga foi a primeira que chegou, entrando na água meio desconfiada, cuidando daquele bicho brabo pelo rabo do olho. Depois de beber saiu lentamente, naquela marcha cadenciada, para contar ao Compadre Macaco o que estava lhe esperando. O coitado ficou desesperado, pois já estava louco de sede. Depois de muito pensar saiu a procura de uma colméia de abelha, à qual colocou fogo, pondo o enxame em fuga. Pegou do mel e se lambuzou todo, logo após se rolando nas folhas mortas do chão, que ficaram coladas nele. Morto de sede encaminhou-se ao lagoão parecendo um bicho do outro mundo. Logo ao se aproximar foi interrogado pelo Compadre Tigre. "Oi Compadre Folharada, quem é o senhor?". Calado, pois se falasse seria reconhecido, o tal Compadre Folharada chegou na água e chulepe que chulepe, matando a sede desesperadamente. Mas o Compadre Tigre se aproximava cada vez mais, sempre perguntando. "Mas Compadre Folharada de onde o Senhor veio, nunca vi bicho igual". O Compadre Macaco já com a sede aplacada foi pego de surpresa por um forte redemoinho de vento, que lhe tirou as folhas do corpo. Foi então aquela correria. Já te pego, já te largo campo à fora, numa disparada maluca. Quando passaram por uma árvore, já sentindo o bafo do Compadre Tigre na bunda, ele pulou num galho por onde subiu, e lá de cima fazia morisqueta com as duas mãozinhas abertas diante do nariz, sacudindo os dedos. "Oi bobalhão. Tu não vai me pegar nunca, bobalhão". O Compadre Tigre de tão brabo botava fogo pelas ventas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Vou fechar falando em maçonaria, para não retornar mais ao assunto. Ela anda ultimamente em evidência, graças ao Dan Brown e sua obra "O Símbolo Perdido". O homem resolveu desvendar nossos segredos, como se eles existissem! O único segredo é sermos uma entidade fechada. O Rotary, Lions e outros também o são, pois lá ninguém pede para entrar, somos nós que escolhemos os sócios, que passam por um crivo terrível, não só na cidade da Loja, mas em todo o Estado. Não necessitamos fazer propaganda de maçonaria, pois as Lojas estão repletas, e cada vez surgem mais e mais Lojas. Aos profanos vou dar uma curta definição: "Maçonaria é uma instituição filosófica, filantrópica e progressista, cujas finalidades principais são: a busca da VERDADE, o estudo da MORAL e a prática da FRATERNIDADE UNIVERSAL". Não é preciso dizer mais nada, mas por favor não levem como propaganda, pois eu com 46 anos de prática maçônica seria expulso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-8624834827468790683?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/8624834827468790683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/01/boletim-37_18.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/8624834827468790683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/8624834827468790683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2010/01/boletim-37_18.html' title='Boletim 37'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/S1tyTy-5voI/AAAAAAAAADE/q5_2sV4Gdts/s72-c/Galo+Velho+Milan1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-5455885960685109526</id><published>2010-01-01T02:28:00.000-08:00</published><updated>2010-01-25T13:01:55.563-08:00</updated><title type='text'>Boletim 36</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ABRINDO A PORTEIRA&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resignação&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;O ano 2009 terminou, e navegamos agora no 2010, depois de darmos uma volta ao redor do Sol, na incrível velocidade de 100.000 quilômetros por hora. Um lindo passeio, sem necessidade de pagarmos embarque em uma nave espacial. Se o tempo nos consome, devemos agradecer ao Grande Arquiteto a oportunidade de vida. Sei que foi muita festa, e eu deveria ter feito uma para o Ano Passado, justamente por ele ter passado. O maula me levou dez amigos(as) em suas águas, e ainda inundou cidades e lavouras. Seu inverno começou em maio só amenizando em outubro. A crise mundial botou lenha na crise brasileira, enquanto o nosso presidentezinho continua dizendo  impropérios à sua classe baixa, como se ela pudesse pagar a conta dos mensalões, mst, bolsa família, e outras roubalheiras.&lt;br /&gt;Entro em 2010 clamando aos céus para que as coisas sejam apenas normais, nem muito, nem pouco. Equilíbrio é a gangorra da vida, permitindo os corações baterem compassados, as mentes serenarem, o relógio do tempo bater mais lento, gozarmos de umas férias mais longas, bebermos o amor nos olhos dos entes queridos, mas principalmente para que possamos deixar a resignação de lado. Fui no amansa buscar sua definição - &lt;em&gt;paciência&lt;/em&gt; o que acho muito legal - &lt;em&gt;conformismo&lt;/em&gt; não gosto deles, nem dos inconformados - &lt;em&gt;coragem para enfrentar as desgraças&lt;/em&gt; - creio que ainda não é desgraça, mas se continuar assim será. Que Deus permita deixarmos a resignação da lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4ª Lei - Porta Aberta&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Não consigo imaginar um galpão fechado. Assim me criei no galpão do meu avô Ney Azambuja, lá na Fazenda da Invernada, e creio ser ele o primeiro  símbolo de  HOSPITALIDADE. Assim também era o galpão da Quinta, da Santa Tereza e todos os outros que conheci. Imaginem uma  madrugada fria e chuvosa, o vento minuano entrando corpo a dentro, e um gaúcho gaudério chegando nas casas. Todo mundo dormindo, e ele sem pensar em pedir pousada entra no galpão com cavalo e tudo, desencilha o pingo  soltando-o para o potreiro. Atiça o fogo e nele chega a chaleira, mata a sede e  aplaca a  fome com seu mate amargo.  Depois estende os pelegos perto dele, faz travesseiro do lombilho e, uma Boa Noite. &lt;br /&gt;Assim era num outro tempo. Claro que hoje as coisas são diferentes, e tem muito maleva de “a pé” e mal intencionado. O próprio Galpão do Galo Velho já foi furtado e arrombado várias vezes. Costumo repor as coisas nos seus lugares, perdoar os “mortos de fome” e seguir os mesmos e velhos costumes, para não perder a tradição. Vou mais para bobo do que para esperto, evitando que a esperteza me engula um dia. Tenho rezado ao Criador para me transformar num Galo Velho, conservando a pureza no meu interior, não imaginando que alguém possa lograr minhas boas intenções.  &lt;br /&gt;No galpão haverá sempre lenha empilhada, para ser consumida nos dias de chuva. Também uma cuia, bomba, erva, e além das chaleiras, duas cambonas e um trago de canha, mantendo assim o verdadeiro sentimento do gaúcho - hospitalidade.&lt;br /&gt;Antigamente ele era chamado Galpão dos Bichos, pois meu pai criava muita ovelha, e os guachos ali encontravam abrigo e o leite da mangueira. Galpão dos Bichos, Galo Velho, meu Templo Sagrado és minha imagem de carinho, no amor por aqueles que partiram para a Invernada do Esquecimento, aquentando na noite eterna a prece de PAZ e RESPEITO.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM - 16.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Histórias do Compadre Macaco. Elas me foram contadas por meu Pai, eu contei aos meus filhos, e meus filhos aos meus netos. Certamente serão conhecidas de muitos de vocês,  mas o que desejo é gravá-las, já que nunca as encontrei em qualquer livro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Compadre Folharada&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Havia uma imensa e linda floresta virgem, num tempo em que não havia o homem para cortar e queimar seus galhos. No seu seio corria um rio de águas límpidas, e os animais se comunicavam, vivendo em perfeita harmonia, falando uma linguagem que vamos traduzir para a nossa. De todos os bichos o mais amado era o Compadre Macaco, que por ser o único a possuir mãozinhas, costumava ajudar os demais quando necessitados. Até mesmo o rei dos animais, o Compadre Leão o adorava, pois certa feita tendo um espinho cravada em uma das patas foi o Compadre Macaco, que lhe salvou a vida. O único animal que lhe odiava era o Compadre Tigre, que dele tinha ciúmes e vivia dizendo que iria lhe pegar para comer inteirinho.&lt;br /&gt;Certo dia .... (vou deixar a história para outro boletim, para não roubar espaço).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;UMA CHARLA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Plantando.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ele era agricultor, e sua lavoura deveria ser plantada no período certo. Chovia, e chovia muito. Tudo estava atrasado, e ele cada vez mais se desesperava. A chuva continuava mais forte. Veio a enchente, inundando sua casa. Ele lembrou da família, que deveria ser removida, enquanto a chuva não parava. Havia perdido a lavoura, e temeu perder a própria família. Só então lembrou de Deus. Ele o príncípio fica em nossos pensamentos somente no fim. Ele a semente espiritual, para os bons frutos em nossos pensamentos, não é adubado, cuidado, amado, enquanto pensamos na matéria, apenas na matéria. Que Ele nos perdoe, e nos abençoe, junto de nossas famílias. Amém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando me achico, me escondo dentro do peito misturando meus medos e sustos, descobrindo um outro lado da matéria, que sequer foi conquistada com meus esforços. Não dependeram da minha inteligência, das minhas forças, da minha cara e dos meus semelhantes. Recebi de graça numa oferta anônima, resultado do AMOR, da doação, sacrifício, resignação e FÉ.  Bastou olhar ao meu redor, como cada um de vocês poderá fazer, enxergando UM LAR SADIO, UMA ESPOSA AMANTE, FILHOS, NETOS, e vários punhados de parentes e amigos. Todos em torno de um presépio de LUZ, na oferta do eterno renascer. &lt;br /&gt;  Obrigado SENHOR, nós nos ofertamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-5455885960685109526?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/5455885960685109526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/12/boletim-36.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5455885960685109526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5455885960685109526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/12/boletim-36.html' title='Boletim 36'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-6403382131952301367</id><published>2009-11-20T10:46:00.000-08:00</published><updated>2010-07-22T17:55:57.401-07:00</updated><title type='text'>Boletim 35</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Abrindo a Porteira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deveriam...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Natal se aproxima, lembrando o nascimento do Menino Jesus, e deveria ser uma data alegre. A Páscoa também deveria ser uma data triste. Deveriam. Sempre as interpretei pelo contrário, e creio que muitos de vocês também. Talvez por rotariano, quando no Natal vamos às praças atender um monte de crianças necessitadas, costumo encarar Natal com tristeza. E a Páscoa? Certamente somos envolvidos por um “feriadão”, e fazemos dela uma festa. Passeamos, fazemos compras, nos divertimos. O comércio com sua "ânsia" nem fecha mais. Pertenço ao tempo em que só se ouvia música fúnebre nos rádios, sendo que a quinta feira também era de “luto fechado”. Imaginem que no Sábado de Aleluia, quando Ele ainda estava morto, fazíamos muita festa com matanças e churrasqueadas. Como não gosto destas interrogações, já que passei uma adolescência com a cabeça cheia delas, busco agora afastá-las da minha velhice. Prefiro pensar em afirmações – No Natal somos envolvidos pelo sentimento da generosidade, coisa rara e difícil, nos levando ao entristecimento, enquanto na Páscoa, com o Seu ressurgimento no terceiro dia, somos levados a uma Nova Vida, esquecendo os dissabores desta terrena. Assim penso, fazendo afirmações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;GALPÃO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Quanto as Leis do Galo Velho&lt;br /&gt;3ª Lei - O Fogo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Por que o mantemos sempre aceso? Quando o homem era ainda animal peludo, vivendo na idade do gelo, certa feita se encontraram ao redor de uma caça recém abatida, grunhindo e lutando por um pedaço de carne. Foi quando o Senhor dos Mundos armou um grande temporal, caindo dele uma faísca e acendendo uma tora, que se encontrava por perto. Ela ardeu em fortes labaredas de fogo, e eles sentiram que aquilo era bom. Aproximaram-se aquentando os corpos cansados, e aquela foi a primeira reunião social da humanidade, e descobriram que aquilo era bom.&lt;br /&gt;Assim o Galpão do Galo Velho conserva o fogo sempre aceso, buscando reunir os campeiros em torno da chama viva, não só para aquentar os corpos, mas para simbolizar o mais ativo e puro elemento da Terra, que é fonte de energia e purificação. Além de tudo é a representação da luz, que iluminou nosso nascer, e será a chama votiva, que nos acompanhará à uma Nova Vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Histórias que me contaram - 15.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Origem da Fazenda da Quinta.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;História,com "h" maiúsculo, do meu amigo João Luiz Horta Barbosa, de uma pesquisa sua.&lt;br /&gt;A Fazenda da Quinta foi desmembrada da sesmaria Flor da Praia, e recebida por Faustina Maria Centeno, nascida em 01-07-1804, na Freguesia de Triunfo, filha do Sargento–Mor Boaventura José Centeno e de Dna. Antônia Joaquina Gonçalves da Silva, irmã do Gal. Bento Gonçalves. Faustina era casada com o português João Luiz Pereira da Silva, conhecedor da arte da enxertia, que fez o grande pomar que deu o nome a Fazenda da Quinta. Conhecemos três de seus filhos, ignoramos a existência de outros.&lt;br /&gt;1) Antônio Luiz Pereira da Silva – ainda não pesquisado.&lt;br /&gt;2) Boaventura Luiz Pereira da Silva, nascido em 26-01-1829 em Camaquã, casado com Júlia César Centeno, e por falecimento desta, casou em 2ª núpcias com Isabel Eufrásia de Oliveira Guimarães, nascida em 30-05-1846 no Boqueirão onde também casou em 08-12-1867. Isabel Eufrásia foi a terceira filha de Perpétua (filha do Gal. Bento Gonçalves e Caetana) e de Inácio Oliveira Guimarães. Dos seus quatro filhos destacamos o Cel. Boaventura Luiz Pereira da Silva Júnior, chefe do Estado Maior do Gal. Zeca Netto, e pai de Dona Isabel Silveira da Silva, viúva de Dorval Ribeiro, progenitores do nosso vizinho e amigo Cláudio da Silva Ribeiro e Ieda Ribeiro Karan. Boaventura Júnior faleceu em Camaquã em 29-04-1887, com a idade de 58 anos.&lt;br /&gt;3) Francisco Luiz Pereira da Silva, que aprendeu a arte da enxertia com seu pai e continuou a grande quinta. Casou com Tereza(?), constituindo dois filhos:&lt;br /&gt;A) Adolfo Luiz Pereira da Silva, que casou com Anna América Centeno, proprietários da Fazenda da Quinta, e tiveram quatro filhos: Thereza Centeno Azambuja que casou com o primo Mário Silva Azambuja, pais de Luiz Fernando e Maria de Lourdes: Maria Centeno Azambuja que casou com o primo Lauro Silva Azambuja, sem descendência; Sylvio Luiz Pereira da Silva que casou com Morena Pereira, pais de Gladis Terezinha Pereira da Silva, e seu último filho foi Francisco Luiz Pereira da Silva, que casou com uma irmã de Morena, Ivone Pereira, pais de Marco Antônio e Cesar Augusto.&lt;br /&gt;B) Faustina Pereira da Silva, que casou com o Cel. Ney Xavier Azambuja, proprietário da Fazenda da Invernada, com larga descendência, que será tema de outro boletim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma Charla.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda o Mate&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Encontrei no livro de Raul Annes Gonçalves, algumas observações sobre o mate que desejo divulgar.&lt;br /&gt;1.- O chimarrão com leite. Esta eu não conhecia. Ele detalha o mate em roda de mulheres, quando é servido leite quente no lugar da água, sendo que ao leite deve ser acrescidos açúcar, canela e erva doce. Acho mesmo que é de se experimentar, pois deve ficar gostoso, mas só para mulheres.&lt;br /&gt;2.- A pessoa que serve o mate (o cevador) é que deve levar o mate a quem serviu, e até mesmo traze-lo de volta quando o convidado tiver terminado de matear. Particularmente não concordo, pois acho que o cevador deve levar o mate até o convidado, mas quando este termina de matear, deve levantar para devolver.&lt;br /&gt;3.- Quando a cuia fica muito tempo parada, antes de se fazer novo mate, deve-se colocar algumas brasas em seu bojo, e logo em seguida despejar água fria. Tenho presenciado este gesto no Galo Velho, quando o João Vigano vai cevar o mate.&lt;br /&gt;4.- Esta o meu amigo João Vigano costuma repetir no galpão, quando se está aquentando água sobre os tições – “Chaleira sobre o tição, tomará mate ou não!”.&lt;br /&gt;Creio que este assunto do mate não terá fim. Serei contestado, assim como o escritor Annes Gonçalves também será, pois o costume do mate recebe variações de uma região para outra. Sei que já falei em outro boletim do gaúcho de Venâncio Aires, que anda de “moto-home” percorrendo o Rio Grande, divulgando a arte do chimarrão, carregando consigo um arsenal de cuia, bomba e erva, e juntando ao seu redor um amontoado de gente curiosa de como se faz um bom chimarrão. Portanto, peço aos leitores que me auxiliem na divulgação da mais linda das tradições gauchas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fechando a Porteira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Muitos amigos estão curiosos com o que seja o Galpão do Galo Velho. Temo que pensem em algo diferente da sua simplicidade, o que me faz publicar duas fotos do ambiente fumacento. Já descrevi a sua singeleza, quando lembrei poetas. A primeira foto é do abraço de 52 anos de feliz convivência amorosa com a Jane, ladeados pela melhor de nossas construções - Luis Mário, o "Castiano" e o Júnior, o "Magrinho". Na outra foto está o Júnior junto de sua filha Fernanda, minha "Pichirica", primeira neta, mostrando a "parede dos mortos". As fotos datam dos meus 60 anos, em 1994. Mas cuidem, afirmarei sempre: só os que sentem a “egrégora superior” entenderá e saberá apreciar o silêncio e a paz profunda, que reina em suas paredes. Por mais barulho, festa, comilança, beberagem, música e alegria, sempre estaremos envolvidos pela Proteção Superior.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/Sxo-CvjW8zI/AAAAAAAAACs/u2zx1A_t_5M/s1600-h/Jr+com+compo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 417px; FLOAT: right; HEIGHT: 336px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411706119084503858" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/Sxo-CvjW8zI/AAAAAAAAACs/u2zx1A_t_5M/s320/Jr+com+compo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 447px; DISPLAY: block; HEIGHT: 420px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406274879689339634" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/SwbyXAIAMvI/AAAAAAAAACg/azEugeXAEJU/s320/Jr+Fer+G.V..jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-6403382131952301367?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/6403382131952301367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/11/boletim-35.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/6403382131952301367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/6403382131952301367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/11/boletim-35.html' title='Boletim 35'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/Sxo-CvjW8zI/AAAAAAAAACs/u2zx1A_t_5M/s72-c/Jr+com+compo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-2100970324079339612</id><published>2009-11-07T22:25:00.000-08:00</published><updated>2009-12-11T15:15:25.767-08:00</updated><title type='text'>Boletim 34</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Abrindo a Porteira.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aquela faca atravessada na “passarinha” do Galo Velho, certamente foi um hábito que ele passou a meu Pai, e este passou para mim, e eu para o Luis Mário. Cristino era muito hábil com ela, como fomos com o lápis de ontem, e hoje com o computador. Quando ele não estava carneando depois de sangrar era coureando, pois morria muito bicho no campo, ou guasqueando para os remendos dos arreios, quem sabe picando um fumo em rama, e sovando uma palha de milho para o cigarro, abrindo uma manta de carne para o charque, pelando o couro de um porco para um bom toucinho, churrasqueando, tudo na habilidade de sua faca. Era a ferramenta indispensável do gaúcho, que hoje pouco usamos. Nem se coureia mais, pois os bichos não morrem, e morrendo são enterrados como gente, já que os corvos também desapareceram. Charque nem é bom falar, até mesmo carnear nas fazendas ficou difícil, os bichos são mortos a tiros nas testas, e tudo é desperdiçado. Os mondongos, mocotós, cabeça, miúdos, e mesmo os couros são jogados fora. É duro confessar, mas são coisas de um tempo "moderno".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O Galpão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quanto as Leis do Galo Velho&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;2ª Lei - &lt;strong&gt;A PAZ.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será difícil descrevê-la, e para entendê-la é necessário chegar lá, apreciando a simplicidade do Galpão, bebendo um pouco do seu calmo silêncio que se esconde nas paredes enegrecidas pelo picumã. Disse o poeta: “Para que tanta ambição tanta vaidade, procurar uma estrela perdida, se o que nos traz felicidade, são as coisas mais simples da vida”. Creio que nesse verso está explicada a PAZ do Galpão do Galo Velho. Nas suas rústicas paredes encontramos os fluidos benéficos, de quem ali viveu com paz no espírito. Costumo dizer aos amigos que desfrutam de nossa convivência, que são justamente eles que ali deixam a PAZ. Ela jamais será “fabricada” por uma ou duas pessoas, trata-se de um conjunto social, onde todos se doam, na oferta à Deus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Histórias que me contaram - 14 (Boletim nº 17)&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Ovo Guacho.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta história pertence à Bento Martins Azambuja, sobrinho de meu bisavô Ignácio Xavier Azambuja, contada em seu ótimo livro "Recordações Gaúchas" reeditado pelo NPHC. Tio Pio como ele era chamado, residiu e estudou na Fazenda da Invernada de meus ancestrais, no fim do século XIX, tendo participado da Revolução de 93, quando foi ferido. Para quem não sabe, guacho, é o animal que fica órfão de seus pais. Vou fazer um resumo da história que meu parente conta como verdadeira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao se aproximar a época da postura, o avestruz faz seu ninho numa cova de touro, nela pondo alguns raminhos silvestres e ali deposita cerca de trinta e poucos ovos. Antes, entretanto, ela põe dois ou três ovos nas imediações do ninho, que são chamados de ovos quachos. A sua finalidade é muito interessante, pois quando os filhotes desovam, ela os leva até eles que estão podres, e os quebra com a pata, exalando um fétido terrível, o que atrai muitas moscas, que servirão de alimento aos seus avestruzinhos nos primeiros dias de vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A infantaria imperial que vinha lutar aqui no Rio Grande era composta de muitos nordestinos, ignorantes de nossa fauna. Certo dia um baiano deparou com um destes ovos guachos, e assustado pelo inusitado de seu tamanho chamou pelos companheiros, que passaram a discutir o fato. Terminaram por chamar um colega de farda e conterrâneo, que por aqui já havia passado, e se dizia conhecedor de nossos hábitos. Então João José (este era seu nome) que nunca tinha visto tal coisa, nem sequer sabia o que fosse uma avestruz, segurou o ovo com uma das mãos, e com o braço estendido formalizou-se, tomando ares de juiz, sentenciando:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-"Ele ovo é, mas não é de ave de pena!... Pelo peso e pelo grandor é de boi ou de cavalo!...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Uma charla&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Na busca da felicidade&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será uma busca eterna, como buscamos pela presença do Senhor. Creio que a felicidade se mescla com o mistério de Sua própria existência, no simples desejo de sermos felizes. Certamente é tão fácil como alcançarmos nossas próprias sombras. Será que perdemos o sentido da visão, ou que o futuro seja tão distante e impossível de o enxergarmos? Poderá os nossos valores terem se deteriorados? Será esta busca pela matéria "tilintante", que nos desvia do verdadeiro sentido da existência? Sei, são muitas perguntas e de difíceis respostas, mas minha afirmativa é aquela imagens criança das "lindas tardes fagueiras", quando então o tempo existia, correndo lento como a sanga da vida. Só posso afirmar que a felicidade consiste em mantermos as mentes ou consciências serenas, o que sabemos ser difícil no mundo atual, pela constante presença do ódio e da violência, ferindo nossos olhos e ouvidos, mesmo distante das suas cenas, ou pior ainda se presentes a elas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou ofertar aos amigos com carinho, o último verso da poesia, PAZ, de Luna Fernandes (&lt;a href="http://humancat.com/SeHa/tantapaz.htm"&gt;http://humancat.com/SeHa/tantapaz.htm&lt;/a&gt;). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Se há tanta PAZ nos corações com fé,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;que atrai o bem e afasta as coisas más.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Então oremos juntos, todos de pé,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;para que o homem um dia alcance a PAZ.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-2100970324079339612?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/2100970324079339612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/11/boletim-34.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/2100970324079339612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/2100970324079339612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/11/boletim-34.html' title='Boletim 34'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-2663265567189132351</id><published>2009-10-14T06:15:00.000-07:00</published><updated>2010-01-17T15:34:39.176-08:00</updated><title type='text'>Boletim 33</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Abrindo a porteira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Creio que é esta ânsia de escrever (coisas de Centeno), que me faz procurar o teclado, minha única formação técnica. Quem sabe estou sem o que fazer? Nossos espíritos são criativos, e o meu foi feito a "imagem e semelhança do Senhor", como todos os de vocês, portanto, criemos. Vou lapidando espaços brancos, preenchendo pensamentos, encontrando-me aqui, perdendo-me ali, mas sempre na busca da Eterna Verdade. Sabemos que ela está ao nosso lado, ou à nossa frente, quem sabe vem logo atrás, mas o melhor mesmo é crer que ela está dentro de nós. Estaríamos assim nos aproximando da verdade de Sócrates - "conhece-te a ti mesmo", pois se fomos feitos à Sua imagem, Ele mora dentro de nós, e passaremos a conhecer um pouquinho dEle. Se procurássemos por nós mesmo, sem desprezar os semelhantes, seríamos muito, mas muito mais felizes. Não custa tentarmos, é só aprender a meditar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Galpão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quanto as leis do Galpão do Galo Velho.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1ª Lei - &lt;strong&gt;Respeito. &lt;/strong&gt;Encontrei no "amansa" do Silveira Bueno a definição: "veneração, submissão". Procurei por veneração: "culto". Pronto. Lembrei de quando afixei a placa de PAZ E RESPEITO, ajudado pelo Júlio Machado, naquela parede que chamam "dos mortos". Não tinha ainda percebido a imensa profundidade das duas palavras. Ali realmente é um local de culto, e o maior de todos os cultos que praticamos é o da tradição gaúcha. Por que? Porque dentro dele não rompemos com os costumes dos nossos antepassados. O fogo é no chão; a porta sempre aberta; a chama não apaga; a água é aquentada em cambonas, onde se faz também o café de chaleira; os bancos são de couros rústicos; a roda do mate e a roda da canha une os campeiros ao relincho das éguas encocheiradas. Ali não temos distinção de raça, religião e partido político. Somos todos irmãos, culto ou ignorante, pobre ou rico, branco ou preto, na mescla da amizade forjada na lida do campo, onde o suor do patrão se mistura com o do empregado. Este RESPEITO GAÚCHO surgiu nas refregas guerreira, quando na carga de lança era o patrão que ia à frente, conduzindo na fé de seus ideais, a bandeira da Igualdade, Liberdade e Humanidade, princípios básicos da vida riograndense. RESPEITO é receber com fidalguia aquele que chega pra perto do fogo, dividindo o muito ou o pouco que se possua, acatando quem seja e que idéias tenha. Com o RESPEITO manteremos as amizades, e só com ela o Mundo alcançará a PAZ. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Histórias que me contaram - 13&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;O Figueirão da Fazenda da Quinta. (Boletim n° 10)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há um grande figueirão na Fazenda da Quinta, bem junto da cabanha de crioulos do Luis Mário. O fato ocorreu aproximadamente em 1935, quando a Sant`Anna estava nos arremates de sua construção, aos cuidados do Sady Scherer. Plácido era um aguador do Adriano Scherer, casado com uma linda "castiana", mas não iam bem de casamento, pois falavam que ele não "cuidava bem" da mulher. Nestas horas sempre acontece. O Sady passou a "arrucinar" a tal castiana, e terminou acontecendo. Certo dia, Plácido descobrindo o crime, cometeu um crime maior. Enquanto um casal de joão-de-barro se amava num rancho de carinho, ele estrangulava a mulher, pendurando-a depois num caibro da bolanta, simulando suicídio. Foi à Fazenda Sant`Anna ao quarto do Sady, provavelmente para cometer outro crime, mas lá encontrando meu Papai passou a chorar, dizendo que a mulher havia se matado. Minha Mamãe, aficionada de Aghata Christie, depois de conferir a cena do crime afirmou à Papai, que a mulher não havia se matado, pois o banco colocado junto do corpo não estava caído, e encostava nos pés da morta, e morto esperneia ao morrer. Mamãe influenciou o guarda que atendeu a ocorrência, termindo por Plácido confessar o crime, e dizendo que a havia matado por amor. Que Deus tenha piedade de sua alma, pois amor não mata. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma charla.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ainda o mate.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora registro realmente as &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Leis do Mate&lt;/strong&gt;. &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Elas existem e devem ser cumpridas&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1ª - Nunca se pede um mate, ele deve ser ofertado. Trata-se de um direito do cevador de matear sozinho. Ninguém deve se ofender quando o mate não lhe é ofertado. Entretanto, na roda de mate ele corre solto, não podendo ser excluido nenhum dos vivente, o que será considerado ofensa. O gaúcho da roda poderá ser desdentado, gripado ou até aidético, que o mate lhe será ofertado. Cabe agradecer, se excluindo de beber naquela roda.&lt;br /&gt;2ª - O "ronco da cuia". Creio ser mais um gesto de educação, que outra coisa qualquer. Ao devolver a cuia para o cevador é necessário fazê-la roncar, demonstrando assim que não se deixou resto na mesma. A vivência campeira diz que roncando, o mate não ficará entupido, ou mesmo pesado ao ser sorvido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3ª - Salvo quando a roda é íntima, não se deve reclamar do mate, pois cada um faz ao seu gosto, principalmente quanto a temperatura da água. Cabe ao vivente dizer "obrigado", o que quer dizer que não deseja mais se servir do mate.&lt;br /&gt;4ª - Raul Annes Gonçaves diz que a roda do mate é da direita para a esquerda. Não diz com que mão ele é servido, mas logicamente será com a direita. O cevador, destro, segurará a cuia com a esquerda e a térmica ou chaleira com a direita, trocando pois de mão ao servir. Sempre considerei o lado esquerdo do corpo como o positivo, o lado do coração, mas parece que os campeiros assumindo o gesto da direita, ofertam a força, na pujança do Rio Grande do Sul. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;5ª -Mexer na bomba. Nunca se deve mexer na bomba do mate, fazendo movimentos com ela, imaginando que assim o mate ficará mais solto. O desastre de um mate entupido piora ao se mexer na bomba. Dou uma dica. Ao entrarem numa roda de mate observem se o vivente que o bebe está fazendo força, então recusem. Para se mexer na bomba de um mate tem de pedir licença ao cevador. Conheci um compadre de meu irmão Alaor Rodrigues, que se arreliava com a sua comadre, que costumava mexer em sua bomba. Certo dia ele "palanqueou" a bomba com um arame ao redor do bojo da cuia, e foi uma graça ver a coitada fazer força em vão. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-2663265567189132351?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/2663265567189132351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/10/boletim-33.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/2663265567189132351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/2663265567189132351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/10/boletim-33.html' title='Boletim 33'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-1047581256680350670</id><published>2009-09-19T13:03:00.000-07:00</published><updated>2010-01-18T09:46:44.543-08:00</updated><title type='text'>Boletim 32</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ABRINDO A PORTEIRA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estamos saindo da Semana Farroupilha e esta porteira é imensa, nos levando à uma inverrnada comprida, quase sem fim. Dizer o que os outros já disseram, ou escrever o que já está escrito? Como esta porteira é meu próprio coração vou dizer o que penso. A Revolução Farroupilha foi o movimento político-social que enraizou o gaúcho no seu solo. Ao proclamarmos uma República meio século antes da República Brasileira, mostramos ao mundo nossos sentimentos de progresso, e de amor à Liberdade, Igualdade e Humanidade. As grandes fazendas, que eram a riqueza do Rio Grande do Sul, ficaram arrasadas com seus proprietários quebrados e a gauchada “esfarrapada”. Este fato nos levou à poderosas virtudes – humildade, simplicidade, resignação, coragem, determinação, estoicismo. Vou resumir tudo na SIMPLICIDADE DO GAÚCHO, que julgo ser uma de nossas mais importantes posturas. Foram os farrapos que com seus sangues irrigaram o solo, de onde nossas raízes alimentam o amor que por ele sentimos. O dicionário diz que simplicidade é singeleza, ingenuidade. Alguns poderão discordar, mas julgo que é justamente isto que nos permitiu desenvolver o “espírito de hospitalidade”, que tanto encanta nossos visitantes, afirmando que aqui vive uma “raça” diferente. Não vamos esquecer que o Rio Grande do Sul, chamado por duzentos anos de Terra de Ninguém, só foi “descoberto” no início do século XVIII, o que nos permite cultivar a “ingenuidade” dos mais jovens. Anotem – estoicismo é uma escola de princípios rígidos de moral, a mais importante qualidade gaúcha, que se destaca principalmente no corrompido cenário político nacional.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;GALPÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É necessário dizer alguma coisa sobre este negro paraguaio, apelidado de Galo Velho, escravo que aqui chegou após a retomada de Uruguaiana, na Guerra do Paraguai. O apelido se deve a um grito que ele pronunciava, quando começava a juntada do gado para os grandes rodeios, campo à fora. Lembro de meu Pai, capataz da Fazenda da Quinta por muitos anos, contar que seu grito jamais fora imitado por outra pessoa. Imaginem que os gaúchos saíndo da sede, se dirigiam a um determinado rodeio (Figueira Caída, Capoezinho, Capão dos Touros, e outros), alguns chegavam primeiro no local já conduzindo gado, enquanto outros tinham que fazer a volta ao ponto do rodeio, em busca de animais mais distantes. Assim, para que uns não ficassem esperando pelos outros, a “ordem” de começar a recolutada era dada pelo grito do Cristino, daí seu apelido, pois os parceiros diziam: “vamos começar, o Galo Velho gritou”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM 12&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A história da cachaça&lt;/strong&gt;. (Boletim nº 23)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Companheiro Fábio Tavares, do NPHC nos contou esta linda história, fruto de uma pesquisa, no Museu do Homem do Nordeste.&lt;br /&gt;Para se fazer melados no Brasil de antigamente, os escravos colocavam o caldo da cana de açúcar em um tacho, e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. Um dia, porém, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam, e o melado desandou. O que fazer agora? A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.&lt;br /&gt;No dia seguinte encontraram o melado azedo e fermentado. Não pensaram duas vezes, e misturaram o tal melado azedo com o novo, e levaram os dois ao fogo. Resultado, o ‘azedo’ do melado antigo era álcool, que aos poucos foi evaporando, e formou no teto do engenho umas gotículas que pingavam constantemente. Era a cachaça já formada, que pingava. Daí o nome ‘PINGA’. Foi quando entrou no engenho um escravo com as costas cortadas dos lanhos da chibata do feitor, que recebendo alguns pingos da canha, disse que ardia muito. Então lhe deram o nome de ‘AGUA ARDENTE’.&lt;br /&gt;Algum tempo depois entrou um rapaz que passou a aparar com a boca algumas gotas da “pinga”, dizendo que era gostoso. Notaram que o rapaz continuou bebendo da pinga por algum tempo, passando a dançar e a se alegrar. Os escravos sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo da pinga tomando daquela água ardente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;UMA CHARLA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Chimarrão&lt;/strong&gt;. (Boletim nº 14)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O certo é que muito ainda se dirá sobre ele, hábito milenar em nosso continente. Tudo que escrevo é pessoal, não querendo dizer que seja alguma lei, de cumprimento severo, pois os hábitos são práticas regionais, ou até mesmo pessoais que devem ser respeitadas.&lt;br /&gt;Ao meu gosto considero o mate um momento de descontração. Assim não gosto de ver as pessoas beberem seus mates caminhando em algum evento, como por exemplo, nos rodeios, feiras, etc. Parece quererem mostrar que são gaúchos. Também não gosto de matear dentro de um automóvel, onde mais se faz sujeira que outra coisa qualquer. Claro, que quando de uma viagem longa, se deve é matar a sede, e pode ser com ele. Já vi gente mateando “de a cavalo”, que coisa mais sem gosto. Certa feita em Mello no Uruguay, onde tive uma lavoura de soja, permanecia por algum tempo na cidade, quando vi com meus olhos, e não me chamem de mentiroso – um vivente mateando de bicicleta! Ele tinha um suporte para cuia e térmica junto ao guidão, enchendo o mate com uma mão, e depois bebendo com a outra.&lt;br /&gt;O mate deve ser encarado como um ritual, desde o momento de cevá-lo, até quando se lava a cuia para guardá-la. Ele é o companheiro das horas de reflexões, ou dos encontros galponeiros, jamais devendo ser o companheiro para festas e exibições. Minha memória criança guarda a lembrança das mateadas nas salas, nas sombras das figueiras, nas madrugadas e no entardecer junto ao fogo do galpão, ou seja, sempre nos descansos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-1047581256680350670?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/1047581256680350670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/09/boletim-32.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/1047581256680350670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/1047581256680350670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/09/boletim-32.html' title='Boletim 32'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-9151707167196510586</id><published>2009-09-13T17:57:00.000-07:00</published><updated>2009-09-15T15:49:29.905-07:00</updated><title type='text'>Boletim 31</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ABRINDO A PORTEIRA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O agosto foi embora, e que ao voltar no próximo ano venha mais calmo, sem levar meus amigos e sem tantas gripes “bichonas”. Meu velho Pai esfregava as mãos em setembro, dizendo que só no outro ano iriam lhe “pegar”. Parecia saber que morreria em agosto, como aconteceu no dia 19 do ano 1977.&lt;br /&gt;Mas aqui vamos abrindo outra porteira do tempo, que corre campo a fora. Aproveitando esta porteira aberta me refiro ao dia 24 de agosto, Dia de São Bartolomeu, ou ao “Massacre da noite de São Bartolomeu” – 24 de agosto de 1572, em Paris, quando os reis da França mandaram matar os protestantes ou huguenotes. Dizem que morreram de 30 a 100 mil protestantes nos quatro meses de matança. Pois esta foi a noite que Getúlio Dornelles Vargas escolheu para botar uma bala no seu coração, em seus aposentos do Palácio do Catete, Rio de Janeiro. Minha família maragata, do Partido Libertado era ligada a UDN, partido de Carlos Lacerda, conhecido como “Derruba Presidentes” causador da queda de Getúlio. Minha gente conservadora não aceitava as reformas do Getúlio, entretanto, vejam quantas e boas ele criou: Ministério do Trabalho; Ministério da Indústria e Comércio; Ministério da Saúde e Ministério da Educação e Cultura. Estabeleceu o primeiro Código Eleitoral do Brasil; a OAB, o Correio Aéreo Nacional; o Departamento de Aviação Civil; a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos; a Carteira de Trabalho; o IBGE e a Petrobras. Uma reverência ao mais importante político do século XX. Gaúcho Tchê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;GALPÃO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;A luz penetrou no Galpão do Galo Velho.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Foi um grande susto ao saber que um pedaço do telhado havia caído. Lá chegando e apreciando o desastre saltou aos meus olhos: havia luz natural dentro do galpão num raio forte de Sol. Não houve alegria com este fato, mas constatei que, além do teto roído pelo cupim ter caído sobre o forro da cozinha, nada mais de grave. Então toca de limpar a peça, assim como o escritório do João Vigano, e tratar logo de fazer um reparo provisório, o que o Bráulio e o Dejair resolveram no mesmo dia, cobrindo o buraco com lona plástica branca, que ficou além de bem feito, muito forte. A lona plástica continua iluminando o galpão, e fiquei pensando em fazer uma coberta permanente com ela. Por que não? Imaginem a gente ficar apreciando as estrelas durante a noite. Na verdade no verão seria brabo agüentar o calor, e o perigo de um incêndio com aquele fogo sempre aceso. Não iria faltar um gaiato dizer que o galpão virou num viveiro, mas bem que soaria bonito, pois estou dizendo que é Galpão dos Vivos (nem dos mortos, nem dos espertos!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM – 10&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Para não republicar velhos boletins, copio suas histórias passadas. (boletim 21)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;No início do Século XX começaram a desenvolver o tráfego aéreo no Rio Grande. Primeiro porque não tínhamos estradas, e as distâncias a serem percorridas eram grandes. Como não havia aeroportos como temos hoje, passaram a usar hidroaviões, que desciam e decolavam nas águas da Lagoa dos Patos, próximo das grandes cidades. Assim a Varig inaugurou uma linha aérea ligando Porto Alegre à Pelotas e Rio Grande. Também é necessário esclarecer que entre estas cidades não havia linha férrea. O primeiro hidroavião tinha desenhado em sua fuselagem o prefixo BAAA. Contam até mesmo, que dois gaúchos estavam pescando serenamente na beira da lagoa, quando passou baixo aquele bruto “pássaro voador”, tendo um deles gritado: Baaa! Daí surgindo o nosso dito tão diário do gaúcho – Baaa!&lt;br /&gt;Mas a história é outra. Certo dia um desses hidroaviões navegadores, voava de Pelotas para Porto Alegre, quando teve uma pane num dos motores, descendo na Lagoa do Guaraxaim. Os pilotos, que eram alemães puros, amarraram o dito numa figueira, e saíram campo a fora. Deram numa casinha, e mesmo falando mal a língua, conseguiram saber que perto havia uma grande casa de fazenda. Era a Fazenda da Quinta, propriedade de meus avós, Centeno Pereira da Silva. Ali chegando foram bem recebidos e alojados no “quarto de fora”, onde era costume se hospedar estranhos. Eles perguntaram ao empregado que fora convidá-los para jantar, onde seria servido o mesmo, e informados que seria na casa principal, ali bateram na porta, e para surpresa da família estavam trajando smoking, ou seja, uma roupa de gala. Dá para se imaginar o susto daquelas pessoas, que mesmo ricas eram dotados de grande simplicidade.&lt;br /&gt;A história ainda não termina aí. Dois dias depois meu avô providenciou uma carroça, e gente para levar os pilotos até o avião, já tendo despachado um “próprio” até a vila do Duro para avisar por telegrama à Varig. Susto tiveram os dois pilotos, que chegando onde haviam deixado o avião, não o encontraram. Aconteceu que a Varig já o havia rebocado, após darem falta do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma charla&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi um inverno tirano. Creio mesmo que foram três invernos, um no outono, outro no inverno e agora entramos em setembro com o da primavera. A comunidade lavando as mãos toda hora, com medo da tal gripe suína. As guaiacas vazias com a falada crise mundial. O preço do arroz em queda, como careca de jovem. A roubalheira se “espraiando” pelo País, e até mesmo nosso chão gaúcho, que não é dessas coisas ficou impregnado. A barragem do Maria Ulguim parada, porque a prefeitura não tem verba para limpar a área. Os amigos que não estão morrendo com a doença braba, não param de aprontar outras doenças. O asfalto da nossa estrada com Arambaré está mais demorado que enterro de rico. Até nem vou falar de outras coisas menores.&lt;br /&gt;Passo para nova linha, com letra maiúscula, que fala mais forte. Afinal nos resta a ESPERANÇA. Guardei uma frase que nem sei de quem foi: “Se perderes a fortuna terás perdido muito. Se perderes um amigo terás perdido muito mais. Mas, se perderes a ESPERANÇA terás perdido tudo.” Então estamos com tudo! Nossa barragem está cheia, quase derramando pelo ladrão, o que é prenúncio de lavoura bem abastecida. O inverno foi tirano, matando todas as pragas do campo, na certeza de uma colheita farta. Os bancos dizem que estão largando um “navio” de dinheiro para financiar a nova safra. Apesar de atrasados ainda resolverá o problema. Os estoques de arroz até agora já esgotaram 50%, principalmente devido a grande exportação do produto para o mercado internacional, o que é esperança de melhores preços até o final do ano. Os juros bancários estão baixando, e por baixo de pano já se fala em 4% ao ano, em financiamentos de máquinas agrícolas. Eu que estou pagando 4% ao mês! O governo diminui os impostos, e nunca se comprou tanto eletrodomésticos, e automóveis novos. Teimoso como bom libertador continuo com meu Voyage 1988! Afinal é regra, libertador não troca de cavalo, de carro, de casa, de partido e nem de mulher!&lt;br /&gt;No arremate da charla, pesando todos os males e os bens, ficamos com o prato dos bens muito mais significativo. Então estamos realmente com tudo, na PAZ de Deus, no conforto de nossos lares, no amor de nossas famílias, e na certeza do calor de nossos amigos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-9151707167196510586?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/9151707167196510586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/09/boletim-31.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/9151707167196510586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/9151707167196510586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/09/boletim-31.html' title='Boletim 31'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-3070379090242656929</id><published>2009-09-09T10:16:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T08:55:48.694-07:00</updated><title type='text'>Boletim 30</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(agosto/09)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ABRINDO A PORTEIRA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Já com a voz mais grossa, depois do susto de um bisturi, me “entrevero” na vida campeira, buscando pelos amigos e parceiros desta tropeada terrena. Aos trancos e barrancos, misturamos alegrias com as tristezas, pois a vida será sempre uma mescla dos opostos. Uma inverneira tirana levando nossos amigos, sustos e gripe dos porcos, das galinhas, me perguntando, que bicho virá depois?&lt;br /&gt;Os parceiros dos Poetas Livres Vilmo Medeiros estiveram ao lado do Parceiro Júlio Machado, seus filhos e netos, quando da despedida de nossa Parceira, e sua querida esposa Santa, no último dia dez, lá no Cristal. Uma comunidade inteira mostrou o carinho e amor ofertado à sua Santa, pelo reconhecimento da atuação comunitária aos cristalenses. Deixou o pranto de seus familiares, o silêncio respeitoso em seus amigos, mas, sobretudo, deixou o exemplo de dedicada esposa, mãe, avó e amiga daqueles que com ela conviveram. Na despedida no cemitério da cidade, nosso Parceiro Dácio Almeida se pronunciou em nome dos Poetas Livres, em sentidas e emocionadas palavras, quando soube externar a dor dos familiares e amigos ali presentes, deixando uma prece divina, para o descanso eterno de nossa Parceira Santa Machado. Ao Parceiro Júlio deixamos nosso carinho e respeito, ofertando os ombros gaúchos, para empurrarmos a vida para frente, sabendo que o fim não existe, pois estará sempre acontecendo em algum lugar, nesta, ou na existência ultra-terrena, na Paz e no Descanso do Grande Arquiteto do Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O GALPÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Este “santuário de fumaças” é realmente meu recanto de meditação, recolhimento espiritual, trabalho, lazer, hospitalidade, comilança, beberagem, mas acima de tudo “meu santuário de saudade”. Saudade é o sentimento que se guarda daqueles que já partiram, pois aqueles que ainda aqui vivem, mais hoje ou mais amanhã matamos suas saudades. Saudade é sentimento eterno, do Eterno, que foi só amor. Saudade porque ele me reporta aos antepassados, que costumo dizer, moram na beira do fogo eterno. Por tal não deixo o fogo apagar, mantendo sempre alguém remunerado para cuidar dele. O fogo é luz, e luz foi a chama divina que iluminou o caminho de Jesus. Luz foi o que nossas Mães nos deram, e luz será o último símbolo de nossa passagem nesta Terra. No Livro Sagrado das Escrituras está escrito: “E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a entenderam”. Quem permanece nas trevas, realmente jamais verá a luz, e podemos afirmar que a luz verdadeira existe para as consciências puras, que não guardam ódios, mentiras, orgulhos, vaidades e, buscam a VERDADE FINAL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM – 9&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Um avião laçado&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A história deste AVIÃO LAÇADO foi publicada na famosa revista Cruzeiro, do Rio de Janeiro, de repercussão nacional, e até mesmo mereceu referência na revista Time, de Nova York, com repercussão internacional.&lt;br /&gt;O fato ocorreu nas imediações da cidade de Santa Maria da Boca do Monte, e muitos pensam ainda hoje que se trata de gabolice de gaúcho, mas é uma História com H maiúsculo. O piloto se chamava Irineu Noal, família tradicional do local, de quem minha irmã Maria de Lourdes era muito próxima, quando lá morou ao casar com o Riograndino Bohrer. Pois este Noal pilotava um avião paulistinha conhecido na época por “Paulistinha Manuel Ribas”. Certo dia se dirigiu rumo a fazenda de Cacildo Pena Xavier, lugar denominado Tronqueiras, e passou a fazer rasantes sobre a mesma, o que realmente era uma gabolices. No alto de uma coxilha o campeiro Euclides Guterres atendia uma novilha doente, e o piloto o vislumbrando passou a assustá-lo com fortes rasantes. Claro que o gaúcho além de não se assustar “com pouca coisa”, resolveu “tirar desforra”. Armou o seu laço de 13 braças, e quando o “pássaro de ferro” se aproximou jogou-o num tiro certeiro o “pegando pelas “guampas”. Largou do laço “para não ser levado pelo avião”, mas na verdade ele já estava cortado pela sua hélice. O piloto todo “borrado” teve que aterrissar na base de Camobi, onde foi multado pelas autoridades aeronáuticas, mais por não ter relatado as verdadeiras razões dos estragos no aparelho (hélice partida).&lt;br /&gt;Interessante relatar as declarações do peão Gutierres: “Eu não fiz por maldade. Foi pura brincadeira. Para falar a verdade, não acreditava que pudesse pegar o aviãozinho pelas guampas num tiro de laço. Mas aconteceu, paciência”.&lt;br /&gt;Esta façanha, de divulgação nacional e internacional, foi relatada no “Túnel do Tempo” de Zero Hora, espaço de Olyr Zavaschi há poucos dias, onde consta o nome do colaborador – Antônio Goulart, de Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;UMA CHARLA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Procurando um estribo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O cavalo já está encilhado, e nem apertei a cincha no peito, já que a jornada vai ser ao tranco, apreciando a noite calma, buscando pela boieira que guiará meu rumo. Vou procurando por um estribo para esta última recorrida, que nem sei bem qual o caminho, pois o Sol se esconde, e a bruma escura vai tapando o meu horizonte distante. Sei que um luar irá surgir, e as estrelas brilharão descortinando a estrada comprida e desconhecida. De rumo feito vou reboleando o rebenque, pelo dever de casa cumprido, sabendo que nada mais resta fazer, por estar tudo justo e perfeito.&lt;br /&gt;Recolutando o tempo me dou conta que parei um belo rodeio. Não por grande ou bonito, mas por bem trabalhado. Escolhi uma boa coxilha da minha existência, e nela não dei descanso pro pingo, sem esconder minhas rodadas e meus bons tiros de laço. Quebrei muita geada fria, e escondi a cara dos minuanos brabos. Por solto nos bastos consegui estender pelegos para índios xucros e necessitados. Bebi café de cambona, e sorvi a fumaça pura dos cernes das plantas, que beberam a seiva do chão dos meus ancestrais. Ergui tetos de abrigos, e levei curativos de amor aos ranchos dos sofridos. Engraxei a cara com costela gorda, e derramei o líquido alegre da vida, ou da morte se não souber ser bebido. Dancei “arroz com feijão” ajudando a levantar poeira, na felicidade dos entreveros de paz, e também acompanhei jornadas ao último palanque do pingo, fincado 7 palmos do chão, dividindo lágrimas da peonada.&lt;br /&gt;Assim me “prancho” no estendido do chão, olhando as estrelas vivas, buscando novos espaços no etéreo divino, no esparramar de amor e respeito à quem amei e fui amado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-3070379090242656929?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/3070379090242656929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/09/boletim-30.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/3070379090242656929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/3070379090242656929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/09/boletim-30.html' title='Boletim 30'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-3964165548904140470</id><published>2009-09-09T09:56:00.000-07:00</published><updated>2010-01-18T08:22:34.262-08:00</updated><title type='text'>Boletim 29</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(agosto/09)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ABRINDO A PORTEIRA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Só quem fica longe de seus amores poderá avaliar o seu tamanho. Sei que o fogo do Galpão continua aceso, e o silêncio constrói sua egrégora. O perfume das éguas encocheiradas, um varrer mal tapeado, o roncar saudoso de um mate na boca de um negro perdido, o olhar estalado de um corujão buscando por um rato, e a minha lembrança viajando nas paredes lambidas pelo picumã enegrecido.&lt;br /&gt;É como diz o Júlio Machado: “Gosto tanto de galpão, que certamente na outra encarnação fui cachorro”. Assim também vou filosofando, pois para se avaliar um amor é necessário ficar longe dele, de quando em quando. É nosso dever valorizar as coisas simples, pequenas, que se vive no dia a dia, e que a constância dos momentos não permite melhor apreciação. Amar as coisas simples, amar a família, amar as origens, a Deus, os amigos, o ar respirado, o farfalhar das árvores, o cheiro da terra, o esvoaçar dos pássaros. Porque? Por que são etéreos, não são concretos. Não são efêmeros, e o Senhor Criador dos Mundos colocou ao nosso alcance para sermos felizes. Tudo isto ao nosso lado, e o homem não vê, buscando o concreto que se esvai, queima, desmorona, roubam, e certamente não servirá de nada para a caminhada final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O GALPÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vocês desculpem, mas o Galo Velho tem um pouco, ou quem sabe muito de filosofia. Assim, o Patrão Velho, que anda lendo o “estudo da vida” encontrou esta:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“O maior favor que você faz a um inimigo é odiá-lo. Ao odiá-lo ele será arquivado de maneira privilegiada em tua psique. Desse modo dormirá contigo, e perturbará teu sono. Comerá contigo, e estragará teu apetite.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A sentença é de AUGUSTO CURY, do livro “Doze semanas para mudar uma vida”.&lt;br /&gt;Não levem a mal, mas isto é conversa sim, de Galo Velho, pois é uma mensagem de AMOR. Amemos, para sermos felizes, mas antes de qualquer amor, amemos a nós mesmos, morada Daquele nos fez à sua semelhança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM - 8&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Meu velho Campeiro, Pai e Companheiro (Mário Silva Azambuja).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sei que a campereada é das brabas, pois vamos voltear a Invernada do Esquecimento. Ao passo lento buscando pelo picaço me treme o bucal na mão, como quem penetra a bruma do tempo. São porteiras pesadas, como a me dizer que entro em campo proibido, mas te encontro na beira do fogão galponeiro, envolto de paz e luz, chimarreando o doce líquido do descanso eterno. Só a força do amor seria capaz de permitir minha aproximação.&lt;br /&gt;Volteamos o rodeio da lembrança de meus primeiros galopes, quando senti tua austeridade paterna. Foi nela que encontrei a têmpera para enfrentar as intempéries da vida. Sei meu companheiro, era outro tempo, quando só havia a força do braço na dura luta pela sobrevivência, que não conhecia cansaços. Mas meu trote infantil se assustava com teus galopes rápidos e destemidos. Aprendi a obediência quando recebi este freio pesado, que a vida na sua ciência, nunca mais me permitiu deixar de lado. Lembrei quando afirmavas que ela é uma luta constante, para aqueles que aceitam o desafio de buscar um ideal. Pois te atropelando na idade, perdi o medo do final, pela linda e profunda trilha que deixaste no varzedo da existência, como um farol a me indicar um destino.&lt;br /&gt;É incrível como tanto tempo depois, ainda me assalta a vontade de dar de rédeas para trás. Não para viver mais, mas para trotar ao teu lado outra vez, mudando o rumo de alguma coisa, ou simplesmente o tom da conversa. Com todo aquele carinho que nos unia, permitimos um “mundão” entre nós dois, esquecendo de desfrutar os bons momentos das descontraídas mateadas, dos tentos frouxos, de uma simples pescaria.&lt;br /&gt;Mas vou sair deste tranco duro, mudar de rumo, falando de coisas boas, esquecendo até mesmo os Niños e os Diablos que se abatem por aqui. Teus dois filhos, três netos, cinco bisnetas, e um bisneto, todos lindos e gordos. Queres mais? Tua verde Sant’Anna, mesmo com toda a luta contra os “leoninos”. Teus muitos Companheiros, amigos e parceiros. Verdade que outro tanto se mudou de querência, quem sabe pela propaganda que fazem desta tua Invernada aí de cima?&lt;br /&gt;Outro dia lembrei de ti, ao ler a lista dos partidos políticos que inventaram. São 29 com as mais misturadas letras, onde encontrei até um P.L. igualzinho ao nosso, mas no nome, pois em ideal só mesmo aquele parlamentarista. Lembro o quanto peleaste ao enterrarem cinco ou seis partidos, dizendo que eram muitos, para fundarem somente dois, matando nosso PL.&lt;br /&gt;Bueno meu Campeiro, Pai e Companheiro, foi uma charla complicada, meio sem começo e será sem fim. Não dá para entender muita coisa, mas não podia deixar passar o cavalo encilhado, sem uma mensagem. Tinha muito mais para te contar, mas me despeço com a certeza que nos aproximamos, encurtando distâncias, onde saberemos sempre fazer amigos, na oferta da fraternidade. Amar não é para quem quer, é para quem soube ser humilde e verdadeiro como tu, para quem mais ofertou do que pediu, para quem mais trabalhou do que descansou, para quem mais se resignou do que reclamou e, principalmente, para quem muito mais amou do que odiou. Assim te guardarei na lembrança, ofertando meu respeito, no pedido de tua benção.&lt;br /&gt;Teu filho&lt;br /&gt;Luiz Fernando Azambuja&lt;br /&gt;(Esta charla foi lida lá na Sant´Anna, no dia do seu centenário de nascimento, 26 de janeiro de 1998, em uma reunião festiva do Rotary Clube de Camaquã).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-3964165548904140470?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/3964165548904140470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/09/boletim-29.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/3964165548904140470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/3964165548904140470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/09/boletim-29.html' title='Boletim 29'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-551305675236906742</id><published>2009-09-09T09:23:00.000-07:00</published><updated>2009-09-10T18:04:10.308-07:00</updated><title type='text'>Boletim 28</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(julho/09)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ABRINDO A PORTEIRA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ando meio “atempado” com as cordas da voz relinchando estranho, eu que não sou cantor. Mas nada que faça a vida parar. Nem chego mais no galpão, e só de quando em quando para uma flor do campo, e um cheiro religioso para os amores que partiram. Lembro dos amigos que não vejo mais. João Vigano anda num trote brabo com seu sogro Rocha, e me diz ao telefone que tem tropeado muito nos últimos dias, mas só em seus sonhos. Júlio Machado também noutra braba com a Parceira Santa, sua querida prenda de tantos anos, que sofre seguidas internações hospitalares. Os Parceiros dos Poetas Livres também não têm se reunidos, por respeito à ela, o que faz a gente ficar longe da música campeira, alimentando tristezas em nossos corações. Imaginem “curtir” este inverno brabo, que recém bate em nossas portas, como se não bastasse o outono gelado. Rodeio é coisa que nem faço visita, eu que costumava acampar neles, para nossas rodas gaúchas desfrutando do convívio campeiro. Não levem esta prosa como lamento, pois isto é coisa que não devemos exercer, visto que um lamento sempre atrai outro. Trata-se de uma identificação com o presente, buscando arrumar as coisas para o amanhã, e uma delas é cumprir com a promessa de visitar o João Vigano e sua estimada família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM – 7&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;GUMERCINDO SARAIVA&lt;br /&gt;Seus feitos são notáveis na Revolução de 1893, combatendo de espada em punho o governo impopular de Júlio de Castilhos. Eis a história que os livros me contaram, assinada por Odilon Abreu.&lt;br /&gt;Corria o mês de fevereiro de 93. O rebuliço no Rio Grande alvoroçava caudilhos e caudilhetes contrários ao governo castilhista. Gumercindo Saraiva era estancieiro forte no Uruguai e Santa Vitoria do Palmar. Filho de pais brasileiros se achava no direito de pelear junto aos federalistas. Com uma tropa bem montada e armada, o caudilho cruzou a fronteira ocultando-se no rincão de Ana Correia, entre os rios Jaguarão e Jaguarão-Chico. Vinha para se encontrar com o Cel. Jóca Tavares, a fim de engrossar as tropas rebeldes, que já andavam por volta de três mil homens.&lt;br /&gt;Quando esse pintor bizarro jogou o Sol no abismo do fim do mundo, começou a colorir o poente, e a tropa se acantonou numa canhada bonita. Gumercindo distribuiu as ordens para o acampamento. Pelo sul um caponete abrigava e ocultava a gente do caudilho. Na chapada que se erguia ao norte, Gumercindo postou uma sentinela para proteger de qualquer surpresa o sossego dos insurretos castelhanos.&lt;br /&gt;- Todo listo, mi comandante! Disse marcialmente o ordenança de Gumercindo, um tipo melenudo, com barba de semana e meia esse ordenança. Dente de ouro exibido na linha de frente da boca. Chapéu com barbicacho de fleco e aba tapeada na testa. O beiço rachado lhe dava uma voz fanhosa. “Todo listo, mi comandante.” De fato, em pouco tempo os vaqueanos já estavam com uma rês a título de requisição guerreira. E nessas ocasiões o puxirão se faz de vereda. Se põe esperto o mais lerdo dos andarengos. Vala grande cavada no chão, as carneadeiras descobrindo os espetos nos galhos retos das guajuviras, lenha farta, fogo grande, carne gorda e caneco de branca de mão em mão. Mate, charla e patacoada. Palas no chão, mão nas cartas, e na ponta da língua os versos debochados do truco. E de repente, atenção! O sentinela firma os olhos e descobre no horizonte um vulto que vem crescendo. Num galope chasqueiro vem um gaudério batendo estribos. Ele dá o aviso: “Se aprochega um cavaleiro Dom Gumercindo” Então, de relancina o chefe forma uma patrulha com dez voluntários. Ordena uma espera na ponta do capão pra deter o intrometido. No lusco-fusque na noite o índio ia passando a lo largo, quando se viu cercado. “La fresca, tô perdido, pensou. E o chasque o patrão não vai chegar ao destino.” Conduzia uma mensagem trocada entre chefes castilhistas. Preso, foi levado à presença do caudilho. Não apeou do cavalo. Tipo miúdo e entroncado, com lenço branco no pescoço e entonado como pica-pau em tronqueira. Um nariz grandalhão e achatarrado, escondendo um eito de bigode esfiapado, sem apuro nem jeito. O mulato meio pendendo pro índio, tinha séria sua cara de lua escarrapachada. Foi logo despido da adaga de quase metro e do nagão quarenta e quatro. Tilintavam as rosetas das esporas de papagaio comprido, abraçando a barriga do flete.&lt;br /&gt;Os homens de Gumercindo se alvorotaram com a petulância do tipo. Foram precisos cinco homens pra desgrudar o taura do lombo do cavalo. E ele quieto. Gumercindo, ex-delegado de polícia em Santa Vitória, no fim do Império, tinha prática num interrogatório. Tanto podia falar castelhano, como muito bem o português, mas este só falava com caudilhos de igual patente. Antes, porém, que Gumercindo começasse a inquirição, o ordenança se antecipou atrevidaço. “Pucha Che, será que sos tan valiente como feo?” E o índio quieto. “Quién eres? De donde vienes? Para donde vás? Que andas haciendo?” Indagou o caudilho. “No le digo porque ando de próprio.” “Sabes com quiém estás hablando?” “Sei. Com o castelhano bandido Gumercindo Saraiva”. “Si yo cayeras em tus manos que harias conmigo?” “Le passava o lenço colorado”. “Maténlo.” Ordena seco Gumercindo. E o índio quieto. A sentença já era de todos conhecida, e o ordenança tirou uma pedrita dos arreios assentando o fio da faca. Lambia os beiços pensando no sangue que ia jorrar de orelha a orelha. As labaredas do fogo iluminavam a cena bárbara. E o índio quieto. O afobamento do ordenança fez com que Gumercindo dissesse: “Párate. Este no es servicio para um boludo como tu.” A coragem do homem fez com que a sentença fosse reformada. “Larguénlo! Le den um buem caballo. Sus armas. E que se vaya juntar a su gente. Porque se matamos a los valientes, los cobardes es que no van defender los ideales.” E o índio quieto. O ordenança de aproxima da cara do índio, e não se contém: “Pucha Che, tu eres mucho más valiente do que feo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-551305675236906742?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/551305675236906742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/09/boletim-28.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/551305675236906742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/551305675236906742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/09/boletim-28.html' title='Boletim 28'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-4484322156858534720</id><published>2009-09-08T09:00:00.000-07:00</published><updated>2009-09-15T17:34:05.066-07:00</updated><title type='text'>Boletim 27</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(junho/09)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ABRINDO A PORTEIRA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outro dia fazendo ¾ de século perfumei o Galpão, aticei o fogo, me impregnei de oração e rezei a quem amei. Aquele amor de meus velhos rudes era puro. Muitas vezes não o entendia por sua dureza, mas eles queriam apenas o meu bem buscando por mim, e erradamente me corrigiam. Sofria. O sofrimento também constrói, e só se descobre isto depois de velhos. Já notaram que esta porteira aí é o meu próprio coração. Abrindo-o busco lembranças, de um passado que foi lindo, brincando à sombra das figueiras, respirando ar puro, apreciando invernos que se distinguiam dos verões, curtindo enchentes que duravam meses, vendo o escoar de suas águas mansamente, pois o homem não possuía máquinas para afundar a terra. Os tahãs cantavam aos bandos, nidificando nos banhadais, enquanto o tempo, como as águas, custava a escoar. O homem aprendia a meditar no silêncio de si mesmo, na falta do que fazer, naquele mundo calmo e puro, construindo um interior voltado à natureza, que amava sem poder agredi-la. Os “gringos” não haviam descoberto os venenos, e se houvessem, não haviam descoberto o Brasil. Não havia aviões agrícolas para metralhar a terra. Não havia sequer aramados, impedindo o ir e vir das avestruzes. A natureza sorria, num nascer pleno de sol, onde o homem na sua “bendita” ignorância não havia descoberto “as benesses” do dinheiro, com o qual hoje tenta “comprar” a própria felicidade, como se ela fosse um bem material, exposto nas prateleiras dos modernos “botecos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O GALPÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por ser casa, abrigo e cozinha, a gente confunde galpão com o lar. Já li em algum lugar que a cozinha das fazendas, nos tempos de antanho era nos galpões. A gente sabe que o local mais agradável dos nossos lares é a cozinha. Minhas duas moradas costumam receber as visitas na cozinha, que é a entrada das casas. Assim o Galpão do Galo Velho é meu lar. O Júlio Macedo Machado meu poeta do coração diz numa de suas poesias: “Este galpão tem história, e eu trago dentro do peito, onde a Paz e o Respeito é o lema do bom patrão. Lareira, fogo de chão, não apaga noite e dia, e com a sua caloria, aquenta qualquer peão.” Resta curvar nossas frontes ante a reverência do grande poeta, e dos homens que amam a vida rural, principalmente nossos galpões. Então eu me recolho a insignificância do meu presente, na homenagem àqueles que viveram ao pé do fogo de chão, curtindo invernos nos seus desconfortos, sem lamentações, apenas sonhando com um melhor porvir aos filhos. Busco no silêncio do meu Galpão os riscos de sombra dos meus ancestrais, perdidos na Invernada do Esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM – 6&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Acho que o título deve ser modificado para “histórias que irão contar”, já que estou contando fatos que ocorreram comigo.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A noite que me tornei homem&lt;/em&gt;. Não tem nada a ver com o que estão pensando, em “primeira noite de um homem”. É um fato verídico que ocorreu comigo, quando tinha apenas 14 anos.&lt;br /&gt;Existia na cidade um homem conhecido apenas por Barbosa. Bêbado contumaz percorria as ruas noite e dia, vivendo da caridade alheia, e com ela encharcando seus sonhos na maldita cachaça. Ninguém sabia de onde viera, apenas que era um ninguém. Loiro, olhos azuis, estampa com elegância natural, portava um corpo bonito, naquele resto de maltrapilho, não fazendo mal a ninguém.&lt;br /&gt;Minha Mamãe recém havia falecido em 1948, e eu morava sozinho naquele casarão da rua Cap. Adolfo Castro, onde hoje é a firma Survel. Meu Pai administrando a fazenda Sant´Anna, lá passava vários dias. Certa noite fui ao cine Coliseu, do saudoso Bukowski, quando deparei com o filme de terror, “A voz do túmulo”, com Boris Karloff (botei dois “ff” para complicar, pois nem sei como se escreve mais seu nome). No final do filme, com a alma tremendo me dirigi à chácara, que ficava num arrabalde, longe da cidade. Nas primeiras ruas contei com a presença de alguns amigos. Negro Velho (Wilson Dias) era um deles, e foi o último a me deixar na rua Inácio Dias, onde morava seu avô, Senhor Joaquim Dias. Segui sozinho, com o coração batendo forte de medo. Noite escura e tenebrosa. Ao me aproximar do bueiro do arroio Passinho, numa das curvas dele, ouvi brotar do chão aquele “Aiiii”. Dei de volta apavorado de medo, mas não havia outro caminho era obrigado atravessar o bueiro. No Colégio São João Batista, das Irmãs Bernardinas, ninguém me ganhava na corrida dos 100 metros rasos. Saquei dos sapatos e passei voando pelo tal bueiro. Chegando no casarão não me conformei. Já não acreditava em alma do outro mundo, pois muito havia pedido que minha Mamãe me aparecesse, nunca tendo visto alguma coisa. Dei volta. Chegando perto do bueiro, novo “Aiiii”. Enfrentei o medo, e chegando junto do arroio encontrei o Barbosa, enterrado na areia até a cintura. Dali o tirei, como tirei os falsos medos de meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;UMA CHARLA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Recebi do meu primo José Vitor Centeno Rodrigues, que sei não é conversa de galpão, mas por filosofia, faz parte dele. Ela é assinada por Bárbara Elias. "&lt;em&gt;Ausência do tempo&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo esvai-se... chegou a hora fina e sintética de seu recolhimento. Nascido de um Big Bang da mente do Pai atravessou camadas dimensionais, gerou campos de luz e não luz na engenharia da matéria terrestre...&lt;br /&gt;O tempo daqui não é o mesmo de tua estrela interna...&lt;br /&gt;O tempo traz-nos o movimento fricativo, o aprender pelos choques do conflito no circuito da nossa biosfera humana. A harmonia do não-tempo espelha-se pela densidade do túnel da existência temporal.&lt;br /&gt;Agora o chamado para a sua dissolução em nossos códigos civilizacionais a cada dia fica mais presente, mais coerente, mais prenhe de Novo.&lt;br /&gt;É o momento de aprendermos a fluir como a água, a borbulhar como o fogo, a bailar como o vento, a trasmitir como a madeira e concentrar como o metal. O Éter Azul está saturado de gotas do Éden Maior e as brumas do apego já sabem que partirão para sempre do perímetro do Planeta. Sinta em ti mesmo como a relação que tens com a vida já não é há muito o que reconhecias como tua identidade de ação e reação...&lt;br /&gt;O tempo é isso: ação vinculada a reação... um módulo, um chip obsessor... uma matriz de dor para o Despertar. Enquanto somos o tempo e sua atuação não observamos, não trasmutamos o ilusório, não migramos para a pureza de sermos apenas instantes cósmicos numa frequência terrena. E assim vivemos adormecidos... a vida do não tempo é Viagem Criativa... é abandonarmos a mortalidade e seu peso... leves como Budas cotidianos abençoamos e somos abençoados pela liberdade de existir sem lutar, sem reagir a tudo o que nos pressiona ou confronta.&lt;br /&gt;Se uma pedra te encontra com sua prova específica, torne-se fluidez e inclusão... sem tensão... e o mistério do desperto será em ti um exemplo clarividente da alquimia do Amor-Sabedoria. Ainda que as ondas da involução causem tantas dissonâncias agudas em nossos sistemas de vida... não reagir a esse volume de ignorância ou inconsciência é o pocesso da redenção do supra-mental.&lt;br /&gt;Afirme os planaltos da respiração intuitiva... o poder da aceitação constrange as iniciativas da violência. Agora, apenas para as mentes desatentas passará despercebido o Sinal de que o D.N.A do tempo já não pode germinar novas ilusões no mar psíquico de cada um de nó. E mesmo que ainda não saibas ou sintas isso em ti, ainda assim, a Verdade te espera com sua bonança quando decidires atravessar as provas da fé na Hierarquia.&lt;br /&gt;A cura cósmica e seu Hierofante somos nós... Kírons da Pax Maior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-4484322156858534720?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/4484322156858534720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/09/boletim-27.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/4484322156858534720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/4484322156858534720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/09/boletim-27.html' title='Boletim 27'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-4880941416827523945</id><published>2009-09-07T16:09:00.000-07:00</published><updated>2009-09-18T18:14:14.242-07:00</updated><title type='text'>Boletim 26</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(janeiro/09)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ABRINDO A PORTEIRA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A imagem do negro velho aí do lado, com toda a sua simplicidade me fez meditar do que seja a verdadeira felicidade. Certamente não é a riqueza. Convivi com ele no dia a dia, e posso afirmar o quanto era feliz. Muitos dirão que era por sua ignorância e pobreza, desconhecendo os prazeres do mundo moderno. Os prazeres do mundo moderno dá felicidade? Creio que justamente sua busca é o que nos transforma em seus prisioneiros. Quanto mais se tem, mais se deseja. Conheço gente rica que tem tudo, mas continuam insatisfeitos, procurando por algo mais que ainda não tenham comprado. Lembro de um verso, que faz parte de um samba, e que o seu autor me desculpe, mas não lembro seu nome: “Para que tanta ambição, tanta vaidade? Procurar uma estrela perdida, se o que nos traz felicidade, são as coisas mais simples da vida”. Não estou afirmando que deixemos a ambição de lado, esquecendo do conforto para nossas famílias, o que digo é que necessitamos urgentemente de EQUILÍBRIO. Não estamos conseguindo dominar nossas emoções, e os prazeres mundanos estão nos desvirtuando. Os valores sociais e morais não podem ser esquecidos, e peço que permitam ouvir um coração de ¾ de séculos, ao afirmar – Mesmo que a felicidade não seja perene, ela só será “constante” àqueles que souberem cultuar e cultivar as suas virtudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O GALPÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Jayme Caetano Braum poetiza assim: “Sala grande chão batido, onde passei minha infância. Querido galpão de estância, que foste um dia meu lar. Hoje aqui venho rezar saudoso do teu afago, catedral xucra do pago, de joelhos em teu altar”. Assim me justifico na reverência ao Galpão do Galo Velho, como um templo de RESPEITO, acendendo lume para clarear a bruma do tempo, perfumando espaços no deleite e descanso dos que partiram, ofertando orações na busca de aplainar o longo caminho do ocaso eterno. O gesto final de depositar flores do campo, junto à foto da Mamãe é símbolo da natureza, expressão do Criador dos Mundos, e a imensidão da várzea que a criou, junto da família Centeno Pereira da Silva, da Fazenda da Quinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM – 5&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Ainda conto histórias que “irão contar”, pois esta também aconteceu comigo. Já é sabido que perdi minha Mamãe de “sopetão” como diz o índio do meu pago. Criança de 14 anos, que 60 anos atrás era muito mais criança, que as de hoje. Poucos meses depois ao me preparar para viajar a POA onde iria estudar no Colégio Farroupilha, morando no Hotel Metrópole, em um quarto sombrio e solitário recebi a visita de uma tia, Mariá Azambuja Paranhos, irmã de meu Pai e amiga íntima de minha Mamãe. Ela era a carola e dona da Igreja Matriz São João Batista. Mandava e desmandava, e creio, mais que o próprio padre. Quando o assunto era religião católica a sua palavra era lei. Então esta minha tia veio me dizer, que eu tinha de rezar muito por Mamãe, porque ela não estava no céu, pois havia morrido em pecado mortal. A terra se abriu aos meus pés, faltou ar nos meus pulmões e o sangue coagulou no meu corpo. Deus passou a não existir, pela maldita rejeição a quem era minha própria vida. Meu erro foi crer nas palavras da tia carola, sem qualquer questionamento. Algum tempo depois ao interrogá-la descobri, que o pecado mortal da Mamãe fora “evitava filhos”. Pecado mortal cometia minha própria Igreja Católica, e creio que ainda hoje continua cometendo outros sérios pecados mortais. Daí passei a ser um ateu. Pior, blasfemador. Não permitia que alguém me falasse em nome de Deus. Quando casei dez anos depois, as famílias fizeram com que me “confessasse” para tomar a santa comunhão. A confissão ao padre Barlen foi um desastre. Aconteceu assim: “Padre não roubei e não matei, o resto o senhor pode debitar na minha conta”. Quase fui expulso da igreja. O homem só acalmou quando contei a história da minha heresia, e da “pouca prática” da tia carola. Ele terminou me abençoando e me ofertando o corpo de Cristo, mas suas palavras não me convenceram. Continuei ateu. Em 1964 entrei para a Maçonaria, ocasião em que fiz contato com a mais linda das ritualísticas, e num primeiro contato com a frase: “Conhece-te a ti mesmo”. Depois aquela pergunta: “Nos momentos de maior perigo em sua vida, em quem mais confias?”. Respondi que em Deus! Aí acendeu minha VERDADEIRA LUZ. Lembro que alguns dias após minha iniciação, num domingo, estando sob uma linda ramada de minha casa em Camaquã, olhei para minha bela esposa Jane e meus dois filhos sadios, e me interroguei: “Mas que Deus malvado é este, que depois de todas minhas blasfêmias, me oferta a família que tenho, e a vida feliz que levo?”. Naquele momento convidei minha Jane para irmos à missa, e desde então sou eu quem a convida para nosso recolhimento espiritual. Depois desta longa e cansativa história, desejo fazer um arremate, me transportando aos dias de hoje, sessenta anos passados. Creio ser necessário focarmos duas ou três gerações para concluirmos, que felizmente não existe mais aquele “tacão” sobre as cabeças das crianças. Para quem não sabe, tacão é o salto de uma bota, por exemplo, comprimindo um inocente pescoço infantil. Era a força do braço, único e indispensável sustento para a sobrevivência da época. Depois a outra força mais destruidora, a da autoridade eclesiástica. Só quem viveu naquele tempo, para dar um testemunho de vida.&lt;br /&gt;Hoje observo a personalidade de meus netos, e os mais jovens poderão observar dos seus filhos, na conclusão indiscutível que as coisas melhoraram, e em muito, pois apesar do medo da violência e do desequilíbrio social, estamos nos encaminhado para um futuro promissor, aonde a ciência e a técnica conduzirão o homem a um estágio mais elevado na civilização.&lt;br /&gt;Certamente restará temer os falsos profetas, que surgem nas esquinas de nossas cidades, explorando a ignorância de alguns, incutindo o medo do tal de inferno, além da ganância financeira e do enriquecimento de certos “bispos”.&lt;br /&gt;Ainda tememos pelo nosso pouco preparo cultural, o desmantelo da família pela falta da presença dos pais em seus lares, o descaso das autoridades públicas com o analfabetismo e a saúde pública. Nem tão difíceis, estes males terão solução, muito mais difícil será a solução do “medo psíquico”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-4880941416827523945?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/4880941416827523945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/09/boletim-26.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/4880941416827523945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/4880941416827523945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/09/boletim-26.html' title='Boletim 26'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-5362590909708051291</id><published>2009-09-07T07:34:00.000-07:00</published><updated>2009-09-10T18:06:34.448-07:00</updated><title type='text'>Boletim 25</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(janeiro/09)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ABRINDO A PORTEIRA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Creio que cabe explicações para aqueles, que não leram os primeiros números: Porque faço tais boletins? Simplesmente porque depois de passar a trabalhar no NPHC entendi o significado de HISTÓRIA. Ela não existirá enquanto estiver apenas em nossas memórias, em nossas gavetas, roída pelas traças e pelo esquecimento. Assim busco registrar o passado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lauro Silva Azambuja&lt;/strong&gt; foi uma criatura ímpar. No número oito fiz a sua biografia, mas relendo constatei que não “desenhei” a sua personalidade. Ele era despido de egoísmo, vivendo para auxiliar o próximo, sem medir os sacrifícios. Quando acometido de um AVC, que lhe tolheu a palavra, obrigando-o a se recolher muitos meses em recuperação costumava me dizer: “O que mais sofro é não enfrentar os problemas da família, ficando nesta imobilidade”. Isto porque ele era o líder e confidente de todos os irmãos, irmãs e cunhados. Também era o filho de confiança do patriarca, Ney Xavier deAzambuja, que por velho entregava a ele todos os problemas a serem resolvidos. Tinha a virtude da ponderação e da justiça, mas mais que tudo, era moderador, ajustando o interesse de todos, sem nunca pensar em sua própria pessoa. Lamento apenas que não tenha deixado descendentes, o que certamente faria com que não caísse no esquecimento das pessoas. Penitencio-me por não ter correspondido a amizade que sempre me dedicou. Resta-me não esquecê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O GALPÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Balbino Marques da Rocha poetiza assim: “Meu santuário de fumaça, onde às vezes desencilho. Faço um altar de lombilho, do fogo a reminiscência, e cultuo a dor da ausência no oratório do passado. Galpão onde eu fui fedelho corpeando tala de relho, tirando rapa de tacho. Templo de fogo vermelho, onde os avós se reuniram e de onde a cavalo partiram para uma cruzada de macho...”. Pois é ali que cultuo o respeito, pela ausência daqueles que partiram. Não encontro dor, e creio que isto é pelo fato de ter sofrido muito, quando me despedi da Mamãe com apenas quatorze anos de idade. Não entendia das coisas, pois só quando se fica velho, na aproximação da porta final é que perdemos a dor pela morte, entendendo que ela nada mais é do que a passagem para um novo tempo. Sabem aquelas fotos de família antigas, grandes, desbotadas e com as molduras corroídas? Pois elas estão lá no Galpão do Galo Velho, moldurando uma parede que chamam de Parede dos Mortos, que para mim é dos vivos, pois eles olham para os olhos da gente, numa permanente busca de comunicação. Então, acendo perfumes, deposito flores do campo, e faço orações. Não há medo, há respeito. Fixo-os sabendo que um dia eu também irei fixar vocês, com muito amor, respeito e proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARAM - 4&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não quis mudar o título, mas a história que conto abaixo sou testemunha, junto de meu Pai, portanto é história que eu conto.&lt;br /&gt;Meu Pai tinha um automóvel de marca Taurus. Isto mesmo, igual a marca do melhor dos revólveres nacionais. Parece que era de fabricação alemã, mas muito pequeno, quase imprestável. Então íamos para a Sant´Anna em um fim de dia. A estrada real (dizem que tem este nome porque pertencia ao Rei. Imagina!) estava bem patrolada, e o carro desenvolvia boa velocidade, quando passamos sobre uma galinha. Papai parando o carro olhou para os lados, não vendo ninguém pegou do cadáver e o carregamos conosco. Lembro que a cozinheira não conseguiu aproveitar o dito, de tão amassado. Dois dias depois retornávamos à cidade, quando assisti meu Pai buscar no galinheiro uma outra galinha, que depositou no mesmo local em que havia “roubado” aquele cadáver.&lt;br /&gt;Estes fatos aconteciam amiúde, pois era realmente outro tempo, em que havia tempo para pensar, agir e se fazer o bem. De outra feita também retornávamos à Sant´Anna, quando um cavalo que se encontrava sobre um barranco saltou na frente do carro. Numa reação natural ele coiceou com a aproximação do automóvel, atingindo o farol esquerdo, que ficou quebrado, assim como a canela do pobre bicho, com fratura exposta. Ele me alcançou seu revólver pedindo que o matasse, mas não consegui, e ele nem mesmo tentou. Pouco mais à frente encontramos um homem ao lado de sua carroça, acampado para o pernoite. Depois de perguntar se o tal cavalo era seu, Papai contou do ocorrido pedindo ao carroceiro que o matasse, já que não teria mais serventia, mas que no dia seguinte passasse na sua fazenda Sant´Anna, que era conhecida do carroceiro, para ali levar um outro cavalo para seu serviço.&lt;br /&gt;Imaginem um fato destes nos dias de hoje! Haveria polícia, ocorrência na delegacia, ação penal, e o pior: indenização. Não sou contra os dias de hoje, onde acredito que melhorou muita coisa, mas que por vezes sinto saudades de antanho, sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;UMA CHARLA.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/SqV93JMXhpI/AAAAAAAAACE/sewkfeZPelA/s1600-h/Mam%C3%A3e.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378844343802703154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 277px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/SqV-bq56rTI/AAAAAAAAACM/Itvck7TlAK4/s320/Mam%C3%A3e.jpg" border="0" /&gt;Ao receber esta foto do meu primo José Vitor Centeno Rodrigues disse a ele: Certamente foi o melhor dos presentes que recebi em 2008. Trata-se de minha Mamãe. Sempre a chamei assim, pela singeleza de tê-la conhecido só até os quatorze anos. Fiz a sua biografia que está no boletim nº 4, onde registrei seu nascimento em 1903, e o falecimento em 1948, em conseqüência de uma embolia pulmonar, devido a uma cirurgia por queda de útero, coisa que hoje nem operam mais. Faleceu na Beneficência Portuguesa em POA, ao lado dos melhores médicos (Dr. Odonne Marsiaj), mas na época não haviam descoberto os anti-coagulantes. Era 10 de julho, um sábado, e a Arrozeira Camaqüense seria inaugurada no dia seguinte, mas devido ao sucesso da operação já haviam matado cinco vacas para o churrasco. Imaginem o desastre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-5362590909708051291?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/5362590909708051291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/09/boletim-25.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5362590909708051291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/5362590909708051291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/09/boletim-25.html' title='Boletim 25'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/SqV-bq56rTI/AAAAAAAAACM/Itvck7TlAK4/s72-c/Mam%C3%A3e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7974687505867543255.post-602135419343884074</id><published>2009-09-06T13:45:00.000-07:00</published><updated>2011-12-26T02:15:39.771-08:00</updated><title type='text'>Boletim 24</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ABRINDO A PORTEIRA.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Simplicidade gaúcha.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em uma charla galponeira, no NPHC com meu Irmão Alaor Rodrigues recordamos vivências de um tempo criança, lá por 1950. Encontramos em um jornal, que o gaúcho é um homem que prima pela simplicidade. Então lembramos de nossos ancestrais, que se vestiam com simplicidade, e seus arreios, cuias e bombas não tinham os enfeites de prata e ouro, como se vê comumente no gaúcho fronteirista. Concluímos que lá, ou eles eram mais ricos que os da nossa região Centro Sul, ou sofriam influência da grande quantidade de prata que descia de Patovi, pelo rio Paraná. Cheguei a lembrar ao meu parceiro, que fui criado em Camaquã numa fazenda muito rica, a Invernada, de meu avô Ney Xavier de Azambuja, que costumava guardar o dinheiro sob o colchão, pois graças a Deus, ainda não chegara por aqui os tais de bancos. Mesmo não se tinha onde gastá-lo, salvo nas carreiradas, ou nas poucas pulperias já que a vila ficava distante. A gente vivia a família. A aproximação entre seus membros era imprescindível, e o encontro ocorria não só nas refeições, mas durante todo o dia. O respeito era pela ordem hierárquica: O velho Avô, que nem era tão velho assim, só para nós crianças, a esposa, os filhos, filhas, noras e genros, e até mesmo as velhas empregadas a gente respeitava. Se tudo aquilo era bom caberá estudo em outro capítulo, mas posso afirmar que se vivia em harmonia. Havia respeito, um dos lemas do Galpão do Galo Velho. Alguns “mascavam o freio”, mas para mim serviu como exemplo de dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;GALPÃO.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Uma ata...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Todos sabem que o Galpão tem um livro, já no nº 6, onde se registra os causos quando das suas reuniões. Pois transcrevo uma “ata” das minhas netas: “Numa tarde de inverno, no domingo, viemos ao galpão, mas sentimos falta de alguém que tinha ficado em Camaquã com dor de cabeça. A minha Vó também ficou para acompanhá-lo. Fizemos um bolinho frito maravilhoso feitio da Tia Nice, para inaugurar a cabanha, com o Inácio vindo de Camaquã, para morar aqui. Vô espero te encontrar aqui no Galo Velho. Ficou maravilhoso. Te amo muito. Beijos. Beta (Roberta Chagas Azambuja).” “Sentimos muito tua falta Vô, tu é a alegria do Galpão. Fizemos um bolinho de chuva, que a tia Eunice fez. Um beijo da Lulu (Luisa Lahude Azambuja).”&lt;br /&gt;São estas coisas que nos dão tranqüilidade para “descansar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS QUE ME CONTARA.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Teimosia dos Azambuja.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Creio que esta já saiu em um boletim anterior, mas como os velhos estão sempre repetindo as coisas, não vai fazer mal. O causo me foi contado pelo Tio Fay (José Olavo, casado com a filha mais velha de meu Avô Ney, chamada Marieta), que era muito criativo, e gostava de descrever as teimosias dos Azambuja.&lt;br /&gt;A fazenda mãe dos Azambuja foi a Invernada, junto às margens do Banhado do Colégio, com os seus campos alagados, permanentemente inverno e verão, estabelecendo a grama boiadeira nos banhados, alimentando o gado inverno e verão. Daí terem gado gordo no inverno, originando assim o nome da Fazenda da Invernada.&lt;br /&gt;Era um dia quente de verão, que fazia silenciar os pássaros, e tremer o horizonte da grande várzea. Na fazenda junto à sombra de um cinamomo, corria o mate de mão em mão, na esperança de aplacar a seda daquela gente. O açude refletia o brilho do Sol forte, moldado pelos muitos galhos dos salsos chorões, plantados em uma pequena ilha. O Cel. Ney depois de contemplar o calmo das águas, disse.&lt;br /&gt;- Olhem que grande jacaré bóia ali no açude.&lt;br /&gt;- Aquilo não é jacaré é toco, Papai. Retrucou o filho Neyzinho.&lt;br /&gt;Armou-se o grande circo. É toco, não é toco. É jacaré, não é jacaré, é toco. Entrou mais gente na teima e ferveu a panela. A coisa já estava virando num griteiro. Tio Neyzinho desrespeitando o calor, de mansinho foi ao galpão vindo montado no seu tordilho, já com o laço armado, dando um certeiro tiro de laço na “coisa”. Tal o calor que ninguém chegava para perto do açude. De arrasto para a beira do aramado, veio o toco para admiração e espanto dos muitos parentes que se incorporaram ao “angu”.&lt;br /&gt;Tio Neyzinho berrou.&lt;br /&gt;- Então Papai não disse que era toco!&lt;br /&gt;Empilhando mais desconforto na roda, o velho caudilho sacou do seu nagão 44 descarregando-o, sobre o “pobre e indefeso” toco, aos gritos.&lt;br /&gt;- Tira este bicho daqui.” &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FECHANDO A PORTEIRA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; DISPLAY: block; HEIGHT: 173px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378726031666679730" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/SqUS0_2jj7I/AAAAAAAAABM/lfgq3XjNbpM/s320/Trinca.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;No boletim passado falei em tristezas, na despedida de minha Mana Dinha, agora quero “equilibrar” com alegria, contando do irmão dela e os dois sobrinhos – o de óculos é o “Magrinho”, que nasceu Luiz Fernando Azambuja Júnior (1958), e o de bigode é o “Castiano”, que nasceu Luis Mário Azambuja (1961). Já falei deles lá atrás, mas agora estou fazendo a apresentação ao vivo. Outra hora mostrarei meus netos. Desculpem, mas não há nada mais lindo em minha vida, e sei que na de vocês também ocorre o mesmo, mas como eu é que estou com “a pena” na mão, peço que me entendam. Os dois se declararam meus “colegas”, um agrônomo e o outro veterinário, pela ordem, e isto aconteceu quando disse que fazendeiro não é profissão, pois perdida a terra eles não sabem o que fazer na vida. Ainda não perdi a terra toda, resta um bom “naco”, então os meninos se “viram” em suas profissões, sabendo o que fazer na vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7974687505867543255-602135419343884074?l=galpaodogalovelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/feeds/602135419343884074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/09/teste.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/602135419343884074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7974687505867543255/posts/default/602135419343884074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://galpaodogalovelho.blogspot.com/2009/09/teste.html' title='Boletim 24'/><author><name>Galpão do Galo Velho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896919566349902504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eggsxFEXv_g/SqUS0_2jj7I/AAAAAAAAABM/lfgq3XjNbpM/s72-c/Trinca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
